Premio construindo a nação 2017

29 de dez de 2010

Receita de Ano Novo - Carlos Drummond Andrade

Receita de Ano Novo - Carlos Drummond Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
 
Um ótimo ano de 2011!

 

26 de dez de 2010

Respondendo ao Professor Dr. Luiz Carlos Formiga.

Obrigada, querido Ramon e querido professor Formiga pela divulgação desse artigo e de meu blog Educando o Amanhã. Respostas em Azul!
Abraços
 
Semíramis Alencar
 
Em 26 de dezembro de 2010 10:26, R Chaves <ramonchaves@hotmail.com> escreveu:
 
PhD em Direito ACUSA. Espírita, pergunta. 
 From: ramonchaves@hotmail.com;
LUIZ CARLOS <formigalcd@hotmail.com>;
To: gadelh
Subject: RE: Eu Acuso - Educando o Amanha
Date: Sun, 26 Dec 2010 12:02:03 +0000
Coloquei também um de origem espírita. Divulguem.
Discussão nos links
Ramon
Re: Evangelização Espírita Infantil 
 
Onde se dá a formação de educadores? Licenciaturas? Faculdade de Educação? Onde elas ficam? Universidades?
 
A formação de Educadores deveria de ser desenvolvida, em primeiro lugar, no seio da própria família, comprometida com os valores morais voltados para a ética, a cidadania, o respeito e a solidariedade - educando nossos filhos e filhas, educamos também a sociedade. Faculdades, universidades, centros acadêmicos e licenciaturas pouco ajudam quando já não trazemos a educação do seio familiar. O estudo ajuda a formar, entretanto as famílias tem papel essencial na condução desse processo de maturação.
 
O que mudou na universidade dominada pelo materialismo? Pouco ou nada. Na realidade, sempre foi materialista
Como aproveitar a agilidades tecnológicas da nova era na universidade?
 
Colocando as ferramentas tecnológicas a serviço do bem, como forma de prestação de serviços, repassando informações úteis, de forma a agrupar a comunidade para a solução de seus próprios problemas 
 
Como pensar em formação de educadores sem pensar em valores espiritualistas?
Pensando exatamente no estado de coisas que se encontra a educação hoje - completamente desvirtuada de sua real função: a de educar . na escola se aprende de tudo: a humilhar o semelhante, a roubar, a mentir para si mesmo, a enganar, a colar, a discriminar, a agredir... Os professores, pressionados pelas más condições de trabalho e baixa renda não prezam pela correta conduta dos alunos, também vitimizados pelo sistema capitalista que também vitimizam seus pais. Nessa reação em cadeia, onde o mais forte é o que pode se impôr pela força, o mais inteligente, aquele que pode se driblar os currículos e tarefas propostas sob a alegação de que podem recorrer aos órgãos de proteção ao adolescente, a justiça por danos morais. Lastimável... a educação voltará a ser respeitada somente se cada professor dentro de sua crença começar a desenvolver uma educação pautada nos valores realmente humanos, desde a pré-escola, sem protecionismos ou desmandos, a escola que tem professores, pais e alunos que são parceiros na construção de uma nova sociedade, que não se pautem apenas na pequenez de passar ou não de ano, sob o argumento de que "traumatiza o aluno". A educação apenas alcançará algum efeito quando passar a respeitar seus educadores mais sérios, a incentivar o uso das novas metodologias de ensino, a compartilhar a visão de mundo do outro, a respeitar a lei de Diretrizes e Bases,  dos Regimentos Escolares, de aceitarem o "não" como resposta, de reconhecer suas falhas, enfim, quando cada um de nossos pais, alunos, professores e dirigentes escolares reconhecerem que a educação sem verdade não é educação - é desvirtuamento.
Abraços,
 Semíramis F. Alencar Moreira (pedagoga; especialista em Docência de Ensino Superior e professora)
       
"Nas salas de aula desses cinqüenta e tantos anos de magistério, sempre olhei o adolescente, apiedado... E ouvia Jesus na página maravilhosa de Boa Nova: Pedro, eles não são pecadores... Eles são somente frágeis... E a fragilidade se mistura com os nossos conhecimentos de Física, de Química, de Biologia, de Psicologia... E as vontades? Como despertar as vontades? Como fortalecer os frágeis? Como ativar as vontades para querer o melhor para os próprios espíritos?
E você? Onde fica? Pode ajudar ampliando essas reflexões?
 

