31 de jul de 2014

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23 de jul de 2014

Competências e Habilidades para o Tutor à Distância

Competências e Habilidades para o Tutor à Distância
Profª Semíramis F. Alencar Moreira 

Para desempenhar as atividades de tutoria à distância, bem como a presencial, o tutor deve ter em mente que esse trabalho abrange pessoas, as quais ele estará em contato direto, por meio eletrônico, através da linguagem escrita na maioria das vezes. Sabemos que a escrita pode ser um fator tão positivo quanto maior for a clareza e a objetividade de ideias.
Por essa razão destaco o Exercício do diálogo, como elemento motivador primeiro da relação tutor-aprendizagem-aluno num curso à distância. Com o diálogo, há o estímulo à participação na construção do seu conhecimento ao mesmo tempo em que estes alunos podem desenvolver o senso de comunidade e atuarem de forma ativa, nos debates e produções conjuntas no Ambiente Virtual de Aprendizagem: como na elaboração das Wikis, na participação dos chats e fóruns.
Contudo, para haver o exercício do diálogo é importante que este mediador valorize os alunos. Apenas quem saiba valorizar o outro, saberá  acolher as diferenças que possam surgir no ambiente virtual de Aprendizagem, uma vez que são grupos de alunos com visões e histórias de vida diferentes, que possam apresentar pontos de vista distintos, mas ainda assim, de vital importância para a construção dos saberes na sala de aula e na formação para a vida.
O Exercício do diálogo acontece quando o tutor retorna os e-mails, recados ou postagens dos alunos, sempre os estimulando a comentar mais, a participar mais, fazendo com que o aluno exponha suas ideias, com interesse e boa vontade.
Á esse constante feedback, o estímulo à participação acontece quase que instantaneamente. Mas para que esse processo se torne mais efetivo, é necessário que o tutor acompanhe os diálogos entre os alunos, nas colocações nos fóruns, esclarecendo as possíveis dúvidas e cedendo todas as informações necessárias para que o aluno tenha segurança.
Esse processo de acolhimento acaba por fortalecer o senso de comunidade, com o qual os alunos serão capazes de reproduzir o esse mesmo comportamento do tutor, de mediar o conhecimento de forma atenciosa e cordial, incentivando a crescimento da turma enquanto grupo coeso, de forma amistosa, cooperativa.
Tal competência, leva ao acolhimento conjunto às diferenças. Os alunos se tornam naturalmente mais receptivos aos colegas, pois enxergam no mediador esse caráter íntegro e imparcial, passando a agir, eles mesmos como mediadores dessa igualdade de condições, auxiliando também nas trocas de saberes, essenciais à qualquer curso superior, sobretudo no EaD, onde a interação social presencial é tão rara.
Entretanto, para que essas competências sejam plenamente aplicadas, é imprescindível que o tutor Valorize os alunos, posto que o EaD é uma modalidade de ensino a qual o aluno é o centro do processo educativo. O professor é o mediador do conhecimento e das interações entre os alunos.
Portanto, as competências necessárias para um tutor mediador em cursos à distância serão pautadas na Valorização dos alunos para que o Exercício do Diálogo, O Estímulo à Participação, O Desenvolvimento do Senso de Comunidade e o acolhimento às diferenças sejam premissas possíveis de serem alcançadas.

Semíramis F. Alencar Moreira para PIGEAD - UFF, 2014.




21 de jul de 2014

Aprendendo com os surdos 7 - E ao atendimento especializado é completo?

O atendimento especializado alcança a dimensão de atendimento pedagógico diversificado ao educando surdo. Diante dessa perspectiva devemos salientar que o profissional que deseje se especializar para atuar com os surdos em seu atendimento, deverá também se capacitar na linguagem brasileira de sinais, de forma a promover uma integração mais completa, bem como interagir com outros indivíduos surdos para se sociabilizar e ao mesmo tempo, promover o diálogo e o entendimento maior entre surdos e sociedade ouvinte.
O estudo não acaba nesse curso, deve antes, ser um aprendizado por toda vida, sempre sendo revisitado, novas teorias pedagógicas devem ser pensadas e desenvolvidas no sentido de ampliar essa inclusão/integração, enxergado sobre um novo olhar todas as relações:. escola, família, sociedade.
As mudanças em um tempo histórico podem ser positivas para aquele tempo histórico, mas não para as necessidades futuras. A autonomia do surdo, seu pensamento e sua historicidade devem ser sempre levadas em conta antes de um determinado atendimento.
Tais fatores na escola só serão plenamente interiorizados se houver um esforço de toda a comunidade escolar em promovê-los, caso negativo, em vão será o esforço de tantos que hoje se aplicam para melhor compreender esse grupo tão diverso e ao mesmo tempo tão semelhantes aos que ouvem.



