4 dicas para criar cursos imersivos

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21 de fev de 2014

Prouni completa 10 anos: veja os avanços e as críticas ao programa


Prouni completa 10 anos: veja os avanços e as críticas ao programa

O programa tem o objetivo de ampliar o ingresso no ensino superior, contribuindo no acesso de estudantes de baixa renda às instituições privadas



Foto: Reprodução

No ano em que completa 10 anos de criação, o Programa Universidade para Todos (Prouni), do governo federal, é protagonista da campanha do Ministério da Educação (MEC) exibida na televisão. Ao lado de outras medidas que inegavelmente garantiram acesso de populações menos favorecidas ao ensino superior, como as cotas e o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), o programa é celebrado, mas por trás das estatísticas, há histórias de alunos nem tão realizados quanto os modelos sorridentes da propaganda em vídeo.
É o caso da estudante paulista Ana Carolina dos Santos Matos, de 19 anos, que, depois de estudar por três anos no cursinho comunitário da Rede Emancipa, conseguiu uma bolsa integral por meio do programa. O sonho de Ana sempre foi cursar medicina, mas só conseguiu a bolsa para cursar administração à noite, no Centro Universitário Estácio Radial de São Paulo. “Não é o curso que gosto, mas vi como uma opção que vai me ajudar no mercado de trabalho. Mesmo no curso de administração, no começo eu poderia tentar pagar, mas com o passar dos semestres a mensalidade aumenta, surgem outros custos e ficaria inviável sem a bolsa”, conta.


