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19 de mar de 2013

Aula 07 continuação - A educação fora e dentro da escola - Educação Infantil


Continuação da aula 07. Educação Fora e Dentro da Escola

 Partindo da máxima que "O próprio indivíduo se educa" – através da organização e reorganização de suas experiências – sabemos que ninguém o fará por ele. Um indivíduo que não organiza ou reorganiza seu interior – conceitos, pensamentos, ações e atitudes – seria um mero autômato, agindo apenas pelo condicionamento (ver os cães de Pavlov ou os macaquinhos de Harlow).
Esse mesmo indivíduo deverá ser trabalhado/ preparado para perceber e interpretar tais estímulos, exigindo ampla participação pessoal. Desta forma, se considerarmos que toda educação é uma auto-educação, a sociedade desempenha papel importante de geradora dos meios, determinante dos objetivos a serem alcançados e na orientação desse processo.
O indivíduo educa-se para determinada situação por meio de uns tantos recursos técnicos materiais e humanos que a sociedade os prepara cuidadosamente
A educação tanto fora quanto dentro da escola poderá ser intencional e não-intencional.
Intencional – quando as condições educativas; objetivos; recursos; atividades – são previamente estabelecidas e arranjadas pelo grupo.
Não-intencional – quando não há preparação prévia das condições que levem à educação; o indivíduo, como participante do grupo ou mero espectador, a partir da própria convivência social, vai assimilando e incorporando maneiras de agir, pensar e sentir do grupo.
Fora da escola predomina a educação não-intencional, já que o indivíduo  aprende e se educa através de todas as experiências sociais das quais  participa: brinquedos, passeios, , programas de comunicação (TV, rádio, internet)convivência familiar, grupal religiosa ou não, etc. O que não quer dizer que fora da escola ou das religiões não há educação intencional.
A maior parte dos pais tem objetivos claros a atingir em relação aos filhos e aplicam meios que consideram mais eficientes para alcançar tais objetivos. Então existe a intenção de educar, de orientar, de criar condições para que os filhos possam se desenvolver de acordo com as expectativas dos pais e da sociedade.    
O nascimento introduz a criança num mundo novo, com numerosas e sempre novas experiências, tanto individuais quanto sociais.
Ao nascer, o bebê se defronta com muitas coisas que nada tem a ver com a sociedade, mas envolve-se de maneira especial seu próprio corpo: fome, prazer, dor, conforto, segurança – seu corpo é atingido por inúmeros estímulos físicos externos: luz/escuridão; superfícies de diversas texturas; líquidos, sólidos, etc.
Mas é também ao nascer que tem início a vida social da criança, já que seu mundo é habitado por outras pessoas  - aos poucos a criança vai distinguindo, compreendendo a importância relativa de cada uma para seu próprio bem –estar. Só outra pessoa pode saciar a fome do bebê ou dar-lhe o conforto necessário, o calor, a segurança, a limpeza e higiene.
São os outros que criam as condições para as experiências infantis  estabelecerem padrões através dos quais ela estabelecerá relações com o mundo exterior. Padrões que são incorporados pela criança, penetram em seu organismo e interferem no seu crescimento.    

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