Profª Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

Aprendendo com os surdos 8 - Fatos gerais acerca da pessoa surda, lutas e historicidade em busca de emancipação e independência

Definidos como anormais, objetos de uso, seres subservientes, estúpidos, desprovidos de inteligência, incapazes, deficientes, incapazes de conduzirem sua própria existência, dementados, desorientados, marginalizados e alheios à sociedade, os surdos, durante muitos séculos foram alvo do escárnio alheio e das formas mais humilhantes de vida.
O surdos, sendo considerados aberrações, eram mandados para os circos de aberrações ou mesmo servindo de escravo, no seio de sua própria família, sem nenhuma dignidade, muitas vezes acabavam suas vidas na mendicância e na miséria.
No entanto, à partir do século XIX, surge a necessidade de se educar os surdos de forma que eles pudessem interagir e assim, manter os negócios e tradições econômicas familiares. Assim, temos os primórdios dos estudos surdos.  
Devemos frisar que não constitui ofensa chamar o indivíduo de"Surdo" porque eles mesmos se referem dessa forma.
Os estudos surdos  tem surgido nos movimentos surdos organizados, bem como nas perspectivas culturais e antropológicos, como uma ramificação desses estudos, com o propósito de enfatizar a importância da linguagem, das práticas discursivas e das conquistas de direitos e saberes.
Segundo Carlos Skliar, “os Estudos Surdos se constituem enquanto um programa de pesquisa em educação, onde as identidades, as línguas, os projetos educacionais, a história, a arte, as comunidades e as culturas surdas são focalizadas e entendidas a partir da diferença, a partir de seu reconhecimento político” (1998, p. 5).
Os Estudos Surdos visam eliminar a visão da surdez enquanto deficiência. Segundo essa proposta, o surdo não é um indivíduo deficiente, doente e sofredor. Os surdos são um grupo organizado culturalmente, eles mesmos não se definem como "deficientes auditivos", mas como um grupo à parte, cuja ausência da capacidade ouvinte não os impede de se comunicarem, posto que eles tem uma linguagem própria e sua própria organização cultural.
Os surdos desenvolvem potencialidades psicoculturais diferentes das dos ouvintes. Dessa forma, os surdos não definem a surdez como uma incapacidade que os fazem menores que os indivíduos ouvintes, mas apenas indivíduos que interagem com o mundo de forma diferente das dos ouvintes.
Estamos passando por um período histórico de redefinição do que seja a surdez. Enquanto que na medicina a surdez é definida pelo déficit auditivo e da classificação dos níveis de surdez (leve, profunda, moderada, congênita, pré-linguística, adquirida ou provocada) essa definição deixou de mencionar a experiência da surdez, em considerar os contextos culturais e psicossociais nos quais o surdo se desenvolve. Assim, os estudos surdos ganham terreno fértil.
Os surdos vivenciam um déficit de audição que os impedem de adquirir de maneira natural, a linguagem oral e auditiva da maioria social. Sua linguagem e cultura são construídos à partir de estratégias cognitivas e de manifestações comportamentais, de forma diferente, mas não discriminatória das pessoas ouvintes..
Nos estudos surdos é enfatizado a difereça e não a deficiência, assim, é banida a expressão“deficiente auditivo” de forma a re-situar o conceito de surdez. Esse termo deve ser usado no meio médico-clínico, enquanto que Surdo está mais afeito ao marco sócio-cultural da surdez. 
A sociedade tende a ver a surdez como uma doença que futuramente há de ser sarada à partir de enxertos ou chips neurocirúrgicos, constantemente pesquisados pela medicina, pela engenharia genética ou de prevenção de doenças.
O surgimento da surdez muitas vezes é visto pela sociedade como um grande malefício, resultante das condições de vida insalubres, doenças contagiosas de larga escala, pouca ou nenhuma acessibilidade à escola ou mesmo, a falta de cuidados médicos e familiares. Uma cruel fatalidade, castigo, punição ou carma da família ou do próprio surdo. (Sá; Ramuro, 1999. p59)
É certo que cada indivíduo tem sua história pessoal, e os surdos também a tem, mas na sociedade, nascer surdo é algo pejorativo, falha, culpa, pobreza, fatalidade, apesar da surdez genética seja bastante incomum, cientistas afirmam que cerca de 25% dos seres humanos carregam o gene da surdez.
Quanto mais rápido for diagnosticada a surdez e seu grau, mais rápido este começará a se interar da linguagem de sinais, tendo uma educação apropriada e o mais importante, convivendo tanto com os ouvintes quanto com outros surdos, de forma que interajam de igual, prologando sua visão social e sua percepção cultural.
Quando detectada a surdez numa criança, ela é encaminhada imediatamente aos médicos e inúmeros exames com fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas, como se precisasse de um tratamento, um curativo.
Infelizmente essas ações se tornam mais importantes para a família do que as orientações pedagógicas ou as informações cedidas pelas pelas comunidades surdas. No afã de se alcançar a cura para a criança, esta ainda fica condicionada a se entender doente e incapaz e passa a ter inúmeros compromissos diários com especialistas, visitas cansativas e constantes que tomam maior parte de seu tempo disponível, perdendo o seu tempo escolar e seu tempo de criança. 
Essas atividades parecem suprir as expectativas dos pais, que buscam uma solução quase milagrosa para fazer com que seus filhos se comuniquem de uma forma mais "aceitável" e parecida com a linguagem oral.



