Premio construindo a nação 2017

25 de ago de 2008

Um Evento Espírita-Educativo!!! 13 e 14 de setembro



ENCONTRO ESTADUAL DE EDUCADORES ESPÍRITAS DA INFÂNCIA
13 e 14 de setembro de 2008 - Teatro Municipal – Rua Alagoas, 52
Luiz Antonio/SP (perto de Ribeirão Preto)

Palestras - Oficinas - Debates - Troca de Experiências

Vagas Limitadas - Inscrições até 05/setembro/2008

São Paulo(11) 2950.6554 ou (11) 9765.1881

Ribeirão Preto: (16) 3983.1487 ou (16)8152-8309

e-mail: useregionalsp@yahoo.com.br


Taxa de inscrição: R$ 30,00 (inclui refeições e alojamento – levar colchonete, roupa de cama e banho)

Depósito: Banco Santander – Agência 039 – conta corrente: 13000018-6 (enviar comprovante para fax 16 - 3610-1120 ou para o e-mail acima)

Iniciativa: Departamento de Educação Espírita da Infância

Realização: USE Estadual SP e USE Ribeirão Preto

16 de ago de 2008

Educar para a vida

Quem ama educa - para a vida. Nós, pais e professores temos por vezes a pretensão de que educar é formatar o indivíduo ao nosso bel prazer e principalmente para nós mesmos. Jamais pensamos na educação para o próprio sujeito da aprendizagem, os tolimos em sua criatividade, sem os apresentarmos opções ou escolhas dignas de seu próprio gosto pessoal.

Como faz parte do processo social a confrontação de opiniões e os conflitos de gerações, nada mais justo. Porém, o que fazer com a questão do "socializar"?

Frequentemente, os pais recorrem aos especilistas para sanar suas dúvidas à respeito do comportamento introvertido dos filhos, das rixas e desavenças entre colegas e do problema da liderança (até os alunos mais populares e os mais intelectuais já tiveram esse tipo de problema). Não há nada de mal nisso, a não ser que o problema persista ou se agrave. Nessas horas, procuro apelar para o remédio caseiro mais eficaz que já foi criado: a conversa.

Insito na conversa, pois, nos tempos atuais, onde predominam os video games, sites de relacionamento, msns, BBBs entre outra babás eletrônicas, pais e filhos, que teoricamente teriam tanto para conversar, são tomados por um mutismo inexplicável.

Desde os tempos primitivos, quando a gente era primata, com todos o "uhuhs" e grunhidos próprios, a comunicação era fator de desenvolvimento e sobrevivência. Qual a comunicação que temos com nossos filhos hoje? O processo de socialização é procedente do grau de relacionamento que temos com nossos filhos. A criança será mais ou menos extrovertida, será mais ou menos propensa à leitura, aos esportes, aos estudos ou á qualquer coisa de acordo com o exemplo e grau de aceitação de suas famílias.

Baseando que, em essência, toda criança, queiramos ou não, aprende pelo exemplo, elas irão tomar pra si costumes, filosofias de vida, trejeitos, vícios de linguagem, gírias, sotaques ou expressões com as quais conviverem mais. Daí a crença de que tão logo as crianças estejam na escola, o problema cultural estará resolvido. Mas será que está mesmo? pense que na escola há milhares de crianças para alguns professores passar-lhes algumas noções durante 4 ou 5 horas que lá estejam.

Na maior parte do tempo, os alunos ficam em contato direto com seus semelhantes, ora estudando, ora se divertindo, ora fazendo ambos (quem nunca brincou na sala de aula atire a primeira pedra!!!)O que esperar da criança que retorna à casa, não encontra seus pais (ou similares) para trocar idéias sobre o que foi seu dia? Muitas vezes, a troca sadia de informações sobre a vida pela família vale mais do que muitas aulas enfadonhas ou mesmo uma estrassante ou chata troca de e-mails vazios.

É certo que não devemos moldar a criança ao nosso desejo, podando-lhes os sonhos, mas é essencial corrigir-lhes o pensamento com brandura para aspectos que a vida costuma nos ensinar desde pequenos, para que não soframos constrangimentos maiores enquanto adultos, eis o papel da família: o de educar para a vida. Esse ato só pode ser desempenhado no convívio diário, na troca de informações, sensações, olhares... ainda me lembro do olhar de reprovação de meu pai quando eu deixava comida no prato, sob o pretexto de que não gostava disso ou daquilo. Pode parecer bobagem, entretanto a expressão no olhar, o calor da mão e o tom de voz facilitam bastante o processo de convivência e isso a criança e o adolescente passam para o seu cotidiano. É como os antigos já diziam: os modos de casa vão à rua.

Regras simples para uma vida feliz, as receitas são mais simples ainda: Uma mesa de jantar, um assunto animado, sobre seu dia de trabalho, uma manchete no telejornal ou um comentário sobre as matérias na escola, consistem em diferentes formas de aprendizado. Deixe a criança se expressar, pondere seus posicionamentos, reflita sobre seus motivos e explique com objetividade e exatidão, sempre levando em conta o respeito e a sinceridade. É nesses momentos de união e debates em família que são propícios para se corrigir, ampliar e trocar o conhecimento. Uma maneira de se conhecer melhor àqueles que geramos, que não educamos para nós, mas educamos para a vida.

