4 dicas para criar cursos imersivos

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4 de jul de 2012

Como participar da vida escolar de seus filhos

Como participar da vida escolar de seus filhos:

. Vá a escola de seus filhos e participe ativamente das atividades que ela oferece.
. Converse com os professores sobre como seus filhos estão no estudo.
. Caso seus filhos estejam com alguma dificuldade na escola, peça orientação aos professores de como ajudá-los em casa.
. Leia bilhetes e avisos que a escola mandar e responda quando necessário.
. Compareça ás reuniões da escola. Dê sua opinião, ela é muito importante.

Como manifestar interesse:
. O interesse dos pais pela educação dos seus filhos é muito importante. As crianças e os jovens gostam de saber que os pais valorizam o esforço que eles fazem para estudar.
. Pergunte todos os dias o que fizeram na escola, o que aprenderam, escute com atenção o que contam.
. Ensine seus filhos a cuidar de seu material escolar.
. Cuide da saúde de seus filhos e mantenha as vacinas em dia.

Como ajudar em casa:

. Leia para seus filhos. Pode ser um livro, uma revista, um jornal. É muito importante incentivar a leitura.
.Ajude seus filhos organizar o tempo em casa, pois tem hora para brincar, jogar, ver televisão e principalmente para estudar.
.E lembre-se: o interesse em acompanhar os estudos dos seus filhos contribui para que eles aprendam mais.


 Professora Nara Falcão

26 de jun de 2012

Para pesquisadora, educação ambiental é falha no Brasil

Para pesquisadora, educação ambiental é falha no Brasil

Mas o que as escolas têm ensinado sobre o assunto?

25 de junho de 2012


Para pesquisadora, educação ambiental é falha no Brasil
Para pesquisadora, educação ambiental é falha no Brasil
Quem não ouviu falar da Rio+20? Por duas semanas, representantes do mundo todo estiveram no Brasil discutindo soluções para problemas como a emissão de gases poluentes, o desmatamento, a carência de água potável e o descarte de lixo, entre outros temas cuja resolução depende, fundamentalmente, da formação de cidadãos conscientes e comprometidos.



Mas o que as escolas têm ensinado sobre o assunto? Apesar de haver legislação sobre educação ambiental e materiais específicos produzidos pelo Ministério e pelas Secretarias de Educação, será que o conteúdo é trabalhado em sala de aula?


Foi com essa inquietação que a bióloga Claudia Ferreira, também professora de metodologia de ensino ambiental, saiu a campo em escolas públicas de São Paulo.


"Minha constatação foi de que no papel é tudo bonito, mas, na da sala de aula, o material é deixado de lado. Seja pela falta de habilidade e conhecimento do professor, seja pela infraestrutura do sistema", afirma a pesquisadora, que defendeu sua tese de doutorado sobre o tema neste ano na Faculdade de Educação da USP.


Durante dois anos, 2009 e 2010, ela frequentou três escolas estaduais da capital paulista: acompanhou reuniões de planejamento pedagógico, conversou com pais, entrevistou docentes e assistiu a aulas que dão o cenário da situação.


Exemplos
Numa sala de 8.ª série (9.º ano do ensino fundamental), a professora de geografia pediu que os alunos lessem um texto sobre o Fórum Social Mundial e escrevessem sobre o tema. Em outra escola, a docente de ciências desistiu de levar os alunos da 5.ª série (6.º ano) ao jardim interno da escola, apesar da recomendação do material didático. Alegou que dava muito trabalho retirar 47 alunos da sala.


Há casos, é claro, de professores que se esforçam bastante, explica a pesquisadora, mas mesmo assim não conseguem abordar o tema de forma que instigue os alunos. E o motivo não é o desinteresse prévio dos estudantes, mas o tipo de abordagem.


"A criança e o adolescente são muito interessados, mas querem atividades que façam sentido", afirma Claudia. Na pesquisa, ela narra o caso de uma aluna que levou um caranguejo morto à aula de ciências. A partir do inusitado, a professora decidiu falar sobre os crustáceos e recebeu total audiência da sala.


Infraestrutura
O caso aponta a um outro problema frequente: a carência de laboratórios e de biblioteca com acervo diversificado. Sem esse aparato, dizem os professores, eles acabam por tratar o conteúdo de forma teórica e em salas superlotadas, que chegam a abrigar 50 alunos.


Para mudar isso, diz a educadora, é preciso, antes de tudo, que os órgãos governamentais capacitem os professores e produzam os materiais pedagógicos tendo em vista as sugestões desses profissionais que vivem o dia a dia da sala de aula.


Em segundo lugar, é preciso garantir que o tema perpasse o conteúdo de todas as disciplinas, conforme prevê a lei. "O diretor e o coordenador pedagógico não podem ignorar o tema. Eles precisam se responsabilizar em incluí-lo no planejamento anual", afirma.


Por último, o aluno deve ser convidado para essa conversa, para que isso faça sentido na vida dele. O indicado é que a equipe administrativa e de professores, com a participação dos estudantes, faça uma sondagem de situações-problemas, de necessidades e de interesses específicos daquela comunidade escolar no que se refere ao temas ambientais. A partir daí, é natural que os desafios se traduzam em ações conscientes.