Ana mora com a mãe, que trabalha como empregada doméstica, e com o irmão mais velho e conta que os R$ 400 mensais que ganha trabalhando como aprendiz não seriam suficientes para arcar com custos extras de uma faculdade de medicina, mesmo que ganhasse a bolsa integral. “Existem livros de medicina que custam R$ 200, R$ 300. Com o que ganho, mesmo com a ajuda da bolsa, eu não conseguiria pagar o custo a mais." A garota ainda sonha com uma vaga em medicina e diz que tentará novos vestibulares. Mesmo assim, comemora a possibilidade de ter chegado tão longe. "Vim de uma escola pública, e o Prouni representou uma abertura de portas, mesmo que não no curso que eu queria. Alunos da escola pública têm dificuldades sim, mas é possível passar em boas universidades. O estudo está cada vez mais próximo da gente”, afirma.
Se Ana passar para medicina, abrirá mão da vaga em administração. A história dela se repete, assim como a de bolsistas que enfrentam dificuldades para custear os gastos exigidos ao longo do curso e que vão além da mensalidade. Mas não há controle do MEC sobre as razões que levam ao abandono de bolsistas - o órgão não sabe informar o número de desistências. Na campanha da TV, o Prouni é ressaltado como o programa que "garante o diploma", quando o mais correto seria "garante o acesso", já que o caminho até a conclusão do curso apresenta obstáculos nem sempre possíveis de serem transpostos por estudantes de classes mais baixas.
O professor de sociologia e política educacional da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) Alcivam Oliveira ressalta que o acesso à universidade por meio do programa não garante a permanência do aluno. “Só porque o estudante ganhou a bolsa, não significa que terá condições de estudar”. Atualmente, é oferecida a bolsa permanência para quem tem bolsa integral em um curso presencial com duração mínima de seis semestres e carga horária média igual ou superior a seis horas diárias. Um benefício que tem valor máximo equivalente ao praticado na política federal de bolsas de iniciação científica, para auxiliar nas despesas educacionais. O valor atual da bolsa é de R$ 400. “Se o aluno não mora na cidade em que ganhou a bolsa, precisar arcar com gastos de moradia e alimentação e, provavelmente, não tem esse dinheiro. A bolsa permanência ajuda, mas não é o suficiente. Esse fato aumenta a taxa de evasão. O governo poderia desenvolver um estudo para avaliar as possibilidades nesses cursos em que existem muito mais despesas além do valor do curso. Deveria haver uma política para arcar com esses valores”, opina Caldas.
Avanços e críticas
Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES), Sólon Caldas, o programa trouxe um grande ganho para a educação brasileira. O objetivo principal foi atingido: uma maior inserção de jovens menos favorecidos no ensino superior, que agora têm mais chances de se profissionalizar e garantir seu futuro. “No Brasil, existe uma inversão: o aluno carente, que não teria condições de pagar um ensino privado é quem paga, e o aluno que vem de uma camada mais favorecida da sociedade acaba ficando com as vagas das instituições públicas, pois teve condições de arcar com estudos nas melhores escolas privadas. O Prouni ajudou a corrigir uma parcela dessa inversão”, diz.
Mas nem todos conseguem ingressar no programa, seja pelas condições de conhecimento ou pelo cumprimento de requisitos. Uma das alterações propostas pela ABMES ao MEC, segundo Caldas, diz respeito às mudanças da realidade da renda per capita de classes como C e D no País nos últimos anos. Como as bolsas integrais só são ofertadas para alunos com renda bruta máxima de um salário mínimo e meio (R$ 1.086), Caldas acredita que esse valor acaba correspondendo a uma camada menor da sociedade do que há 10 anos. “Com vista a uma maior inclusão social, se a renda fosse aumentada para, no máximo, dois salários mínimos, uma parcela maior de jovens brasileiros poderia concorrer às bolsas integrais”, explica. Caldas informa que a alteração já foi sugerida ao MEC pela associação, e está em análise. O MEC explica que a definição da renda foi dada pelo Congresso, portanto a lei teria de ser alterada para que o critério fosse modificado.
Outra alteração que poderia aumentar o acesso ao programa é reivindicada pela ABMES há muitos anos: a de que o aluno possa concorrer às bolsas, independentemente se vier de uma instituição privada ou pública. O critério atual é de que apenas alunos vindos de escolas públicas no ensino médio ou bolsistas de escolas particulares tenham direito à bolsa. “Ao longo da formação, muitas mudanças ocorrem. O indivíduo pode ter tido condições de pagar uma instituição privada durante o ensino médio e essa condição ter mudado no momento de entrar na universidade. Ao mesmo tempo que o programa inclui, nesse critério, ele também exclui”, justifica Caldas.
Apesar das críticas, é inegável que o Prouni ampliou o acesso de estudantes ao ensino médio privado. “Foi uma parceria público-privada que deu certo, pois houve um grande empenho das instituições em aderir ao programa. O maior impacto na educação brasileira é o social, dando a oportunidade de uma vaga no ensino superior para mais estudantes”, opina Caldas.
Prouni pode ajudar em meta do PNE
A taxa líquida de matrícula do ensino superior (percentual da população de 18 a 24 anos na Educação) era de 15,9% em 2012. O Plano Nacional da Educação (PNE) 2010-2020 pretende aumentar essa taxa para 33% até 2020. Oliveira acredita que o Prouni irá ajudar a cumprir essa meta, oferecendo o acesso à educação superior a um grupo social que teria pouquíssimas chances de pagar por um curso superior. “Antes, para o estudante conseguir bolsas, precisava muitas vezes de alguma indicação. Com o Prouni, a bolsa é dada por mérito, pois analisa os resultados do Enem”, diz.
O programa
Criado em 2004 e institucionalizado pela Lei nº 11.096, em 2005, o Prouni tem como principal objetivo ampliar o ingresso de estudantes brasileiros na educação superior, contribuindo para um maior acesso de estudantes de baixa renda às instituições privadas de ensino superior. Por meio de parcerias de isenção de tributos às instituições privadas que aderirem ao programa, o governo oferta bolsas de estudo integrais e parciais para os jovens egressos do ensino médio.
Desde 2005 até o segundo semestre do ano passado, já foram ofertadas mais de 1,9 milhões de bolsas. Dentre elas, pouco mais de 1 milhão foram de bolsas integrais, para as quais só podem concorrer estudantes que possuam renda familiar bruta por pessoa de, no máximo, um salário mínimo e meio. O restante foram bolsas parciais de 50%, para estudantes com renda de até 3 salários mínimos. No primeiro semestre de 2014, o programa ofereceu 191,6 mil bolsas.
A oferta dos cursos pelas instituições é estabelecida pela Lei nº 11.096, que diz que a instituição que aderir ao programa, deve oferecer, no mínimo, uma bolsa integral para cada 10,7 estudantes regularmente pagantes e matriculados no período letivo anterior. Para oferecer uma bolsa integral a cada 22 estudantes, a instituição deve complementar com bolsas parciais cujo o valor total corresponda a 8,5% da receita anual dos períodos letivos que já têm bolsistas do programa. O requisito mínimo para ser considerada uma instituição beneficente de assistência social é oferecer no mínimo uma bolsa integral para cada 9 estudantes.
Segundo dados do ministério, no primeiro semestre de 2014, houve um aumento de 18% do número de bolsas em comparação com o mesmo período de 2013, de 162.329 em 2013 para 191.625 em 2014. Porém, de 2009 para 2010, houve uma queda no número de bolsas ofertadas de 6.370, e de 2012 para 2013, uma queda de 32.248 bolsas. O MEC atribui a queda ao fato de que o número de bolsas pode variar de um semestre para o outro, dependendo do número de pagantes das instituições e de bolsas ativas do Prouni.