Profª Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

18 de jul de 2014

Aprendendo sobre os surdos 6 - Definição, designação e Diagnóstico

Definição
Como você conceitua surdez ?  A surdez é a ausência de estímulos sonoros.
Existem diferentes tipos de surdez ? Sim, das parciais, passando pelos graus leve, moderado, acentuado e total (anacusia), congênita ou adquirida.
Designação
O forma mais utilizada para designar pessoas com deficiência auditiva é a perda total ou parcial, de forma congênita ou adquirida, da incapacidade de compreender a fala pela audição. Segundo alguns pesquisadores e clínicos, a surdez ainda pode ser classificada de forma etária,

a) Pré-lingual - quando a criança já nas surda ou a perde antes de começar a falar e entender a linguagem falada. Esse tipo de deficiência é mais complexa para o desenvolvimento cognitivo da criança. Grande parte das crianças surdas que perderam a audição antes da aquisição da fala, tem mais facilidade em aprender a língua de sinais;

b) Pós-lingual - diz do indivíduo que perdeu a audição depois da aquisição e desenvolvimento da linguagem e da fala, alguns desses indivíduos conseguem realizar a leitura labial.

Nem todos os casos de deficiência auditiva ocasiona atrasos no desenvolvimento motor. Alguns pesquisadores afirmam, entretanto, que são frequentes as perdas de equilíbrio e coordenação motora. Esses problemas são decorrentes de problemas neurológicos, vestibulares, privação de som e ausência de verbalização. (Bueno, 1995) Muitas vezes, os familiares, em especial, os pais, colocam a criança surda numa redoma, não a permitindo executar ações próprias, interagindo com o mundo. (
Diagnóstico
O nível de surdes de uma pessoa só é possível saber com precisão através de uma audiometria. Esse exame é realizado através da mensuração em decibéis (db). Quanto maior for o número de decibéis necessários para a criança responder a um estímulo sonoro, maior e mais significativa terá sido a perda auditiva.
A evolução do sistema auditivo se dá no quinto mês de gestação, evoluindo intensamente nos primeiros meses de vida, expandindo suas conexões neurais por vários anos. À partir do sexto mês de vida, podem ser observados alguns reflexos na criança que podem mostrar, à grosso modo, se ela tem algum grau de surdez ou não.
Por essa razão, outros métodos de aferição e diagnóstico podem ser realizados ou associados à audiometria, de forma a perceber futuros problemas relacionados à audição.

Exemplos:

• Nos primeiros dias de vida, Reflexo de Moro (reagir aos sons com um movimento brusco)

• 03 meses - Reflexo Cócleo-palpebral

• 06 meses - Reflexo de orientação-investigação

• 07 a 08 meses não reagir à voz e a linguagem.
Quanto mais cedo esses diagnósticos forem obtidos, melhores possibilidades e opções de tratamento e linguagem deverão ser desenvolvidas não apenas pelo indivíduo, mas pelos pais e os que convivem com a criança de forma que, ao decorrer de seu crescimento, ela se sinta mais à vontade e conviva com a surdez de forma normal. 

Profª Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

16 de jul de 2014

Lançamento do livro - Carmem Farage

Importante Declaração pela Saúde - Precisamos do seu Apoio!





Breve histórico da EaD no Brasil

Não há certamente um marco definido sobre o início da EaD. Há pesquisadores que apontam as epístolas de Paulo ou as cartas de Platão como os primeiros esboços de uma educação a distância. 

Johann Guttemberg, com sua imprensa, por volta de 1450, pode proporcionar, através da tradução da bíblia para o alemão por Matinho Lutero, a primeira ideia de materiais didáticos para a EaD, uma vez que as bíblias em alemão significava maiores possibilidades de educação dos povos, posto que antes as bíblias eram escritas em latim produzidas exclusivamente  por monges copistas, restritas ao clero.

Com o desenvolvimento do serviço postal na Europa, no século XIX, surgem as primeiras experiências de educação por correspondência, cursos como de caligrafia, datilografia, taquigrafia. Podemos considerar esses cursos como EaD, tendo seu uso até meados do século XX.

Com a popularização do rádio e da televisão, por volta de 1950, o ensino a distância passou a ser influenciado por essas novas tecnologias em massa. Com som e imagem, a educação passava a ser reproduzida e acompanhada pelo aluno, dentro de sua casa.


No Brasil, as iniciativas mais antigas de EaD são o Telecurso 2000 e o Instituto Universal Brasileiro. Estas instituições deram sua contribuição para criar uma nova cultura de aprendizado, tanto para situações do dia a dia, quanto para cursos profissionalizantes e de capacitação.

Esses primórdios do ensino à distância ofereciam educação domiciliar regular, não reconhecida legalmente e muto cara. Não havia interfaces, a comunicação era linear, onde apenas o professor passava as informações e conteúdos aos alunos. Em sua expansão, havia conferências telefônicas, bilaterais, sistema de envio de apostilas e pré determinação de um lugar para serem realizadas as provas com a presença de um tutor.

À partir do surgimento e popularização da Internet, em meados da década de 90, a EaD ressurge como a principal alternativa de estudos para pessoas com pouco tempo de frequentarem a educação formal. A EaD por Internet possibilita trocas assíncronas, como e-mail e sms, e síncronas como chat, video e webconferência, com professores e colegas, essas ações se tornaram universalizadas e hoje qualquer pessoa pode se comunicar através de um computador com câmera e realizar seus estudos.