"Em uma das escolas que visitei, um pai me disse: ?Meu filho aprendeu na aula e me ensinou como economizar energia no banho?. É isso. Quando faz benfeito, a escola afeta a comunidade, contamina todo mundo", conclui a pesquisadora. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: www.estadao.com.br


14 de mai de 2012

Mais de 500 livros disponíveis para download gratuito Portal publica inclusive oito das nove obras exigidas pelos vestibulares da Fuvest e da Unicamp

Mais de 500 livros disponíveis para download gratuito

Portal publica inclusive oito das nove obras exigidas pelos vestibulares da Fuvest e da Unicamp

Mais de 500 obras literárias estão disponíveis para download gratuito no portal Universia Brasil. Entre elas, oito dos nove livros cobrados pelas bancas da Fuvest e da Unicamp no vestibular. O único que ainda não ganhou versão digital é Capitães da Areia, de Jorge Amado.
Ao todo foram publicados 521 arquivos em formato PDF, que pode ser lido em computadores, tablets e e-readers. As obras são dos mais variados estilos: há desde biografias de cineastas até textos científicos sobre comunicação, passando, claro, por grandes clássicos da literatura.
Segundo a gerente de conteúdo do portal, Alexsandra Bentemuller , o objetivo da iniciativa é incentivar a leitura e democratizar o acesso ao conhecimento. "A gente acredita no poder de transformação da leitura, do ponto de vista pessoal e acadêmico", afirma.
Alexsandra conta que os textos já estavam publicados na internet. O trabalho da equipe do site foi agregar o conteúdo em um único endereço eletrônico. "Esses livros foram pedidos por nossos leitores em enquetes e nas nossas redes sociais. Um internauta, por exemplo, queria muito ter acesso a textos de Gregório de Matos."
Para se ter uma ideia, a demanda por obras gratuitas é tão grande que uma notícia sobre 120 obras acadêmicas disponíveis para download, publicada em setembro do ano passado, continua liderando o ranking das matérias mais lidas do portal.
Vestibular
Estão disponíveis para download os seguintes livros da Fuvest e da Unicamp:
A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
O Cortiço (Aluísio Azevedo)
Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antônio de Almeida)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade)
Til (José de Alencar)
Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
Vidas Secas (Graciliano Ramos) 
As obras de Aluísio de Azevedo são destaque entre o material. São 17 livros do romancista, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista nascido no Maranhão. Além disso, pode ser feito o download de 27 livros de José de Alencar, 18 de Eça de Queirós, 13 de Fernando Pessoa, 8 de Lima Barreto.
Quem quiser treinar o inglês poderá baixar 15 livros do poeta inglês William Shakespeare.
O portal também oferece uma série com 20 livros sobre cinema nacional, como biografias de cineastas e roteiros de filmes de destaque.
Ainda há outras 30 obras sobre comunicação, entre as quais Jornalismo e Convergência: Ensino e Práticas Profissionais, de Cláudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Laranjeira, eComunicação e Política, de João Carlos Correia.
Para acessar a lista completa e baixar os arquivos, basta acessar o sitehttp://noticias.universia.com.br/tag/livros-gr%C3%A1tis/ e salvar o material.
* Atualizado às 10h59

10 de jul de 2011

Flores são Vermelhas


Flores são Vermelhas
No primeiro dia de escola do pequeno menino
ele pegou alguns lápis coloridos e começou a desenhar
e ele coloriu o papel inteirinho
porque é assim que ele via as cores
Mas chegou a professora e disse...
O que é que você está fazendo meu rapaz
estou pintando as flores; disse ele
ela disse... Isso não é hora para artes menino
e além do mais, flores são vermelhas e verdes
existe um tempo definido para tudo meu rapaz
e também um jeito certo das coisas serem feitas
você precisa ter respeito pelos outros
porque não é o único

E ela disse...
Flores são vermelhas meu rapaz
folhas são verdes
não existe porque ver as flores de outra forma
além do jeito que elas sempre foram vistas

Mas o pequeno menino disse...
Existem tantas cores no arco íris
tantas cores no sol da manhã
tantas cores em cada flor e eu vejo todas elas

Pois bem, disse a professora...
Você é um respondão
existem jeitos como as coisas são
e você vai pintar do jeito que elas são
então repita...
E ela disse...
Flores são vermelhas meu rapaz
folhas são verdes
não existe porque ver as flores de outra forma
além do jeito que elas sempre foram vistas

Mas o menino disse...
Existem tantas cores no arco íris
tantas cores no sol da manhã
tantas cores em cada flor e eu vejo todas elas

A professora pôs ele de castigo
ela disse... Isso é para seu próprio bem
e você não vai sair daí enquanto não aprender
e dar suas respostas do jeito que elas devem ser
Então ele começou a sentir-se sozinho
pensamentos amedrontantes encheram sua cabeça
e então ele foi até a professora
e então foi isso que ele disse... E ele disse

Flores são vermelhas, folhas são verdes
não existe porque ver as flores de outra forma
além do jeito que elas sempre foram vistas

O tempo passou como sempre acontece
e eles mudaram de cidade
e aquele pequeno menino foi para outra escola
e isso foi o que ele encontrou
uma professora sorrindo
ela disse... Pintar tem que ser divertido
e existem tantas cores numa flor
então, vamos usar todas elas

Mas o pequeno menino pintou flores
em ordenadas fileiras de verde e vermelho
e então a professora perguntou porquê
isto foi o que ele disse... E ele disse
flores são vermelhas, folhas são verdes
não existe porque ver as flores de outra forma
além do jeito que elas sempre foram vistas
Agradecimentos sinceros à querida aluna Tamma, primeiro período do curso normal por ter me relembrado essa historinha.  