12 de ago de 2008

Professora entusiasmada procura...

Professora entusiasmada procura vaga em instituíção escolar, pública ou privada, que possa acolhê-la, dentro de suas competências e habilidades, ao cargo de docente.

Esta profissional de ensino cumpriu todos os pré-requisitos necessários para desempenhar sua função, de acordo com as normas vigentes da LDB 9394/96. Tem graduação e pós-graduação Lato sensu, fala inglês fluentemente, domina técnicas de ensino integradas às novas tecnologias da educação, sempre que possível participa de congressos, seminários e simpósios e pretende continuar investindo em sua formação acadêmica ao ingressar no stricto sensu, sem no entanto, se esquivar dos objetivos primeiros de sua função.


A referida profissional aprecia trabalhar em equipe, conhece e busca sanar as necessidades educativas e sociais das instituíções em que costuma atuar. É uma pessoa flexível, um pouco rígida quanto ás questões de disciplina, porém se mostra uma pessoa que prima pelo diálogo igualitário entre professores e alunos e concebe uma educação dialógica e transformadora, que possa reelaborar o conhecimento, não somente do aluno, mas ajudar a ampliar os saberes didáticos dos colegas professores.

A profissional afirma que tem disponibilidade de tempo e se dispõe a trabalhar com dedicação às causas educacionais para quaisquer série as quais seja indicada. A mesma não se importa com os baixos salários, pois compreende que a vocação docente é um voto de pobreza sacerdotal e que o papel de quem escolhe ser professor é o de amar e respeitar o ato docente como forma de fomento aos discentes, não importando o quão rebeldes ou desinteressados estes sejam, o papel do professor é aprimorar sua prática para perpetuar e tornar prósperas outras carreiras.



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A quem interessar possa, deve-se salientar que este tipo de profissional está escasso no mercado, posto que as escolas hoje, estão dominadas por profissionais medíocres ou mesmo bons profissionais desviados de função, atendentes aos desmandos de seus superiores, na base do jeitinho brasileiro, do encaixe, do burlamento das leis e no acobertamento de ações desastrosas.

O profissional de educação hoje é muito próximo à um mendigo educado que, com o seu precioso currículo na mão, eruditamente pede a esmola de uma vaga para lecionar sendo achincalhado e esnobado por companheiros que deveriam se unir em prol de uma educação de qualidade e de respeito pelo futuro do País.

Ad astra per aspera... (Às estrelas pelos caminhos mais àsperos)

Semíramis

11 de ago de 2008

Homenagem atrasada pelo dia dos pais 10/08

P A I

Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer.

Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai, mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.




Ele não é simplesmente quem atende a caprichos: ele sabe perceber quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.

Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.

Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.

Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha tudo aquilo que merecer e realmente desejar.

Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe até que ponto está alimentando um espírito de dependência.

Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para um caminho de honestidade e de bem.

Pai de verdade mesmo não diz “faça isto” ou “faça aquilo”, mas sim “tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe”.

Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.

Pai de verdade mesmo é o amigo sempre presente, atento e amoroso, com a alma de joelhos, pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos.

Feliz dia dos Pais!(texto encontrado na net, sem referência a autoria)

Meu pai amado era e ainda é tudo isso para mim, no infinito que você está saiba que te amo por tudo que me ensinaste e me deste!

Te amo

Semíramis

4 de ago de 2008

Desafios - ou das 8 coisas que quero fazer antes de morrer

Para divertir hoje eu recebi um desafio da Professora Juliana , sobre as 8 coisas que eu gostaria de fazer antes de morrer.

As regras para este desafio são as seguintes :
1. Escrever uma lista com 8 coisas que sonhamos fazer antes de morrer.
2. Convidar 8 parceiros(as) de blogs amigos para responder também.
3. Comentar no blog de quem nos convidou.
4. Comentar no blog dos nossos(as) convidados(as), para que saibam da “intimação”.
5. Mencionar as regras.

Engraçado como são as coisas e eu hoje mesmo pensava sobre isso, portanto, lá vai

1- Quero voar de asa delta (ou de paraglider, tanto faz) o importante é eu saber a sensação de andar nas nuvens pelo menos uma vez na vida!
2- Ir a Itália, ver La Fontana di Trevi, "in Torino io vollo a manjare una pasta piu bella, piu de vero!"
3- Viajar pelas praias do nordeste brasileiro - Faculdade de DDSP, enfim (Dias e Dias de Sol na Praia!!!)
4- Obter o título de Mestre em Educação (isso já é uma grande coisa!!!)
5- Ajudar aos mais necessitados, não necessariamente de forma material, mas com meu apoio e carinho
6- Deixar meus cabelos cor laranja, uma ousadia só para ver o resultado na rua (se me chamarem de cenourinha ou coisa parecida vou achar bem engraçado!!!!)
7- Viajar pelo mundo, conhecer lugares inusitados, fotografar cenas que ninguém antes fotografou, deixar minha marca no mundo.!
8- Deitar meu corpo cansado e feliz na beira da Praia da Gávea, ao lado de meus filhos e marido para ver o pôr-do-sol, nada é mais lindo e recompensador do que receber o amor que damos em dobro. Cada momento da vida é único, um desses pode ser o derradeiro
"A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos"(John Lennon)

Repasso este desafio (brincadeira) para os queridos amigos

Cybele Meyer; Thaiza Montini; Fred; Luis Dhein; Natânia; Lúcia Freitas; Marília; Jaciara;
Lilian


Aos amigos o meu abraço frateno,

Se

1 de ago de 2008

Ler para quê mesmo, hein?