Hoje em dia, o e-learning assume posição de destaque na hora de se procurar um curso de aperfeiçoamento ou mesmo de graduação por conta de sua objetividade, suas atividades estruturadas de forma que o aluno estude sem abrir mão do trabalho, sem ter gasto de tempo e dinheiro em deslocamentos, sendo inclusive oferecidos de forma gratuita por instituições públicas de ensino. Nas empresas e corporações o e-learning assume um papel fundamental na capacitação de seus funcionários e na ampliação de conhecimentos necessários para seu crescimento.

Estamos vivendo na geração da web 3.0, com iniciativas como o M-learning que permitem que o aluno estude ao deslizar do dedo num Smartphone, uma educação que preza pelas interações em 3D como os cursos de realidade virtual, como os desenvolvidos em Second Life, The Sims e Playstation4 - onde são exigidas maior conectividade, maiores conhecimentos práticos e a necessidade de interfaces interativas que possam desenvolver competências e habilidades no mundo real.

Aprendendo sobre os surdos 5 - Desigualdades sociais e educacionais, órgãos de apoio ao Surdo

A LDB 9394/96 deveria representar o nosso futuro mais igualitário, mais protetor e seguramente, mais justo e responsável com as gerações que virão. Também chamada de Lei Darcy Ribeiro - esse grande sociólogo e antropólogo que defendeu a escola pública e a educação de milhões de brasileiros, desde os povos indígenas, passando pelas populações sertanejas e ribeirinhas, até os indivíduos citadinos - essa Lei é abrangente, no sentido de que seus incisos e parágrafos determinam todos os passos que poderiam ser dados no que diz respeito a manutenção da cidadania e da promoção da igualdade de direitos. A valorização da educação é o único passo para formarmos uma sociedade verdadeiramente justa em igualdade e condições para todos os seus cidadãos. Entretanto, nem todas as metas dessa lei são cumpridos e, em muitas escolas e institutos o que vemos ainda é o sucateamento das instituições escolares, a subeducação dos profissionais de educação (muitas vezes coniventes com a situação por não poder abrir mão de sua sustentabilidade), os roubos e desvios de verbas que deveriam ser usados para formar cidadãos.
Esse ciclo vicioso faz com que gerações saiam das escolas semi-alfabetizados; o que mais chama a atenção nesse descaso todo é que a LDB que impõe tratamento digno, com capacitação de profissionais  qualificados para o atendimento dos portadores de necessidades especiais, não tem condições nem financeiras e nem de deslocamento para se capacitarem devidamente, pois as próprias secretarias de educação do país não recebem verbas para oferecer esses cursos de forma gratuita aos professores atuantes em suas regiões. 
O que se esperar quando o poder público simplesmente não fiscaliza seus imediatos que são responsáveis por esses repasses? muito já foi feito, mas para que a educação alcance o patamar de excelência, se comparados à alguns países que erradicaram toda e qualquer forma de analfabetismo ainda estamos muito longe de atingir esse ideal.
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Dados sobre as desigualdades sociais e educacionais
  1. No mundo, mais de 100 milhões de crianças, 60 milhões são meninas e 40 milhões são meninos não tem acesso ao ensino fundamental;
  2. Mais de 1/3 dos adultos não tem acesso  ao conhecimento impresso ou novas habilidades e tecnologias que poderiam viabilizar seus estudos;
  3. Mais de 100 milhões de crianças e adultos não completam a educação básica e outros que conseguem nem sempre adquiriram os conhecimentos básicos e habilidades fundamentais (analfabeto funcional)
  4. Mesmo com o empenho de alguns governos em promover  a educação, milhões de seres humanos continuam na pobreza sem escolaridade ou analfabetos;
  5. Em alguns países industrializados, o corte nos gastos com educação ao longo dos anos 80 arrasou a educação;
  6. A educação básica é mais do que uma finalidade em si. Ela é a Base para a aprendizagem e o desenvolvimento humano permanentes, sobre a qual os países podem construir níveis e tipos mais adiantados de educação e capacitação;
  7. A Educação básica é o enriquecimento dos valores culturais e morais comuns, pois neles os indivíduos e sociedade encontram identidade e dignidade;
  8. A educação básica deve ser proporcionada a todas as crianças, jovens  e adultos. Universalizá-la é o melhor caminho para melhorar a sua qualidade e sua disseminação;
  9. As necessidades básicas de aprendizagem dos portadores de necessidades especiais requerem atenção especial. Devem ser tomadas e promovidas medidas que garantam a qualidade de ensino, à igualdade de acesso à educação como parte integrante do processo educativo;
  10. Todos os instrumentos disponíveis e os canais de informação, comunicação e ação social podem contribuir na transmissão de conhecimentos essenciais, bem como na informação e educação dos indivíduos quanto a questões sociais. 
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Qual é a Unidade da FENEIS mais próxima de sua cidade ?Seria na cidade Rio de Janeiro
FENEIS - Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos
Em 1983, a comissão pela luta dos direitos dos surdos, um grupo não oficializado, com integrantes surdos, começou a fazer parte nas discussões da FENEIDA, passou a participar dos diálogos da instituição, com representatividade. Até então esse direito era negado aos surdos pois acreditava-se que eles eram incapazes de coordenar uma entidade. Em 1987, porém, eles assumem a diretoria da FENEIDA quando reestruturam o estatuto da instituição passando a ser chamar FENEIS.