15 de fev de 2011

Aula 4. - Sociologia da Educação - o que é?

Aula 4

A escola não está isolada da comunidade e da sociedade a que está inserida. A escola é um reflexo das condições e das exigências estabelecidas pela sociedade, no sentido mais amplo e pela comunidade no sentido mais restrito.

No interior da escola multiplicam-se os grupos sociais: são grupos de alunos, de professores, de funcionários, de administradores, etc. Esses grupos têm enorme influência no comportamento dos alunos e sobre sua educação. Mesmo dentro da sala de aula, apesar do controle exercido pelo professor, a influência das condições sociais do aluno e dos grupos que ele participa dentro e fora da sala de aula não pode ser menosprezada, antes aproveitada como fator de aprendizagem.

Dois aspectos principais da Sociologia da Educação

· Procedências e influências sociais na atividade educativa, em especial na escola – interação dos indivíduos, organização social, influências exercidas pela sociedade, comunidade e grupos pela educação.

· Aplicação dos conhecimentos e descobertas da sociologia à atividade educativa, através de seus métodos, conceitos e análises de modo a tornar a educação escolar mais eficiente.

Os aspectos teóricos e práticos serão abordados nessa disciplina de modo a promover o conhecimento da realidade educacional e da transformação dessa mesma realidade a partir dos conhecimentos sociológicos.

Portanto, a sociologia da educação deve dar atenção a três grandes áreas de estudo.

- Em nível mais geral – a educação em relação a sociedade em seu sentido mais amplo.

- Intermediário – interação entre a escola e a comunidade a que está inserida.

- Particular – condições sociais da sala de aula.


Questões propostas:

Com suas palavras defina os conceitos de: fato social, interação social, grupo social, estratificação social, classe social.

Como se deu o início dos estudos sociológicos? E no Brasil?

Com base no que foi estudado, qual o papel da sociologia na educação

Qual o papel de Émile Durkheim para a sociologia da educação?

Em que consiste o método experimental em sociologia? Dê exemplos.

O que é observação em sociologia? Dê exemplos.

Defina questionário e entrevista.

Em sua concepção quais seriam os principais assuntos a serem estudados durante esse curso de sociologia da educação?


Pensamento:
“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver”.
Mahatma Gandhi

30 de jun de 2010

PROLER – Programa Nacional de Incentivo à Leitura

O PROLER – Programa Nacional de Incentivo à Leitura – é um projeto de valorização social da leitura e da escrita vinculado à Fundação Biblioteca Nacional e ao MINC – Ministério da Cultura. Presente em todo o país desde 1992, o PROLER, através de seus Comitês, organizados em cidades brasileiras, vem se firmando como presença política atuante, comprometida com a democratização do acesso à leitura.

Nas publicações PROLER: Concepções e Diretrizes e Casa da Leitura: Presença de uma Ação, você terá acesso, com mais detalhes, aos compromissos do Programa para o desenvolvimento de uma política nacional de leitura.

O compromisso do Programa é com a democratização do acesso da maioria da população leitora e não-leitora, à rede de informações que sustenta as sociedades contemporâneas, contribuindo para a redução dos mecanismos de exclusão, que especialmente afastam as pessoas dos direitos de cidadania.

O PROLER pretende cada vez mais ser uma rede de referência em valorização social da leitura e da escrita presente em todo país, com qualidade, diversidade e inovação.

Seja bem-vindo!


Projeto desenvolvido pela Biblioteca Nacional


15 de mar de 2010

15/03 Dia da Escola

Hoje é dia 15/03 - Dia da Escola



Instituição essencial ao conhecimento, por mais falida e desacreditada que possa estar, a escola ainda é o lugar onde o conhecimento do mundo começa, onde damos os primeiros passos de seres sociais, aprendemos normas de conduta, instruções de vida e conhecimento.

A escola é o lugar de se fazer amigos, de abrir os horizontes da vida, de pensar com as informações do ontem e do hoje os sistemas, produtos e teorias do amanhã.