Governo oferecerá R$ 1 bilhão em bolsas para capacitar professores


Governo oferecerá R$ 1 bilhão em bolsas para capacitar professores


  • Diogo Alcântara
    Direto de Brasília
O ministro da Educação (MEC), Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira um pacto realizado entre o governo federal e os governos estaduais para a melhoria do ensino médio. Com orçamento de R$ 1 bilhão, o MEC vai oferecer cursos de aperfeiçoamento e oferecer como estímulo uma bolsa de R$ 200 por docente.
“É pouco. É o que podemos fazer hoje”, reconheceu o ministro, que fez um mea culpa ao dizer que “não temos mais espaço hoje para cortar uma área do MEC”. Mercadante ponderou, no entanto, que o valor representa mais de 10% do que ganham muitos professores no País.


Além da bolsa, os professores passarão por um curso de formação dividido em diferentes etapas ao longo do ano. Estão aptos a participar todos os professores de ensino médio, um universo atual de 405 mil docentes. A meta do governo é melhorar indicadores de fluxo e proficiência no ensino médio. 
Os cursos serão incluídos dentro do terço da jornada de trabalho dos professores voltadas a atividades de fora da sala de aula, como preparação de aulas e correção de provas. Para um professor que trabalhe 40 horas semanais, por exemplo, o curso deverá ocupar pelo menos três horas de sua semana de trabalho. Os professores receberão ainda tablets com material didático digital.  
Mudança na formação
O ministro Aloizio Mercadante antecipou ainda que pretende mudar os cursos de pedagogia e de licenciatura. “Queremos e vamos mexer na formação inicial dos professores”, afirmou o ministro. “Não podemos continuar formando professores sem vivência de sala de aula”. Ele não deu detalhes, no entanto, de como serão realizadas as mudanças e nem quando.

20 de fev de 2014

Educação prioriza qualidade do ensino e investe em estágio para novos professores

Educação prioriza qualidade do ensino e investe em estágio para novos professores

Ao aprimorar a qualidade da educação oferecida aos alunos, a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo criou um novo modelo de estágio que visa fortalecer a formação de professores pelas instituições de ensino superior, chamado de Residência Educacional.
Com a denominação inspirada na residência médica, a ação integra o programa Educação – Compromisso de São Paulo e tem como objetivo atender os anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, para elevar os índices de desempenho nos processos de avaliação nas escolas consideradas prioritárias.
Nova abertura de inscrições para o programa estão previstas para o início de 2014. Veja abaixo mais informações sobre esta iniciativa da Educação paulista.