Feneis é uma instituição com caráter eminentemente político. -
 Considerando que a vida social é política, onde a participação de cada indivíduo deve ser valorizada, assim deve ser com os surdos. Os surdos devem discutir entre si quais as principais dificuldades em se relacionar, quais os melhores métodos e ainda o que devem fazer para se integrarem na sociedade. Para isso, um movimento como esses deve ser estimulado e ao mesmo tempo valorizado por se tratar de uma reunião voluntária de pessoas com a mesma característica.


Profª Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

Aprendendo sobre os surdos 4 - O que é a surdez e como ela se manifesta?

1. Durante muito tempo as pessoas achavam erroneamente que a surdez era uma doença e que a pessoa surda seria uma pessoa incapaz de se autogerir; algumas pessoas até mesmo pensavam que, associado a surdez (também acontece com a mudez) o surdo teria problemas mentais. Somente à partir das iniciativas de escolarizar os surdos é que esses preconceitos foram sendo quebrados.

Como parcialmente surda sofri também esses estigmas e cheguei a ser menosprezada na escola onde estudei pois alegavam que meu rendimento intelectual seria abaixo da média por causa de minha surdez e que eu jamais conseguiria alcançar os colegas de classe. Eu acredito que esse tipo de postura além de ser um grande preconceito é também uma total falta de caridade: aquela que menospreza o indivíduo sem dá-lhe a preparação necessária ou acreditar em seu potencial intelectual, apesar das diferenças.

2. Como sei se sou surdo ? Quando a pessoa sente dificuldade em entender o que o outro está falando, não consegue se comunicar plenamente. Há casos que, no início, o indivíduo desmaia ou perde o senso de direção, mas com tratamento adequado, orientação e a realização de audiometria para verificar a intensidade da surdez, o indivíduo é capaz de se autogerir e conviver plenamente com essa dificuldade.

3. Como o Ouvido Funciona - Fonte
 O ouvido capta vibrações do ar (sons) e as transforma em impulsos nervosos 
que o cérebro "ouve". O ouvido externo é composto pelo pavilhão e pelo canal 
auditivo. A entrada do canal auditivo é coberta de pêlos e cera, que ajudam a 
mantê-lo limpo. 
O canal auditivo leva o som a uma membrana circular e flexível, chamada 
tímpano, que vibra ao receber ondas sonoras. Esta, por sua vez, faz vibrar, no 
ouvido médio, três ossículos, que ampliam e intensificam as vibrações, 
conduzindo-as ao ouvido interno. 

O ouvido interno é formado por um complexo sistema de canais contendo 
líquido aquoso. Vibrações do ouvido médio fazem com que esse líquido se 
mova e as extremidades dos nervos sensitivos convertem esse movimento em 
sinais elétricos, que são enviados ao cérebro, através do nervo da audição 
(nervo auditivo). 

O modo como os sinais elétricos são interpretados pelo cérebro ainda não 
está claramente entendido. 

Conceito e Classificação da Deficiência Auditiva 
 Denomina-se deficiência auditiva a diminuição da capacidade de percepção normal dos sons, sendo considerado surdo o indivíduo cuja audição não é funcional na vida comum, e parcialmente surdo, aquele cuja audição, ainda que deficiente, é funcional com ou sem prótese auditiva. 

Pelo menos uma em cada mil crianças nasce profundamente surda. Muitas pessoas desenvolvem problemas auditivos ao longo da vida, por causa de acidentes ou doenças.  Existem dois tipos principais de problemas auditivos. 

O primeiro afeta o ouvido externo ou médio e provoca dificuldades auditivas "condutivas" (também denominadas de "transmissão"), normalmente tratáveis e curáveis. O outro tipo envolve o ouvido interno ou o nervo auditivo. Chama-se surdez neurossensorial. 

 A deficiência auditiva pode ser classificada como deficiência de transmissão, quando o problema se localiza no ouvido externo ou médio (nesse caso, o prognóstico costuma ser excelente); mista, quando o problema se localiza no ouvido médio e interno, e sensorioneural (neurossensorial), quando se origina no ouvido interno e no nervo auditivo. Infelizmente, esse tipo de surdez em geral é irreversível. 

A surdez condutiva faz perder o volume sonoro: é como tentar entender alguém que fala muito baixo ou está muito longe. A surdez neurossensorial corta o volume sonoro e também distorce os sons. Essa interpretação descoordenada de sons é um sintoma típico de doenças do 
ouvido interno. 


Profª Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

Aprendendo Sobre os surdos 3 - o AEE

O AEE - O Atendimento Educacional Especializado

Para quem se destina o AEE e quais são as tarefas do professor ou da professora que trabalhará a partir da concepção do AEE?
O AEE se destinará tanto ao atendimento aos indivíduos surdos quanto na mediação entre surdos e ouvintes, atendendo de forma suplementar ou complementar , conforme as necessidades dos indivíduos no ambiente escolar.

Que noção de inclusão está presente no AEE?
o AEE deve identificar, elaborar, produzir, organizar, executar, acompanhar e avaliar os alunos tanto surdos quanto ouvintes , pois devem servir de mediadores dessa comunicação. Além disso o professor encarregado dessa função deverá elaborar e executar o plano de AEE, prevendo os efeitos de um planejamento prévio e estrututrado.
O profissional de AEE deve ter em vista a identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definindo os recursos pedagógicos e de acessibilidade que são necessários.

Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

14 de jul de 2014

Aprendendo sobre os surdos 2

  • A educação das pessoas surdas é um desafio constante pois os surdos não tem profissionais de educação em todos os segmentos capacitados para atuar em seu atendimento. O pouco ou nenhum conhecimento dos profissionais de educação de práticas e métodos de comunicação e educação para surdos também é uma constante. Há pessoas que, erroneamente, ainda insistem em achar que ser surdo ou mudo também é ser portador de deficiência intelectual.
  • Essas questões sobre a educação dos surdos sequer eram debatidas porque essa modalidade de educação sempre foi tratada com soluções paliativas e sem a preocupação com o foco de se ampliar as políticas. A Libras nasceu à partir da comunicação entre os próprios surdos, uma vez que seu uso era proibido dentro das instituições de ensino. A comunicação era feita através da oralidade e da leitura labial sendo esses os únicos meios de educar os surdos, até a LDB sancionar a lei que regulamente e reconhece o uso de Libras nas instituições de ensino.
  • No início, os surdos mais pobres ficavam às margem da sociedade. 
  • Os que possuíam melhores recursos se escolarizavam em casa com suas famílias ou em institutos próprios para se sociabilizarem os quais, muitas vezes , não tem condições de oferecer uma educação de qualidade, capaz de fazer com que os alunos surdos tenham igualdade de condições com os alunos que não tem nenhum necessidade especial.
  • Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

Aprendendo sobre os surdos - 1

Resumo-histórico sobre o INES 
O Ines- Instituto Nacional de Surdos - foi criado em meados do século XIX, por iniciativa do francês surdo E. Huet, através de uma proposta ao imperador D. Pedro II. Ele também apresenta sua experiência como diretor do o Instituto dos Surdos-Mudos de Bourges, uma instituição francesa de ensino. 
Tal iniciativa de E. Huet se deu graças ao norte-americano Thomas Hopkins Gallaudet (1781-1851)que realizou estudos no Instituto Nacional dos Surdos de Paris. Ao concluí-los, convidou o ex-aluno dessa instituição, Laurent Clérc, surdo, professor, para fundar o que seria a primeira escola para surdos na América, ou seja, essa ideia era uma tendência na Europa.
Dessa forma, o projeto de E. Huet foi aprovado e o imperador convocou o Marques de Abrantes para acompanhar o processo de criação do INES, que começou a funcionar em meados de 1856.
À partir do artigo 7º do decreto nº. 6.892 de 19 de março de 1908, a educação dos surdos passa a ser de obrigação do Estado, através do 1890/1957 – Instituto Nacional de Surdos Mudos.
 Em quase dois séculos de existência, o Instituto respondeu pelas seguintes denominações: 1856/1857 – Collégio Nacional para Surdos-Mudos 1857/1858 – Instituto Imperial para Surdos-Mudos 1858/1865 – Imperial Instituto para Surdos-Mudos 1865/1874 – Imperial Instituto dos Surdos-Mudos 1874/1890 – Instituto dos Surdos-Mudos 1890/1957 – Instituto Nacional de Surdos Mudos 1957/atual – Instituto Nacional de Educação de Surdos
Por ser uma das únicas instituições desse tipo no país e nos países vizinhos, durante muito tempo o INES recebeu alunos de diversos estados brasileiros, bem como do exterior.
No Instituto era disseminado o uso da língua de sinais francesa, por influência de Huet, essa foi espalhada por todo Brasil pelos alunos que regressavam aos seus Estados quando o curso terminava. Em  1875, um ex-aluno do Instituto, Flausino José da Gama, desenha o livro "Iconographia dos Signaes dos Surdos-Mudos" com cópias distribuídas para várias localidades do Brasil, era uma forma de divulgar e tornar popular o meio pelo qual os surdos se comunicavam. Nas décadas iniciais do século XX, o Instituto oferecia além da instrução clássica, o ensino profissionalizante. O término do ensino no INES estaria associado a conclusão de um curso profissionalizante, dentre os quais, oferecidos segundo a vocação de cada aluno, seriam as oficinas de sapataria, alfaiataria, gráfica, marcenaria e também artes plásticas, além de bordado para as meninas em regime de externato.
No entanto, as questões de educação para os surdos sempre foram muito complexas e repletas de controvérsias, uma vez que no congresso de Milão em 1880, considerou que a linguagem oralizada era a melhor forma para se educar os alunos surdos. Tal iniciativa foi adotada em algumas instituições posteriores no país e ao mesmo tempo muito criticada por professores e alunos que reconheciam a importância e a legimitidade da comunicação sinalizada. Esse descontentamento gerou, na década de 80 do século XX, uma necessidade de se discutir sobre os novos rumos da educação para surdos, através de estudiosos do tema, pesquisadores, linguistas, educadores e sociológos que conferiram status de língua à comunicação gestual, com o movimento pela oficialização da Lingua Brasileira de Sinais -  LIBRAS, a qual o projeto de lei da Senadora Benedita da Silva, em 1993, deu início a uma longa batalha de legalização e regulamentação da LIBRAS, em âmbito federal.
O INES - Instituto Nacional de Educação dos Surdos é o único em âmbito federal, o qual promove discussões, debates, publicações, seminários, pesquisas e assessorias em todo o Brasil.
O INES conta também com um grande acervo multimedia, de material didático-pedagógico, fonoaudiológico e vídeos em linguagem de sinais.
Oferece atualmente o
Colégio de Aplicação,
Educação Precoce (de zero a três anos),
Ensino Fundamental e Médio,
Ensino Superior através do Curso Bilíngue de Pedagogia, experiência pioneira na América Latina. 
O Site do INES tem uma interface inteligente que facilita bastante a navegação por qualquer pessoa, sendo ela surda ou não. O site também oferece informações precisas sobre comportamento, eventos, cursos e políticas públicas tanto voltadas para o público surdo, tanto para os profissionais que atuam ou que desejem atuar em prol dos surdos, pois o site oferece cursos de libras e extensões, fóruns de discussão e formação e Capacitação de RH. 
O que mais me chamou a atenção no site do INES foi o Dicionário de LIbras, a TV INES e a divisão de estudos e pesquisas. É muito gratificante ver como tem pessoas engajadas em oferecer uma melhoria na qualidade de comunicação e de  educação aos surdos em nosso país.