Em homenagem ao dia da escola, seguem alguns videos


O primeiro é um trailer do documentario sobre a função social da escola ou a escola serve pra que? Entrevistamos representantes do poder publico, maies, pais, diretores, professores e a sociedade em geral com a mesma duvida. E para voce a escola serve pra que ? pela www.erdfilmes.com





O segundo um vídeo que contém imagens e a narração do poema "A escola" de Paulo Freire


A escola de vidro - de Ruth Rocha

11 de mar de 2010

Comentário de professor sobre matéria de Gilberto Dimenstein

greve professores sao paulo       Escrito em 9 mar 2010
 Da APEOESP - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

O colunista Gilberto Dimenstein publicou hoje um texto descabido na Folha de São Paulo sobre a      greve dos professores estaduais de São Paulo, com o título "uma greve contra os pobres".
Os comentários de professores incrédulos com o colunista são a melhor parte da polêmica. Um comentário em particular é perfeito, escrito por Márcio Ferro:
Sou professor da rede estadual há oito anos e ocupo dois cargos como professor desde 2005. Este ano decidi que será o último no qual ocupo estes cargos. A partir do ano que vem mudarei de carreira e, infelizmente, largarei a profissão que um dia imaginei que desempenharia e que seria aquela que me realizaria como profissional e ser humano.
Estou cansado de ser tratado como um lixo pela política educacional (ou pela falta dela) do governo do estado de São Paulo. Sem um plano de carreira, sem condições de trabalho dignas, lidando semanalmente com mais de mil alunos (21 turmas x 50 alunos), recebendo um
salário ridículo, sem nenhum benefício, tendo que pagar para tomar conta dos carros da escola, comprar água, sem horário para refeição, sofrendo com a violência por parte da comunidade (já levei tiros em porta de escola e fui agredido e presenciei agressões aos meus colegas), sem um apoio pedagógico realmente eficaz, entre muitos outros fatores.
Mas o que mais me chateia são as opiniões do senhor, Sr. Gilberto Dimenstein. Estou cansado de ser tratado em seus comentários como um mercenário que só pensa em dinheiro, ou como um alguém que falta quase que diariamente ao trabalho por pura negligência. Não aguento mais! Suas colunas também foram determinantes para me levar a tomar a decisão de largar o magistério. Meus amigos (que não são professores) leem suas opiniões e acham que estou aumentando a situação, que estou mentindo, pois ao lerem sua coluna e verem a
propaganda do governo estadual, acreditam que a escola pública está uma maravilha.
Peço ao senhor que, ao publicar suas próximas colunas, pense, mas pense muito, em quantos professores o senhor está desmotivando. Informe-se, procure, estude e – acima de tudo – conheça a realidade das escolas estaduais das regiões periféricas. O senhor mesmo já percebeu que a atratividade da carreira do magistério é quase nula frente aos jovens concluintes do ensino médio. Trabalhe para valorizar a educação e não políticas educacionais pautadas pela economia e sem foco no ser humano.
Afirmo que estou em greve! Não só por salário, mas para que o filho do pobre – ao qual o senhor se refere em sua coluna – possa chegar ao fim do ensino médio com condições de igualdade para disputar com o filho do rico uma vaga no mercado de trabalho ou em uma universidade, sem precisar de cotas. Não aguento mais ver alunos sem saber ler e escrever egressos da escola pública. Formados. Porém sem esperanças e sendo motivo de piadas.

2 de fev de 2010

Filhos por Dr. Içami Tiba

Parafraseando o psicólogo Içami Tiba - "Quem ama, verdadeiramente, Educa" A questão é que muitos pais não sabem dosar esse amor super-protegendo os filhos e, dessa forma, se tornando deles reféns. 
Um guia objetivo de informações para pais e professores.
Abraço fraterno
profª Semíramis Alencar

Palestra ministrada pelo médico psiquiatra Dr. Içami Tiba, em Curitiba, 23/07/08.

O Palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.

Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o
Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.

  • 1º- lugar: Sigmund Freud;

  • 2º- lugar: Gustav Jung;

  • 3º- Lugar:  Içami Tiba
1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, TV, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.  

5. Informação é diferente de conhecimento.. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinqüente  

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora.. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconseqüente.


11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo..

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação.. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca...

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais freqüente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (kWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

26 de nov de 2009

Concerto Didático - de Álvaro Henrique

Alvaro Henrique é violonista erudito Há quase dois anos ele gravou um vídeo cujo objetivo foi criar uma nova abordagem pedagógica para ser utilizada nas aulas de artes e educação musical, ou seja, um "Concerto Didático" para utilizar como material em escolas ou usos afins.

Nesse vídeo, além de tocar, Alvaro fala um pouco sobre as composições, dos compositores e pouco do chamado "violão clássico".

Melodia from Alvaro Henrique on Vimeo.

26 de ago de 2009

Vale a pena ficar de olho nesses blogs


Caros amigos e leitores desse blog

O professor Wolney do Soprando.Net indicou o nosso querido Educando o Amanhã para receber o selo acima, Obrigada Prof. Wolney, seu blog é um incentivo a preservação da cultura escolar e da esperança na formação de professores.

É gratificante receber indicações desses professores engajados no diálogo e nas boas relações educacionais, sejam elas pertinentes ao ambiente das tecnologias educacionais ou mesmo nas práticas e teorias pedagógicas, nesse universo diverso e fabuloso que é a blogosfera.