Entidades oferecem bolsas para graduação e pós no exterior no 2º semestre de 2014

Entidades oferecem bolsas para graduação e pós no exterior no 2º semestre de 2014

Fundação Estudar e Nuffic Neso Brazil estão com inscrições abertas para seleção até março

30 de janeiro de 2014 | 1h 36

Guilherme Soares Dias/Especial para o Estado
Os estudantes que querem fazer graduação ou pós-graduação no exterior no segundo semestre de 2014 e precisam de ajuda financeira devem correr. A inscrição para concorrer a uma bolsa da Fundação Estudar (bolsas.estudar.org.br) está aberta até o fim de março.
“Reconhecemos por mérito gente que tem chance de fazer algo pela carreira ou pelo País”, diz a gerente de projetos da fundação, Renata Moraes.
Quem tem interesse em estudar em uma universidade holandesa tem outra opção: o Orange Tulip Scholarship Brazil, da entidade Nuffic Neso Brazil, que concede bolsas integrais e parciais (www.nesobrazil.org/bolsas-de-estudo/orange-tulip-scholarship). As inscrições para participar do processo também vão até março.
O estudante que deseja ir para a França pode procurar o Ifesp (ifesp.com.br), instituto franco-brasileiro, que não concede bolsas, mas ajuda o interessado com a documentação.
“Contribuímos na candidatura para universidades, na preparação do exame de proficiência e no projeto de pesquisa”, diz a diretora do Ifesp, Pauline Charoki. Quem entra em uma universidade francesa recebe automaticamente 200 euros do governo francês por mês, como ajuda de custo.
Raiane PinheiroEstudante de Engenharia Mecatrônica, de 24 anos
São as bolsas que mantêm a acadêmica Raiane Pinheiro, de 24 anos, na Itália. Ela estuda Engenharia Mecatrônica na Universidade de São Paulo (USP) e conseguiu bolsas do Ciência Sem Fronteiras em 2012 e da Fundação Estudar em 2013/2014 para fazer parte da graduação na Itália. “Terei duplo diploma. É uma experiência fantástica, que me tira da zona de conforto e me faz lidar com novas situações. Abriu portas e novos horizontes”, afirma. A estudante tem aulas em inglês, mas estudou italiano antes de ir para o exterior. “É importante para me comunicar com as pessoas.” Após o curso, a jovem pretende voltar para o Brasil. “Quero contribuir aqui com coisas que aprendi lá.”


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Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente do Estado de Minas Gerais se encontra na Cidade Administrativa

http://www.educacao.mg.gov.br/component/gmg/story/5915-forum-permanente-de-apoio-a-formacao-docente-do-estado-de-minas-gerais-se-encontra-na-cidade-administrativa

19 de Fevereiro de 2014 , 11:06
O Fórum Permanente de Apoio à Formação Docente do Estado de Minas Gerais se reuniu pela primeira vez em 2014 na tarde da última segunda-feira (17-02), na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. O Fórum articula as instituições que fazem a formação a distância e presencial dos profissionais da educação.
Na reunião, a professora Vânia Cristina Rodrigues, do Comitê Gestor Institucional de Formação Continuada dos Profissionais de Magistério da Educação Básica (COMFOR) apresentou o comitê, que articula programas e ações de formação de profissionais do magistério da educação básica. “A fala dela foi sobre esse grupo gestor que está dentro de todas as universidades. Ela apresentou o papel do comitê, que é fazer a gestão dos recursos que chegam à universidade para a capacitação de professores e também preparar o planejamento e a proposta da universidade para o Governo Federal poder financiar essas capacitações”, conta a subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais, Sônia Andere, que também atua como secretária executiva do Forprof.
Essa foi a primeira reunião do Forprof em 2014. Foto: Lígia Souza ACS/SEE
Essa foi a primeira reunião do Forprof em 2014. Foto: Lígia Souza ACS/SEE