Profª Semíramis F. Alencar Moreira, para curso de especialização em Atendimento Educacional Especial para Surdos - Universidade Federal de Uberlândia - UFU-MG

12 de jul de 2014

Compartilhe esse direito - Cadeiras de Rodas Motorizadas distribuídas pelo SUS

Compartilho com vocês mais uma dica de serviço da Marita.  Dica 14 – Cadeiras de rodas motorizadas distribuídas pelo SUS  Pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida têm direito a receber cadeira de rodas motorizada distribuída pelo Sistema Único de Saúde. Dirija-se a um posto de saúde mais próximo de sua residência (ou a um outro médico vinculado ao SUS) e peça a prescrição da cadeira. Com esse documento em mãos, procure a assistente social da unidade de saúde e peça o encaminhamento para a avaliação final, que será realizada por uma equipe multidisciplinar. É importante lembrar que para a doação das cadeiras são avaliados diversos critérios (físico, cognitivo, ambiental, entre outros) e cada caso é único.  Mais informações: http://www.brasilsus.com.br/legislacoes/gm/119535-1272.html  #dicasmarita  Descrição da imagem para cego ver: Marita é uma boneca cartoon da Mara Gabrilli. Ela tem olhos grandes verdes, nariz delicado, sorriso feliz, cabelo castanho claro e em sua orelha um brinco vermelho. Veste um vestido azul marinho e botas marrom. Sua cadeira de rodas é vermelha, preto e prata. Ao fundo, céu azul com um avião passando, uma cidade ilustrada com prédios, carros, árvores e casas.
Compartilho com vocês mais uma dica de serviço da Marita.
Dica 14 – Cadeiras de rodas motorizadas distribuídas pelo SUS
Pessoas com deficiência física e mobilidade reduzida têm direito a receber cadeira de rodas motorizada distribuída pelo Sistema Único de Saúde. Dirija-se a um posto de saúde mais próximo de sua residência (ou a um outro médico vinculado ao SUS) e peça a prescrição da cadeira. Com esse documento em mãos, procure a assistente social da unidade de saúde e peça o encaminhamento para a avaliação final, que será realizada por uma equipe multidisciplinar. É importante lembrar que para a doação das cadeiras são avaliados diversos critérios (físico, cognitivo, ambiental, entre outros) e cada caso é único.
Descrição da imagem para cego ver: Marita é uma boneca cartoon da Mara Gabrilli. Ela tem olhos grandes verdes, nariz delicado, sorriso feliz, cabelo castanho claro e em sua orelha um brinco vermelho. Veste um vestido azul marinho e botas marrom. Sua cadeira de rodas é vermelha, preto e prata. Ao fundo, céu azul com um avião passando, uma cidade ilustrada com prédios, carros, árvores e casas.

10 de jul de 2014

Ciência sem Fronteiras: aberta a seleção para bolsa de doutorado

 Intercâmbio. A estudante de medicina Maria Paula Barbosa, que vai passar um ano na Holanda: em busca de inovação para o Brasil Foto: Fabio Seixo / Fábio seixo
Intercâmbio. A estudante de medicina Maria Paula Barbosa, que vai passar um ano na Holanda: em busca de inovação para o Brasil - Fabio Seixo / Fábio seixo

Para jovens participantes do programa, estudo no exterior é indutor de inovação e competitividade

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09/07/2014 7:26 / ATUALIZADO 