A idéia dessa premiação é: ao receber um selo, indicar 10 outros blogs para que recebam também. Sugiro que utilizem esses blogs amigos como fontes inegotáveis de saberes e fazeres pedagógicos uma vez que são verdadeiros pontos de apoio em nossas pesquisas. Aqui estão os 10 blogs:

1- Educar Já

2- Quimiloukos

3- Bloguetando

4- Gibiteca.com

5- Discurso Citado

6- Este blog é minha rua

7- O PC e a Criança

8- Brasil História e ensino

9- Ensino de História: História Digital


10- Teia

19 de jun de 2009

Dicas para uma convivência feliz com seu filho - em casa para a escola

Muitas vezes, nós pais e professores, nos questionamos o quão é difícil estabelecer normas eficazes ou hábitos saudáveis de vida que possamos propiciar ao aluno dentro de nossos lares para seu maior rendimento na escola.
Abaixo algumas dicas que podem ser úteis para nossos filhos e alunos, que podemos desempenhar em nosso cotidiano.

* Cultive o hábito da leitura em sua casa. Uma vez por semana peça ao seu filho para ler e comentar uma notícia de jornal, dialoguem sobre ela, exponha seus pontos de vista e o deixe livre para expressar o seu. Isso estimula a criatividade, o hábito de leitura, a interpretação, a boa oratória e o senso crítico.

* Ajude seu filho a conservar o livro didático. O material servirá para outros alunos futuramente. Busque doar livros usados, bem conservados para as escolas e bibliotecas públicas ou comunitárias.

* Acompanhe a freqüência da criança ou do adolescente às aulas e sua participação nas atividades escolares. - A presença dos pais é de suma importância para a elaboração de um bom trabalho didático. Os professores ao debaterem com os pais acerca das dificuldades de aprendizagem dos alunos podem modificar seus métodos de ensino ou melhorá-los, por isso, essa troca de informações é tão importante - ninguém pode advinhar tudo sozinho.

* Visite a escola de seus filhos sempre que puder.- paricipe da vida cotidiana da escola, de repente esse convívio pode ser benéfico para todos os indivíduos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem

* Observe se as crianças ou adolescentes estão felizes e cuidadas no recreio, na hora da entrada e da saída. - Ás vezes pequenos detalhes de nossos filhos não são percebidos no seio do lar, para isso é imprescindível observá-las, ainda que de longe, para perceber mudanças em seu comportamento perante os amigos e outros membros da sociedade.

* Verifique a limpeza e a conservação das salas e demais dependências da escola. - Para que a aprendizagem se dê de forma ordenada um ambiente limpo e organizado é fundamental. Ajude aos funcionários da escola a manter esse patrimônio conservado, instruindo seu filho à não rabiscar as carteiras, quebrar mesas ou destruir murais - a base para uma boa educação se dá dentro de casa

* Observe a qualidade da merenda escolar.- as crianças gastam muita energia enquanto estudam, nada melhor do que uma refeição balanceada, com frutas, verduras e legumes, além dos cereais e carnes que fornecem a proteína necessária para um bom funcionamento do cérebro.

* Converse outras mães, pais ou responsáveis sobre o que vocês observam na escola.- somos seres humanos e convivemos em sociedade. Nada melhor do que o diálogo para estreitar laços de convívio sadio e novas amizades.

* Converse com os professores sobre dificuldades e habilidades do seu filho. - quando o professor sabe dos pontos positivos e negativos de seu filho fica mais fácil para ele desenvolver novas atividades que possam despertar o interesse de todos. Cada criança é única, com seus gostos habilidades, dificuldades e pontos de vista diferentes.

* Peça orientação aos professores e diretores, caso perceba alguma dificuldade no desempenho de seu filho. Procure saber o que fazer para ajudar. Muitas vezes a partir de pequenos gestos podemos melhorar e muito o ritmo de aprendizagem de nossos filhos.

* Leia bilhetes e avisos que a escola mandar e responda quando necessário. - Os bilhetes e avisos nos cadernos são o meio de comunicação que a escola tem para que os pais tomem ciência das atividades propostas e de todo o trabalho desempenhado pela escola

* Acompanhe as lições de casa. - Todo o processo educativo implica em exercitar os conhecimentos aprendidos em sala de aula. As lições de casa visam que o aluno verifique sua capacidade de aprender. Fique atento para que essas tarefas sejam diariamente executadas.

* Participe das atividades escolares e compareça às reuniões da escola. Dê sua opinião.

* Participe do Conselho Escolar. - Quando colocamos nossos pontos de vista, nossas dúvidas e nos propomos à ajudar, todos ganham.

O papel da escola não deveria de ser apenas educar e sim promover a cultura social do diálogo produtivo, da troca de idéias, da construção de novas perspectivas de vida. Assim, a escola se transforma em uma unidade viva, plena de vivências e de união - a união social tão necesária em termos de democracia.

Abraços Fraternos

Semíramis Alencar

10 de mai de 2009

Um novo tempo nas relações humanas

Na ânsia de se fazer entender e alcançar os resultados o mais rápido possível, deixamos para trás um universo de possibilidades humanas.

Recentemente conversava com um amigo, professor de educação física e instrutor de academia sobre o distanciamento das pessoas das questões afetivas, essencialmente sobre a incapacidade das pessoas em se entregar à novas descobertas e à novos contatos.