 

O que é o Natal?

 
 
 
Enviado gentilmente pela amiga Maristella Bilmeyer ! Feliz Natal, Bella! Io te voglio benne!
Bacci.
 
Aos leitores do Educando o Amanhã, meus desejos sinceros de que a alegria do Natal se estenda ao Reveillon e se prolongue por todos os dias do ano de 2011.
Abraços fraternos
 
Semíramis Alencar
 

 

21 de dez de 2010

Aos Amigos - Nossa mensagem de Natal

Com votos sinceros de que o verdadeiro sentido do Natal de Jesus esteja presente no coração de todos os amigos,
irmanados em fé, amor e paz.
 
Semíramis Alencar e Família
 

O Que Perdemos no Natal?
Era um homem solitário, cercado de controles eletrônicos e comida por todos os lados; o noticiário de sempre, as mortes nas estradas, as compras de última hora – as crianças contempladas pelos artistas que vinham em nome do Papai Noel…
 
Mas que vida…. o que era afinal, o Natal? não o presépio de Jesus com Maria e José, os Reis Magos, os pastores e os bichinhos andando a pé naquele mundo pastoril, não, que Natal era aquele do mundo febril? Natal do aquecimento global - rimou – será que enlouquecera?
 
As crianças gostavam mais das caixas que dos brinquedos, os adultos bebiam até passar mal, ah esqueci, é Natal!
 
Olhava o céu de madrugada crivada de estrelas, aquele universo cheio de mundos diferentes. Olhava o sol antecedido por sua coroa de raios partindo detrás das montanhas… o que perdemos no Natal? Dinheiro? não, ele foi transformado em "amor"…
 
Sem dúvida o mundo estava doente, perdera o sentido do presente… só, cercado por eletrônicos, queria renascer, possuir de novo o sonho da criança, queria acordar da ilusão!
 
A saudade dos flocos de nuvens rosas, das mudanças rápidas na luz celeste no mar das manhãs… para não sentir aquela dor da saudade, de se emocionar, concentrava-se no nascimento de mais um dia - tentava aprender, mais uma vez, como o desenho das aves, com suas asas abertas no pouso, era perfeito e belo em todo o seu voar.
 
Esperança… controlando a saudade de seu tempo de criança, ele via nascer novo sol em seu peito… então, distraidamente (talvez por isso mesmo) recebeu, na luz radiosa daquela manhã de Natal, uma visão de Maria embalando Jesus nos braços…
 
Quando nascemos, perdemos a segurança do ventre, corremos o risco de respirar, por nós mesmos, o ar da vida na Terra. Quando crescemos , somos o centro solar de nossas mães – elas nos dão a luz e se colocam, como a Terra no espaço, esperançosas de receber amor. Quantas se perderam… mas, quantas se encontraram, felizes, nesse papel que Deus, tido como Pai, se ocultou no ventre das mães….
 
Parece que perdemos mesmo algo do sentido do Natal… na verdade, perdemos todos os dias, na distância daquele ponto de partida, incertos do dia e da noite e se, na travessia dos portais da morte, teremos outra forma de amor tão bela na chegada…
 
Se olharmos, em retrospectiva, toda história da humanidade mal contada da morte do Mestre e de sua mãe igualmente crucificada, coração cruzado pela espada da dor, veremos que, a mão que tirou por fim, o filho de Maria após anos de tentativas, foi a mão do lucro e do consumismo…
 
A mensagem que aquele bebê ia trazer ao mundo era justamente a da entrega das coisas, da perda do sentimento de perda, da morte dos prazeres infantis, dos presentes no presente, da mudança de hábitos que agora, o homem cercado de eletrônicos se via forçado a mudar  de canal.
 
o canal do coração estava como represa prestes a arrebentar; o canal dos sentimentos não estava ao alcance das ofertas e promoções, não.
 
Tudo isso via nas nuvens flocadas e tingidas de rosa por poucos minutos – a beleza não se deixa prender por nada do espaço e do tempo. Perdendo sua vida "normal", ganhava  de volta aquela, da criança,  que um dia, antes mesmo da invenção mentirosa do Papai Noel, estivera mergulhada no corpo da mãe.
 