“Outro assunto importante da reunião é uma proposta que Minas está fazendo para um mestrado profissional em gestão para os diretores de escolas. Foi feita uma discussão sobre o regimento, as regras, os critérios dessa proposta. Todas as instituições presentes puderam opinar e estão levando esse documento para articulação interna nas universidades e uma devolução das suas sugestões, da sua adesão e até mesmo de alguma crítica e proposta de soluções dos problemas que forem percebidos”, afirma a subsecretária.
Também foi eleita na reunião a nova vice-presidente do Forprof, Tânia Rossi Garbin, que representa os Núcleos ou Centros de Educação a Distância das Instituições Públicas de Ensino Superior de Minas Gerais (IPES-MG) e professora da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

28 de jan de 2013

Artigo de Haroldo Lima sobre Anísio Teixeira

Fazer ressoar a voz da Bahia.
Haroldo Lima

Há quarenta e um anos convivemos com uma versão falsa sobre as circunstâncias em que morreu o grande baiano Anísio Teixeira. Ele teria caído no fosso do elevador do edifício onde morava Aurélio Buarque de Holanda, a quem ia visitar. Mas no edifício ninguém viu nada, o porteiro não testemunhou coisa alguma, seu corpo estava em posição incompatível com a queda.

O membro da Academia Brasileira de Letras Afrânio Coutinho e os professores da Faculdade de Medicina da UFRJ, Domingos De Paula e Francisco Duarte Guimarães Neto, ambos anatomopatologistas, assistiram à autópsia e rejeitaram a hipótese do acidente, acharam que houve assassinato. Na edição do dia seguinte ao enterro do mestre, 15 de março de 1971, o jornal Última Hora, em longa cobertura jornalística, registrou
"outra conclusão da polícia: acidente é pràticamente impossível, a posição do corpo fere tudo o que já foi visto até hoje sobre acidente. Alguém matou e colocou ali o cadáver do Professor Anísio Teixeira". É a opinão de familiares e dos que se debruçam na análise do ocorrido.

O assunto voltou à baila agora com a criação da Comissão Nacional pela Verdade e da Comissão pela Memória e Verdade Anísio Teixeira da Universidade de Brasília. Na instalação desta, o professor João Auguusto Lima Rocha, da Politécnica da Bahia, perante uma platéia atônita, de uma Universidade fundada por Anísio, desmascarou a versão da morte por queda no fosso de elavador.

Familiares elaboramos, com o professor João Augusto, um Memorial dos principais acontecimentos ocorridos desde que o professor desapareceu até seu sepultamento. Em sessão conjunta das duas comissões, agora, no início de novembro, o professor da UFBA Carlos Antonio Teixeira, filho de Anísio, entregou o Memorial a cada uma das comissões.

A Comissão Nacional da Verdade foi criada para desvendar episódios controvertidos da época da ditadura. Desses, onde pereceram diversos brasileiros, talvez o mais pungente, seja o da guerrilha do Araguaia. E dos que envolvem a morte de uma personalidade de grande destaque nacional, talvez o mais chocante, seja o que ceifou a vida de Anísio Teixeira.

Anísio Teixeira vítima da ditadura parece não ter lógica, pensam alguns. Mas o crime não tem lógica. Seu provável assassinato, contudo, não foi algo incompreensível, como um raio que cai em céu azul. Anísio era uma referência em educação no Brasil. Mas não uma referência neutra. Para ele, a educação era uma questão de Estado, daí ser chamado de "estadista da educação". Lançou, em título de livro, a idéia de que "Educação não é privilégio", desfraldou a bandeira da escola pública, universal, gratuita e de boa qualidade, implantou a escola em tempo integral, favoreceu verba pública para escola pública. Pensador progressista, era tido como perigoso pelos setores mais recalcitrantes.