O período de férias consiste num espaço de tempo maravilhoso para nos aprofundar em algum tema ou mesmo para pensar em algumas dúvidas que sempre tivemos e tentar saná-las. Hoje, eu estava lendo alguns e-mails da lista Blogs Educativos e veio a pergunta "Por que nossos filhos e alunos não lêem?"

Eu poderia seguir por dois caminhos: responder como professora e pedagoga ou como mãe. Vou fazer diferente, vou apontar possíveis soluções, baseadas em dificuldades próprias. Tenho dois filhos, uma de 13 anos e um de 8 anos, ambos são bons alunos. O menino apresentou pequena dificuldade para aprender à ler, mas hoje o faz muito bem, no entanto, preferem ver televisão, ouvir música, ficar horas na internet, sem, entretanto, pegar num livro para ler.

Todavia, penso que, apesar deles não lerem o bom e velho livro, seja este uma enciclopédia ou um livro de contos, me supreendo com os achados que eles fazem na internet. Acho que muitas vezes nós professores escolhemos a leitura que o nosso alunado vai ter que fazer. Eu costumo oferecer uma gama de títulos baseando-me nos assuntos que despertem maior interesse de meu aluno ou de meus filhos. Acho que essa atitude dá mais liberdade, essa palavra que nossa educação tanto fala, mas pouco aplica.

Essa história de empurrar livro nos alunos goela abaixo nunca deu certo e nem nunca vai dar. Certa vez, eu tinha 12 anos (e lá se vão 20 anos...) uma professora muito "gentil" indicou para a nossa turma de 5ª série ler, o livro era "O Menino de Asas", de Homero Homem. Minha mãe comprou o livro e eu, até então compulsiva leitora, empombei: detestei o livro desde o primeiro capítulo!!! Seria bem melhor se ela tivesse me indicado um outro livro daqueles inúmeros títulos que havia na biblioteca (como o lindíssimo "Açúcar Amargo" do mesmo autor, dado no ano seguinte). Como detestei o livro, minha prova foi um desastre e sempre que alguma professora indicava algum livro para se fazer prova de interpretação de texto, eu ficava bastante apreesiva.

Então o que fazer? não dar prova de livro? não, não vou por aí. Acho que é importante a gente incentivar os alunos a ler, porém o mais importante é se informar primeiro dos gostos da turma e apresentar títulos que os despertem a curiosidade. Por exemplo: minha filha adora astrologia, música, romances do século XIX, biografia de cantores e livros de auto-estima e esses, geralmente, são os títulos que a presenteio ou faço com ela uma "leitura amiga" cada uma lê um trecho ou um capítulo para a outra. lindo, né?

Será que não é isso que falta então? maior aproximação dos pais leitores? não sei. Eu cresci rodeada de livros e informações, meus filhos também o são, mas já conheci colegas e alunos que não tinham nenhum livro em casa, com pais analfabetos e que, no entanto, eram assíduos freqüentadores da biblioteca escolar.


Acho que a questão é saber qual o tipo de leitura que nosso aluno prefere. Meu filho adora notícias de jornal, mas não liga nem um pouquinho para os contos clássicos infantis. A gente deve se lembrar que antes da leitura da palavra, o aluno deve saber reconhecer a leitura de seu tempo e de seu mundo. Como? incentivando-o a conhecer os problemas de seu bairro, de seu mundo, através das pesquisas em jornais, revistas, periódicos e, principalmente, na Internet, esse veículo de informação e conhecimento que se bem orientado pode trazer aos futuros cidadãos base intelectual para atuar num mundo onde as relações entre as pessoas no mundo estarão cada vez mais globalizadas.

Incentivar o aluno a reescrever o que viu, o que aprendeu com aquela pesquisa, relatar o que mais o chamou a atenção podem valer bem mais do que a simples interpretação do que determinado autor quis dizer com determinada frase, parágrafo ou descrição de paisagem feita. O aluno ao lavrar o registro de algo que ele presenciou ou de suas impressões, registra também o conhecimento que ele apreendeu, ou seja, reelabora e transmite aos interlocutores fatos que podem ser reelaborados e trabalhados posteriormente, numa ação menos didática, mais prática e pasível de transformação no campo social. Educar é um ato transformador da própria realidade social. Não deveríamos fazer de conta que ensinamos!

A leitura do mundo, mais do que a leitura meramente didática, será imprescindível ao aprendizado e às relações profissionais. Afinal de contas a gente lê mesmo não é para fazer bonito na escola e sim para que façamos bonito no mundo!

boo1

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