"Há pessoas que chegam numa academia e sequer são capazes de um sorriso, um bom dia! - dizia ele - Não conversam sobre nada além da própria prática de exercícios e os resultados. Há anos têm alunos que chegam e eu se quer sei quem eles são, senão pelo primeiro nome, fico chateado com isso pois a vida deveria de ser mais do que isso.".

Será que estamos nos embrutecendo? onde está aquela camaradagem, o coleguismo e as relações fraternas que costumávamos ter uns com os outros. Antigamente (quando o máximo de tecnologia que possuíamos era um Tk 83 e os jogos de Atari) as pessoas eram mais solidárias. Costumavam fazer amizade com o vizinho da porta ao lado, com o padeiro, com o jornaleiro, com todos que dirá com os colegas de escola ou academia ou seus professores. Hoje tudo está tão pasteurizado, começo a acreditar que trocaram o ser pelo ter - antes você poderia ser uma pessoa legal - hoje você precisa de ter uma posição social legal.

Com o avanço das tecnologias, onde tudo poderia contribuir para a maior interação e mesmo maior aquisição de conhecimento, se tornou apenas mais um meio de se abstrair da realidade. Não assumimos que, por mais conhecimento que adquiramos, sem o contato com as sensações e anseios do outro dificilmente nossa capacidade de aprender e construir conhecimento estará plenamente completa. Por mais integrados que estamos às ferramentas e aos recursos digitais, sem o contato humano, sem a voz de nosso interlocutor, seu olhar e seu jeito de ser, não passamos de cópias de máquinas, destituídos de sentimentos e preocupações sociais.

O maior desafio do ser humano é se manter humano perante as relações, pois isso é o que nos caracterizam humanos - seres em constante comunicação uns com outros, aprendendo sempre, nesta teia de relações que é a vida.

Abraços Fraternos,
Semíramis Alencar

3 de out de 2008

A Arte de Ensinar com as Artes


Ensinar é uma arte...mas como tornar o ato de ensinar uma atividade criativa que reproduza os saberes e vivências de alunos e professores.

Não se trata de uma tarefa fácil, no entanto, também não constitui problema algum para educadores imaginativos e bem humorados, que entendem a sala de aula como um ambiente propício à novas experiências, fórum de discussão e laboratório da vida real.

Se devemos educar para vida à partir da própria vida, sem deixarmos de lado as relações humanas, nada melhor do que aproximar o conhecimento informal de nossas crianças e jovens ao conhecimento formal, instituído nos programas escolares às diversas formas de arte, sempre priorizando a participação dos alunos como forma de incentivar a troca de informações e o desenvolvimento de determinadas habilidades.

Não quero dizer com isso que o ensino tenha que ser banalizado à ponto das aulas formais perderem seu espaço, mas encaixar as habilidades artísticas por meio de encontros, feiras, exposições e mesmo atividades em sala de aula. A arte na sala de aula pode (e deveria ser) utilizada por você professor(a) amigo(a), na apresentação de um tema novo, na abertura de cada bimestre. Pode não parecer, mas um impulso artístico muitas vezes quebra a rotina das aulas e desenvolve novos olhares, despertando o prazer em aprender .

Ao procurarmos transformar a experiência de ensino-aprendizagem numa rede enriquecedora onde cada fato, cada relato, episódio, vivência, imagem e sensação se transformem em estímulo, recebemos como resposta a nossa própria evolução. Se aprendemos uns com os outros e aprendemos sempre, nada melhor do que a arte para servir de elemento potencializador e multiplicador do conhecimento.

Aulas com o apoio de música, de filmes, de seriados, documentários, slides com imagens, são algumas das ferramentas que os professores podem utilizar com frequência pois garantem um resultado eficaz. As dramatizações de pequenos textos ou de episódios da história também podem consistir em atividades didático pedagógicas que facilitam a memorização e a aprendizagem por meio da vivência dos fatos narrados.

Entretanto, devemos estimular os alunos a conceberem e vivenciarem seu próprio processo artístico, ao propor tarefas como desenvolver roteiros e pequenos filmes, exposições fotográficas e campeonatos de redação sobre um determinado tema, bem como a dança, o teatro e a música, além de promover a troca de conhecimentos, podem também incentivar o aluno ao desenvolvimento de seus talentos, contribuindo para seu futuro pessoal e, quiçá, profissional.

"Educação é aquilo que fica depois que você esquece o que a escola ensinou".
Albert Einstein

22 de set de 2008

Não seja mais um retrato na parede da memória de seu flho

Nada é mais gratificante do que, ao final de um dia repleto de lutas e indiferenças, você encontrar seu filho acordado. Só o sorriso que te é ofertado já vale pelas gratificações materiais mesquinhas e os sacrifícios estúpidos para ascensão aos degraus escorregadios da escada profissional.

Se pecisamos do dinheiro e da posição social para mantermos o status quo de play stations, Mp3s, Dvds e Cds em profusão, mais ainda necessitamos, pais e filhos, do calor do diálogo, do toque, do olhar... aquela máxima de que um olhar vale mil palavras é a mais correta de todas. Vivenciei isso com meus pais e hoje temos, eu e meu esposo, a mesma sintonia com nossos filhos: nossas almas se comunicam, sem as barreiras sociais do consumismo ou das atitudes que, ora enclausuram um ser em formação na rebeldia sem causa de nossos dias, ora colocam-nos adultos realizados nas armadilhas de prisões confortáveis, privando-nos da mais rudimentar das trocas de experiência, carinho e cuidados: a própria presença.