No seio amoroso daquela Maria que lhe dera a vida, também afundara em busca do calor de Deus. Agora, crescido e distante de todas essas presenças, trocaria tudo por aquela lembrança, profunda, distante, um tempo mágico de criança…
 
Na vida depois dessa vida, encontraria, de novo, o amor de seu Criador ? Perderia até mesmo o corpo, cercado de eletrônicos na noite de Natal, se pudesse, uma vez mais, ser como aquele menino pobre da manjedoura, sentir em si, uma vez que fosse, o carinho que recebeu de sua mãe, o Menino Jesus.
 
Luiz Fernando Costa Moreira 
 
    
Semíramis
35)9169-9955
 
http://nequidnimis.wordpress.com  - Ne quid nimis...
 
Mors ultima ratio. ( A morte, a ultima razão)
 
 
 

 

20 de dez de 2010

Eu Acuso - ou sobre o professor em BH

 
J'ACUSE !!!
(Eu acuso!)
(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)
« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
(Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (...)
(Émile Zola)


Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado "dano moral" do estudante foi ter que... estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro. O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares. Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que "era proibido proibir". Depois, a geração do "não bate, que traumatiza". A coisa continuou: "Não reprove, que atrapalha". Não dê provas difíceis, pois "temos que respeitar o perfil dos nossos alunos". Aliás, "prova não prova nada". Deixe o aluno "construir seu conhecimento." Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, "é o aluno que vai avaliar o professor". Afinal de contas, ele está pagando... E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de "novo paradigma" (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: "o bandido é vítima da sociedade", "temos que mudar 'tudo isso que está aí'; "mais importante que ter conhecimento é ser 'crítico'." Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente... Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que "o mundo lhes deve algo". Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

 

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

 

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a "revolta dos oprimidos" e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para "adequar a avaliação ao perfil dos alunos";

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com
segundo grau completo cresceu "tantos por cento";

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno "terá direito" de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um "novo paradigma", uma " nova cultura de paz", pois o que se  deve promover é a boa e VELHA cultura da "vergonha na cara", do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os "cabeças–boas" que acham e ensinam que disciplina  é "careta", que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam "promoters" de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de "o outro". A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: "Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita
raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo." Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor "nova cultura de paz" que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.



 

 

15 de dez de 2010

Formação de EDUCADORES


 Formação de EDUCADORES


LUIZ CARLOS FORMIGA

Onde se dá a formação de educadores?

Licenciaturas? Faculdade de Educação? Onde elas ficam? Universidades?

Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita diz mensagem do "Momento espírita".

É preciso resgatar valores na universidade? Banda larga e mente estreita, fora e dentro da universidade?

Eis a ideia veiculada numa determinada campanha publicitária nacional, que toca numa temática bastante interessante.

Nos tempos da velocidade da informação, e da conectividade em tempo real com o mundo todo, é necessário pensar. Pensar se tudo isso, realmente, está sendo utilizado em favor do desenvolvimento humano

Será apenas mais uma distração criada pela alma imatura do homem terreno?

Sim, pois, se pouco ou nada nos acrescenta como espíritos, no que diz respeito ao nosso progresso moral, ao nosso melhor comportamento.

De que nos adianta?

De que nos adianta ter a facilidade no acesso à informação, se não sabemos o que fazer com ela?

De que adianta ficar sabendo de tantas e tantas coisas, se não sabemos selecionar o que eu quero e o que eu não quero para mim?

Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita.

A mente estreita é esta que se perde em meio a tantas possibilidades, sem saber para onde ir.

Naufragam ao invés de navegarem na sociedade do terceiro milênio. A tecnologia está à nossa disposição para nos ajudar. É o conhecimento intelectual engendrando o progresso moral, propiciando o adiantamento do ser humano, e não sua destruição.

O que mudou na universidade dominada pelo materialismo?

Como aproveitar a agilidades tecnológicas da nova era na universidade?

Sejamos nós estes de mente larga, que querem e trabalham pelo bem comum, das mais diferentes formas possíveis.

Não podemos esquecer do investimento contra o materialismo que impera na universidade, formadora de educadores influenciados pelo marxismo.

Como pensar em formação de educadores sem pensar em valores espiritualistas na universidade?

Busquemos a plenitude intelecto-moral, conforme tão bem acentua o codificador (foto).