Sabe-se hoje que, no Rio, entre 1968 e 1971, houve uma facção da ditadura que tentou realizar ações terroristas que, por pouco, não dão em enorme tragédia. A essa facção ligam-se os assassinatos de Rubens Paiva, em janeiro de 1971, e de Stuart Angel, em maio. Anísio morreu em março do mesmo ano.

Na sessão conjunta entre as duas comissões, um acordo foi assinado garantindo apoio mútuo nas averiguações. Isto seguramente ajudará. Mas, membros das duas comissões consideraram importante uma movimentação mais ampla, demandando solução para o problema, com a participação de personalidades e órgãos diversos.

Daí porque seria extremamente oportuno educadores, outros profissionais da área, estudantes, intelectuais, parlamentares, governantes e universidades e entidades várias fazerem ressoar a voz da Bahia junto à Comissão Nacional da Verdade, alertando-a sobre a imperiosidade de que a Verdade sobre o que aconteceu com Anísio Teixeira seja enfim proclamada.

Não há dúvida de que extrair a Verdade de acontecimento tão controverso, passados 41 anos, é difícil. Mas não impossível. Difícil mesmo é a Nação conviver indefinidamente sem saber o que aconteceu com um de seus mais ilustres filhos, o Professor Anísio Teixeira.

Haroldo Lima – ex-Deputado Federal pela Bahia,
ex- Diretor Geral da Agência Nacional do Petróleo,
Gás Natural e Biocombistíveis, é sobrinho de Anísio Teixeira.

17 de abr de 2012

Programa financia candidatura de estudantes a vagas nos EUA


Programa financia candidatura de estudantes a vagas nos EUA

Podem participar alunos com bom nível de inglês e família de baixa renda

17 de abril de 2012


Programa financia candidatura de estudantes a vagas nos EUA
Programa financia candidatura de estudantes a vagas nos EUA
Estão abertas as inscrições para o programa Oportunidades Acadêmicas do Alumni Advising-EducationUSA oferecido pelo governo americano que prevê orientar e financiar o processo de candidatura de brasileiros interessados em fazer faculdade nos Estados Unidos. Para participar é necessário preencher o formulário de inscrição disponível no site www.educationusa.org.br e enviar os anexos dos documentos solicitados para o e-mail opportunitybr2012@gmail.com. O prazo termina em 30 de abril.


O programa é destinado aos estudantes que não têm condições de pagar pelos exames que selecionam para as universidades americanas, e têm potencial de ser admitido por essas instituições com 100% de bolsa de estudo. O processo todo, incluindo os exames de admissão, custa em torno de R$ 5 mil, segundo Thaís Burmeister Pires, gerente do Centro de Orientação EducationUSA da Associação Alumni. Não há número de vagas limitadas. Todos os candidatos que se encaixarem no perfil do programa serão contemplados, de acordo com a gerente.

Os requisitos para participação são:
- ser aluno dos segundo ou terceiro ano do ensino médio ou recém-formado no ensino médio que ainda não tenham ingressado no ensino superior;

- vir de uma família de baixa renda;

- ter boas notas no histórico acadêmico;

- estar envolvido em atividades extra-curriculares, de liderança e atividades comunitárias;

- possuir um nível de inglês avançado.

O programa cobre as taxas das instituições americanas nas quais o aluno se candidata; material de estudo para os testes, orientação individual; cursos de preparação; transporte para os locais de teste e acomodação, quando necessário; taxas para a postagem internacional da documentação, para garantir que seus documentos cheguem a tempo ao destino nos EUA e tradução de documentos acadêmicos. Os custos da universidade, porém, não estão inclusos e por isso, os alunos são orientados a se candidatar a bolsas integrais ou parciais.

Fonte: Globo.com

TAGS: estudantes, vagas, EUA, renda

14 de mar de 2012

Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor


Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor

Piso salarial foi reajusto em 22,22%; há greve em Goiás e no Distrito Federal

9 de março de 2012



Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor
Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira (8) na abertura da reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Natal, que o cumprimento do novo piso salarial dos professores influencia na formação de novos profissionais. "Se não recuperarmos o valor do piso dos professores não teremos como atrair os jovens para a carreira. E todos sabemos que somos carentes de professores em todas as etapas da educação", disse.