Reclamamos constantemente de nossos filhos, mas não prestamos atenção no que eles falam, sobretudo, não participamos, ainda que à título de curiosidade, de seus dilemas estudantis, sejam eles infantis ou adolescentes, sob a desculpa de que já passamos dessa fase e que temos que assegurar-lhes a vida no futuro. Depois, quando estes partem para viverem suas próprias vidas reclamamos-lhes o carinho, o amor a atenção e passamos a vigiar-lhes os passos, cobrar-lhes afeto e confiança em nossas figuras paternais.

Aí eu pergunto: como posso confiar naquele que nunca quis saber sobre o que se passava na minha vida? ao contrário do que muita gente pensa, uma criança não é uma tábula rasa a qual moldamos sua personalidade à nossa vontade. Uma criança se forma adulto através das reelaborações que ela faz de seu próprio mundo, do que ela vive, experimenta, sente e entende.

Para isso acontecer é necessário que ela tenha contato com outras pessoas, com coleguinhas na escola (onde ela praticará as regras de vida em sociedade e adquirirá conhecimento formal)e principalmente, para que toda essa gama de conhecimento fique bem amarrada, é imprescindível o convívio e a troca de experiências com seus pais e familiares.

Muitos pais reclamam que seus filhos não se parecem nem um pouco com eles. O que você esperaria de uma criança que ficasse quase que o dia inteiro, incluindo sábados, domingos e feriados, na convivência de todas as pessoas menos na de seus pais? como eu posso cobrar de meu filho que ele se identifique comigo, apenas por uma foto bonita na parede, meus Cds na estante ou um recado cobrativo do tipo "faça a lição de casa"?

Reconheço que as cobranças do mundo moderno se estendem na cervejinha do happy hour,a ida ao cabelereiro aos sábados pela manhã e as peladas de domingo com os amigos, porém penso que à partir do momento que você tem filhos, algumas coisas devem e podem ser repensadas ou diagramadas. Um tempo e um espaço para que você e seu filho se sintonizem é de grande importância para o crescimento dele enquanto pessoa.

Muitas vezes nossos filhos apresentam comportamentos estranhos na escola desenvolvendo uma série de distúrbios, geralmente irreversíveis na vida adulta. Uns apresentam sintomas depressivos, desinteresse, desânimo e até sono, caindo no alcoolismo ou no consumo de drogas; outros apresentam baixo rendimento cognitivo, tarefas incompletas ou não-feitas, estes geralmente acabam abandonando os estudos. Em alguns casos mais graves encontramos crianças e jovens que apresentam características violentas com colegas, professores e funcionários. Apesar de apresentarem boas notas e famílias economicamente estáveis, estes alunos costumam mostrar-se perversos por puro prazer, dizendo fazer isso por não terem atenção em casa ou porque também são agredidos em suas casas.

Num estudo feito por uma universidade americana à alguns anos atrás, mostrou que 80% das crianças e adolescentes que manifestavam esses sintomas não mantinham o convívio diário sadio com seus pais e familiares. Muitos, ao perguntarem "Quem são seus pais?" respondiam "Meus pais são um retrato na parede".

Portanto, caros papais e mamães, lanço aqui uma campanha:

Não seja mais um retrato na parede da memória de seu filho: seu filho é um ser humano igual a você, participe de sua vida hoje para que ele não te desconheça amanhã!!

O òdio é apenas o amor que adoeceu gravemente (Chico Xavier)

Abraços fraternos,

Prof. Semíramis Alencar

16 de ago de 2008

Educar para a vida

Quem ama educa - para a vida. Nós, pais e professores temos por vezes a pretensão de que educar é formatar o indivíduo ao nosso bel prazer e principalmente para nós mesmos. Jamais pensamos na educação para o próprio sujeito da aprendizagem, os tolimos em sua criatividade, sem os apresentarmos opções ou escolhas dignas de seu próprio gosto pessoal.

Como faz parte do processo social a confrontação de opiniões e os conflitos de gerações, nada mais justo. Porém, o que fazer com a questão do "socializar"?

Frequentemente, os pais recorrem aos especilistas para sanar suas dúvidas à respeito do comportamento introvertido dos filhos, das rixas e desavenças entre colegas e do problema da liderança (até os alunos mais populares e os mais intelectuais já tiveram esse tipo de problema). Não há nada de mal nisso, a não ser que o problema persista ou se agrave. Nessas horas, procuro apelar para o remédio caseiro mais eficaz que já foi criado: a conversa.

Insito na conversa, pois, nos tempos atuais, onde predominam os video games, sites de relacionamento, msns, BBBs entre outra babás eletrônicas, pais e filhos, que teoricamente teriam tanto para conversar, são tomados por um mutismo inexplicável.