O Professor no Jornal dos Espíritos diz assim:

"Um professor universitário me escreveu e disse que deseja trabalhar valores espíritas junto ao alunado do seu Estado. Muito boa notícia esta de trabalhar valores espíritas na universidade (terreno inóspito). Muitos alunos não foram "trabalhados" adequadamente no período infantil, o que torna o nosso trabalho pouco atraente. O movimento espírita parece não se importar muito com o universitário. Que sugestões práticas faria para o professor e que material bibliográfico poderia enviar-lhe como suporte? Agradeço a ajuda, pois estou com esse "espinho na carne". Transmita esse meu pedido aos universitários que conheça pedindo sugestões. Podem ser funcionários da universidade federal, estadual, particular, alunos, professores e todos os que um dia passaram por lá (formados ou aposentados). SOS.

Responda-me assim que encontrar um tempo pra esse amigo.

Sua colaboração é muito valiosa. Escreva para a redação."

ESPÍRITAS universitários - http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/colunistas.htm

O Grupo Estudos Espíritas Avançados (GEAE) relembra os "Valores Espíritas na Universidade" dizendo que: "Através da correspondência eletrônica chegou-me a notícia de que um Professor Universitário desejava trabalhar valores espíritas junto ao alunado do seu Estado. Como o Rio de Janeiro já havia tomado essa iniciativa num passado recente fui consultado. Revi os primeiros dias, não antes de lembrar o educador Rubem Alves: "O primeiro ato de domínio exige que o dominado esqueça o seu nome, perca a memória do seu passado, não mais se lembre de sua dignidade." De forma ligeira, fiz algumas anotações para não perder a memória do passado no Núcleo Espírita Universitário do Fundão (NEU-Fundão).
Muito boa esta notícia de trabalhar valores espirituais na universidade (terra escaldante). Muitos alunos não foram "trabalhados" adequadamente no período infantil, o que torna nosso trabalho pouco atraente, mesmo, quando utilizamos, como estratégia, temas ligados aos problemas atuais. Na época que ajudamos a fundar o NEU-Fundão esses desafios eram Sexo, Drogas, DSTs, AIDS, Hansenísae, Curas Espirituais e Regressão de Memória, mas, mesmo assim, foi complicado. Como também era pesquisador com o Pires na Mão já havia desenvolvido alto grau de resistência à frustração, o que me ajudou muito. Isso não deve ser considerado um desestímulo, mas uma dose da vacina contra os primeiros fracassos (Resiliência *).
A universidade é um terreno complicado e tentamos dar uma idéia disso no "Universidade da Alma. Cidade Universitária do Espírito", que está no link http://www.espirito.org.br/portal/artigos/geae/universidade-da-alma.html. Só não desisti porque sempre lembrava das palavras de um outro Professor do nosso "ginasial" (Newton G. de Barros) e que coloquei como "grande final" no artigo Sexo: Artigo de Compra e Venda ( http://www.espirito.org.br/portal/artigos/neurj/sexo--artigo-de-compra-e-venda.html ).



"Nas salas de aula desses cinquenta e tantos anos de magistério, sempre olhei o adolescente, apiedado... E ouvia Jesus na página maravilhosa de Boa Nova: Pedro, eles não são pecadores... Eles são somente frágeis... E a fragilidade se mistura com os nossos conhecimentos de Física, de Química, de Biologia, de Psicologia... E as vontades? Como despertar as vontades? Como fortalecer os frágeis? Como ativar as vontades para querer o melhor para os próprios espíritos?
Mas sobe à superfície da memória a "Parábola do semeador: - O Semeador saiu a semear... Atirou as sementes, amorosamente... Umas caíram na terra escaldante e feneceram... Outras caíram ao alcance dos pássaros e foram deglutidas... Outras cresceram entre espinheiros e foram sufocadas... Mas outras caíram em terreno fértil... E produziram uma por trinta... uma por sessenta... uma por cem... e deram muitos frutos bons...
Bezerra de Menezes desce de alturas não mensuráveis e nos diz pelas mãos sagradas hoje, de Francisco Cândido Xavier: A legenda agora é kardequizar... Semear as sementes escolhidas... e confiar na fertilidade dos terrenos...
Deixei mais links para que o Professor Universitário tenha ideia deste trabalho de "kardequizar na universidade..." e possa também ver "sementes escolhidas".
"Espiritismo na Universidade"

http://www.panoramaespirita.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=5207
Antiga HP do NEU-RJ - http://www.zap.to/neurj
Afinal, quando sabemos de onde viemos sempre é mais fácil determinar para onde vamos." http://www.geae.inf.br/pt/boletins/geae544.pdf
O Jornal dos Espíritos "apela" para a resiliência (espírita)

http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col49.1.htm 
Realmente, resgatar valores é um grande desafio diante do materialismo universitário.