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RIO — Aos 20 anos, a niteroiense Maria Paula Barbosa se prepara para embarcar, daqui a um mês, para a Holanda, onde ficará um ano. A aluna da faculdade de medicina da Uni-Rio cursará algumas disciplinas na Radboud University Nijmegen, graças a uma bolsa de graduação-sanduíche do programa Ciência sem Fronteiras — que, segundo anunciou o governo federal no fim de junho, concederá mais 100 mil bolsas de graduação e pós-graduação no exterior, entre 2015 e 2018.
Ser selecionada para o Ciência sem Fronteiras, diz a futura médica, foi como receber uma injeção de ânimo.
— Comecei a acreditar mais no meu potencial acadêmico. Agora, minha expectativa é trazer inovação para o Brasil, afinal, estou indo porque o povo do meu país está me financiando.
O programa, que busca promover a internacionalização da ciência e da tecnologia, da inovação e da competitividade por meio do intercâmbio internacional, passa por uma discussão de exigências. No último dia 2, o TRF do Distrito Federal decidiu que deve acabar a necessidade de o candidato à bolsa ter feito o Enem de 2009 para cá. Mas a Advocacia Geral da União ainda vai recorrer. A despeito da guerra entre estudantes e governo, há chamadas abertas para seleção de alunos de doutorado pleno e sanduíche e pós-doutorado, até 22 de agosto, e para pesquisador visitante, até 15 de setembro.
Aluna do 4º ano de engenharia ambiental na UFRJ, Natália Biondo deixa o Rio Comprido, Zona Norte do Rio, para viver por um ano em Estocolmo, Suécia, onde cursará mestrado em tecnologias sustentáveis, também com bolsa de graduação-sanduíche — lá, quem tem 60% da graduação está apto a cursar a pós.
— Minha escolha foi por uma área em que, aqui, não tenho oportunidade de estudar. E na qual, por outro lado, a Suécia é pioneira — diz Natália, que ficará hospedada no alojamento da KTH Royal Institute Technology, e que está empolgada com a oportunidade de vivenciar outra cultura e aperfeiçoar o inglês.
Segundo Eliane Porto, gerente geral da Central de Intercâmbio no Rio de Janeiro, que presta assessoria de viagem para os participantes do programa, os estudantes — a maioria com idade entre 20 e 24 anos — são inteligentes e aplicados, mas muitos chegam "crus":
— Em muitos casos, estão fazendo sua primeira viagem internacional.
Os cinco países que mais receberam estudantes brasileiros pelo Ciência sem Fronteiras foram Estados Unidos (32%), Reino Unido (11%), Canadá (8%), França (8%) e Alemanha (7%).
Engenharias e demais áreas tecnológicas contam com o maior número de bolsistas, 52%. Já as áreas biomédicas e de saúde agregam 18% das concessões; ciências exatas e da terra somam 8%; computação e TI, 6%; produção agrícola sustentável, 4%; seguidas por fármacos e biotecnologia, com 2% cada. Biodiversidades, bioprospecção e energias renováveis participam com 1% das bolsas. Outras informações estão no www.cienciasemfronteiras.gov.br.




Brasil Conquista Cinco Medalhas na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

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Brasil conquista cinco medalhas na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

Este foi o melhor desempenho do país na competição

POR 
06/08/2013 16:31 / ATUALIZADO 
 Os premiados. Da esquerda para a direita: Daniel, Fábio, Larissa, Luís Fernando e Allan Foto: Divulgação
Os premiados. Da esquerda para a direita: Daniel, Fábio, Larissa, Luís Fernando e Allan - Divulgação

RIO - A equipe brasileira conquistou duas medalhas de prata e três de bronze na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês), disputada em Vólos, na Grécia. Este foi o melhor desempenho do país na competição, que terminou neste domingo (4).
Medalhistas de prata foram Daniel Mitsutani (São Paulo) e Luís Fernando Valle (Guarulhos). E os bronzes ficaram com Fábio Kenji Arai (São Paulo), Allan dos Santos Costa (Bauru) e Larissa Fernandes de Aquino (Recife). Os líderes foram os professores Eugênio Reis (Museu de Astronomia e Ciências Afins, MAST) e Gustavo Rojas (Universidade Federal de São Carlos, UFSCar).
Fábio, Larissa e Luís Fernando já são veteranos em torneios de conhecimento no exterior. Na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), do ano passado, na Colômbia, as duas estudantes foram prata. Já Arai levou a menção honrosa na última IOAA, sediada no Brasil, em 2012.
Antes de embarcarem para a Grécia, os estudantes tiveram dois treinamentos intensivos com professores e astrônomos na cidade de Passa Quatro (MG). O programa foi dividido em grupos de estudos, oficinas de atividades e observação do céu noturno, com instrumentos e de maneira panorâmica, a olho nu. A equipe aprendeu a fazer análises de dados astronômicos e lidar com ferramentas estatísticas, como, por exemplo, média, desvio padrão, média ponderada e propagação de erros, além de trigonometria esférica.
Os jovens também contaram com um planetário móvel cedido pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), para que se familiarizassem com as constelações do Hemisfério Norte, por meio de projeção. Também aprenderam a montar e a manusear um telescópio equatorial do mesmo modelo que teriam que lidar na Grécia e fizeram simulados das provas, incluindo as das competições passadas e tiveram lições de ciências espaciais.
Segundo o professor João Canalle, coordenador nacional da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), o resultado vem da soma dos esforços dos alunos participantes e dos professores que contribuíram para oferecer treinamento e incentivo aos jovens.
- As medalhas também mostram nossa evolução em eventos de conhecimento no exterior e a necessidade de mais investimentos na educação para que o país possa se destacar cada vez mais no campo científico - disse.
Canalle também chama atenção sobre como a iniciativa motiva os estudantes a despertarem o interesse pela astronomia.
- Nossa área é muito carente de profissionais especializados e dispomos de pouquíssimos professores formados. As olimpíadas científicas surgem com o objetivo de atrair não só os jovens, mas também os futuros mestres em astrofísica - explica.

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