Desde os tempos primitivos, quando a gente era primata, com todos o "uhuhs" e grunhidos próprios, a comunicação era fator de desenvolvimento e sobrevivência. Qual a comunicação que temos com nossos filhos hoje? O processo de socialização é procedente do grau de relacionamento que temos com nossos filhos. A criança será mais ou menos extrovertida, será mais ou menos propensa à leitura, aos esportes, aos estudos ou á qualquer coisa de acordo com o exemplo e grau de aceitação de suas famílias.

Baseando que, em essência, toda criança, queiramos ou não, aprende pelo exemplo, elas irão tomar pra si costumes, filosofias de vida, trejeitos, vícios de linguagem, gírias, sotaques ou expressões com as quais conviverem mais. Daí a crença de que tão logo as crianças estejam na escola, o problema cultural estará resolvido. Mas será que está mesmo? pense que na escola há milhares de crianças para alguns professores passar-lhes algumas noções durante 4 ou 5 horas que lá estejam.

Na maior parte do tempo, os alunos ficam em contato direto com seus semelhantes, ora estudando, ora se divertindo, ora fazendo ambos (quem nunca brincou na sala de aula atire a primeira pedra!!!)O que esperar da criança que retorna à casa, não encontra seus pais (ou similares) para trocar idéias sobre o que foi seu dia? Muitas vezes, a troca sadia de informações sobre a vida pela família vale mais do que muitas aulas enfadonhas ou mesmo uma estrassante ou chata troca de e-mails vazios.

É certo que não devemos moldar a criança ao nosso desejo, podando-lhes os sonhos, mas é essencial corrigir-lhes o pensamento com brandura para aspectos que a vida costuma nos ensinar desde pequenos, para que não soframos constrangimentos maiores enquanto adultos, eis o papel da família: o de educar para a vida. Esse ato só pode ser desempenhado no convívio diário, na troca de informações, sensações, olhares... ainda me lembro do olhar de reprovação de meu pai quando eu deixava comida no prato, sob o pretexto de que não gostava disso ou daquilo. Pode parecer bobagem, entretanto a expressão no olhar, o calor da mão e o tom de voz facilitam bastante o processo de convivência e isso a criança e o adolescente passam para o seu cotidiano. É como os antigos já diziam: os modos de casa vão à rua.

Regras simples para uma vida feliz, as receitas são mais simples ainda: Uma mesa de jantar, um assunto animado, sobre seu dia de trabalho, uma manchete no telejornal ou um comentário sobre as matérias na escola, consistem em diferentes formas de aprendizado. Deixe a criança se expressar, pondere seus posicionamentos, reflita sobre seus motivos e explique com objetividade e exatidão, sempre levando em conta o respeito e a sinceridade. É nesses momentos de união e debates em família que são propícios para se corrigir, ampliar e trocar o conhecimento. Uma maneira de se conhecer melhor àqueles que geramos, que não educamos para nós, mas educamos para a vida.

12 de ago de 2008

Professora entusiasmada procura...

Professora entusiasmada procura vaga em instituíção escolar, pública ou privada, que possa acolhê-la, dentro de suas competências e habilidades, ao cargo de docente.

Esta profissional de ensino cumpriu todos os pré-requisitos necessários para desempenhar sua função, de acordo com as normas vigentes da LDB 9394/96. Tem graduação e pós-graduação Lato sensu, fala inglês fluentemente, domina técnicas de ensino integradas às novas tecnologias da educação, sempre que possível participa de congressos, seminários e simpósios e pretende continuar investindo em sua formação acadêmica ao ingressar no stricto sensu, sem no entanto, se esquivar dos objetivos primeiros de sua função.


A referida profissional aprecia trabalhar em equipe, conhece e busca sanar as necessidades educativas e sociais das instituíções em que costuma atuar. É uma pessoa flexível, um pouco rígida quanto ás questões de disciplina, porém se mostra uma pessoa que prima pelo diálogo igualitário entre professores e alunos e concebe uma educação dialógica e transformadora, que possa reelaborar o conhecimento, não somente do aluno, mas ajudar a ampliar os saberes didáticos dos colegas professores.

A profissional afirma que tem disponibilidade de tempo e se dispõe a trabalhar com dedicação às causas educacionais para quaisquer série as quais seja indicada. A mesma não se importa com os baixos salários, pois compreende que a vocação docente é um voto de pobreza sacerdotal e que o papel de quem escolhe ser professor é o de amar e respeitar o ato docente como forma de fomento aos discentes, não importando o quão rebeldes ou desinteressados estes sejam, o papel do professor é aprimorar sua prática para perpetuar e tornar prósperas outras carreiras.



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A quem interessar possa, deve-se salientar que este tipo de profissional está escasso no mercado, posto que as escolas hoje, estão dominadas por profissionais medíocres ou mesmo bons profissionais desviados de função, atendentes aos desmandos de seus superiores, na base do jeitinho brasileiro, do encaixe, do burlamento das leis e no acobertamento de ações desastrosas.

O profissional de educação hoje é muito próximo à um mendigo educado que, com o seu precioso currículo na mão, eruditamente pede a esmola de uma vaga para lecionar sendo achincalhado e esnobado por companheiros que deveriam se unir em prol de uma educação de qualidade e de respeito pelo futuro do País.

Ad astra per aspera... (Às estrelas pelos caminhos mais àsperos)

Semíramis

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