O Ministério da Educação divulgou em 27 de fevereiro que o piso salarial nacional dos professores foi reajustado em 22,22% e seu valor passou a ser de R$ 1.451,00 como remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A decisão é retroativa para 1º de janeiro deste ano.

Em Goiás e no Distrito Federal há movimentos de greve da categoria porque o piso não está sendo pago.

Durante o evento em Natal Mercadante lembrou que alguns secretários e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Carlini, eram parlamentares quando o piso e a forma do seu reajuste (proporcional ao custo aluno do Fundeb) foram aprovados no Congresso Nacional, em 2008. "Nós votamos na lei e não houve objeção. Ao contrário, houve um grande consenso."

O ministro ressaltou ainda que o dispositivo da lei que assegura um terço da jornada dos professores fora da sala aula também deve ser cumprido e lembrou que o Supremo Tribunal Federal votou pela constitucionalidade da lei ao examinar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta por cinco governadores. "Mas é preciso discutir essa questão dentro de um processo pedagógico. A hora atividade é para melhorar a educação, a aprendizagem e para o professor avaliar seus alunos, preparar as aulas, dedicar-se à sua formação", afirmou.

Mercadante concluiu sua intervenção fazendo um apelo aos secretários estaduais para que mobilizem suas bancadas parlamentares para aprovar com urgência o Plano Nacional de Educação para o período 2011-2020. "É fundamental aprová-lo este ano. Não podemos nos dar por satisfeitos. Precisamos aumentar os recursos para a educação", disse.

Fonte: Globo.com

Dilma diz que dobrará escolas em tempo integral até o fim do ano

Dilma diz que dobrará escolas em tempo integral até o fim do ano

Ela afirmou que meta é de 60 mil escolas em tempo integral até 2014

12 de março de 2012



Dilma diz que dobrará escolas em tempo integral até o fim do ano
Dilma diz que dobrará escolas em tempo integral até o fim do ano
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (12) em seu programa semanal de rádio, o 'Café com a Presidenta', que dobrará o número de escolas da rede pública que funcionarão em tempo integral até o fim deste ano, medida prevista dentro do programa Mais Educação.


A previsão é de 30 mil escolas funcionando o dia todo. Segundo Dilma, atualmente 15 mil escolas, que beneficiam 2,8 milhões de estudantes do 1º ao 9º ano, já funcionam em tempo integral com "atividades orientadas, que vão desde o acompanhamento das tarefas escolares até a prática de esportes, aulas de artes e informática".

"Até o fim do ano, o Mais Educação estará em 30 mil escolas públicas. Vai, aí, alcançar 5 milhões de estudantes em todo o Brasil, inclusive na área rural. Isso significa que vamos alcançar a meta que tínhamos para 2014", afirmou a presidente. Ela anunciou ainda uma nota meta para 2014, que é chegar a 60 mil escolas com atendimento em tempo integral.

A presidente afirmou ainda que a medida beneficia famílias com um "privilégio" que até então era de "famílias de maior renda e dos países desenvolvidos".

Ela afirmou que o Ministério da Educação está com inscrições abertas para adesões das prefeituras até 30 de março. Segundo Dilma, o investimento do governo federal no Mais Educação em 2012 será de R$ 1,4 bilhão.

Dilma afirmou que a prioridade do governo federal é beneficiar "escolas onde estudam os beneficiários do Bolsa Família e também aquelas que tiveram uma avaliação baixa do Ideb, que é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica".

A presidente disse que o Mais Educação ajuda a melhorar o desempenho dos alunos. "É uma forma de superar desigualdades, permitir que todas as crianças tenham uma boa educação e tenham acesso a atividades que serão muito importantes para o seu futuro."

Fonte: Globo.com

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