Aí aprovar o aborto é fácil!

http://www.serprofessoruniversitario.pro.br/ler.php?modulo=10&texto=524
E você? Onde fica?

Pode ajudar ampliando essas reflexões? No mínimo, pode convocar aquele amigo que como você também está preocupado com o materialismo que reina na faculdade de educação. Envie para ele essas questões. A semente pode cair em terreno fértil. Confiemos, mas vamos também semear.
Ir para página principal...
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14 de dez de 2010

Ministra defende "homoafetividade" discutida em aula

---Enviado pelo Professor DR. LUIZ CARLOS FORMIGA formigalcd@hotmail.com  

" ...  É convite à fraternidade, ao amor em ação, na aceitação da diversidade e no relacionamento pacífico entre os diferentes.  Tornando relativo o conhecimento humano, de modo geral, e, em particular, o das coisas espirituais, a lição nos faz suspeitar que a coexistência pacífica, proporcionada pela fraternidade autêntica, é o ambiente mais favorável à produção intelectual e à tolerância das nossas diferenças, que podem ser exibidas sem conflitos, inibindo o autoritarismo, o fanatismo, o preconceito e a exclusão."
 Texto do artigo "O Retrato de Bezerra" -  http://www.panoramaespirita.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=1941
 
Nova ministra defende "homoafetividade" discutida em aula
11 de dezembro de 2010 • 15h00 • atualizado às 16h09

 
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4835560-EI7896,00-Nova+ministra+defende+homoafetividade+discutida+em+aula.html
 


Maria do Rosário é deputada federal (PT-RS), tem 44 anos e é natural de Veranópolis (RS) . Foto: Agência Câmara Maria do Rosário foi confirmada por Dilma na última semana
Foto: Agência Câmara
Hermano Freitas
Nova titular da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que tem status de Ministério do governo Dilma Roussef, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) rejeita a palavra "homossexualismo". "Remete a doença", explica. Em entrevista ao Terra por telefone de Brasília, a ministra afirmou que pretende dar incentivo à inclusão de assuntos relacionados à diversidade de gênero no projeto pedagógico das escolas, inclusive a chamada "homoafetividade". "Ela existe, assim como alunos de diferentes idades, diferentes comunidades. A palavra 'diversidade' deve estar combinada com a palavra 'respeito' e devemos criar espaços para esta prática", disse.
A professora Maria do Rosário assume a pasta deixada pelo ministro Paulo Vanucci e declarou pretender dar continuidade ao projeto do antecessor. Entre os focos principais, a proteção dos direitos das crianças, idosos e mulheres. Sobre os mais recentes episódios de violência contra homossexuais ocorridos em São Paulo, a deputada petista diz que a questão "depende de mudanças nos costumes", com "políticas culturais, educação e estímulo à convivência". Sentido de viver em comunidade e respeitar. "Nunca é uma questão primeiramente policial. Precisamos compor e fortalecer valores, compreendendo a diversidade", disse.
Apesar de reconhecer na solução do problema algo mais complexo que a simples represssão policial, Maria do Rosário afirma ser necessária uma postura firme do poder público para reprimir os atos de violência. "As autoridades precisam estar atentas, fazer o enfrentamento, principalmente de grupos marcados por sua atuação intolerante, como gangues de neonazistas", disse.
Migrantes
A ministra diz ainda que uma das preocupações do País para o futuro será a cada vez maior atratividade que exercerá como polo migratório, em função do bom desempenho econômico. De acordo com ela, a forma como os migrantes devem ser recebidos no Brasil deve ser melhor que o tratamento dispensado aos imigrantes brasileiros que foram em busca de melhores condições de vida no Exterior. "Brasileiros sempre vivenciaram as violações de direitos em outros países. Nós podemos e devemos fazer diferente em nosso País", disse.
Trajetória
A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), 44 anos, é natural de Veranópolis (RS). Está em seu segundo mandato na Câmara e foi filiada ao PC do B antes de ingressar no PT. Ela foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Maria do Rosário iniciou sua carreira política como vereadora em Porto Alegre por dois mandatos, tendo sido deputada estadual por um mandato. A ministra disputou a prefeitura de Porto Alegre em 2008 e perdeu para o peemedebista José Fogaça.


 

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