14 de out de 2007

A Importância de brincar


Brincar é uma arte. É a arte que a criança desenvolve com sua imaginação. As pessoas se transformam quando criam. Assim, a transformação da criança ocorre em meio ao cotidiano quase sempre repleto de reprimendas e censuras que a convida a adolescer.
Sabendo que a criança não está preparada para lidar com a frustração, se desanimando rapidamente quando percebem uma dificuldade de aprendizagem, o brinquedo poderá ser de grande valia para a estimulação do processo de aprendizagem, se usado como apoio pedagógico.
No entanto, é imprescindível o apoio e a participação ativa de pais e professores que contribuirão para a melhora da criança.
A família deve participar da vida escolar da criança bem como do espaço físico da escola, onde eles se integrarão com professores e outros pais para melhor debater acerca das possibilidades de estímulos para seus filhos.
O professor, sempre que observar qualquer dificuldade deverá sempre observar e questionar o comportamento da criança.
Cabe ao professor ainda ter um objetivo definido para estimular a atividade com brinquedos. O brinquedo obriga a criança a pensar, o brincar pedagógico exige atenção e orientação do professor. Quanto mais a criança brincar, mais abrangente será sua aquisição de linguagens e conceitos.
Trabalhar a carência afetiva é importante para o crescimento da criança. Com os brinquedos podemos fazer com que ela apreenda os conhecimentos, de forma socializada e estando feliz, uma vez que ela está fazendo o que mais gosta.
O brincar é uma atividade vital para a criança, é a maneira pela qual ela descobre seu mundo, levanta hipóteses, pensa e reflete sobre ele em consonância com a vida dos semelhantes. Toda criança tem no brinquedo a realidade que ela não pode viver. O brinquedo traduz para a vida real a própria realidade infantil.
Por exemplo, Quando a criança brinca de casinha ela está projetando a vida em família de várias maneiras: como ela vê sua relação com a família; como ela gostaria que fosse sua relação com a família; situações que ela já presenciou; situações que ela criou à partir de leituras ou desenhos animados.
Enfim, seja lá o que a criança esteja brincando, ela sempre levantará hipóteses, refletirá sobre os comportamentos e as ações dos adultos nos quais ela estará se espelhando para a formação de sua personalidade e seu processo de socialização.

6 de out de 2007

Tempo é Educação!



Apesar de todos os avanços tecnológicos, as novas metodologias e teorias aplicadas à educação, encontram um motivo de lamentação: a falta de experiência, a falta de prática; elementos técnicos ou de estímulos para se adquirir um novo conhecimento; enfim querendo ou não, o professor no Brasil acha sempre uma brecha para adiar as renovações ou reflexões sobre mudanças.
Enquanto professores reclamam da falta de tempo, de paciência e de dinheiro, um momento importante está sendo desperdiçado: o momento de partilhar experiências com colegas de magistério. Discussão saudável e realista acerca das dificuldades pertinentes ao professorado, contribui, desta forma, para um bom relacionamento grupal, encontrando soluções para os seus questionamentos no verso e reverso dos debates.
O apelo da mídia ao conhecimento e à democratização da informática; o advento da internet e outros sistemas de comunicação à distância, tudo isso é atraente aos que trabalham com educação – fontes inesgotáveis de informação ao alcance das mãos. Em uma simples busca, é possível encontrar um universo de informações objetivas e claras que, além de auxiliar o professor na elaboração de aulas mais atrativas e produtivas também o “economiza” – um tempo precioso para o preparo de suas aulas.
A reflexão sobre a real contribuição que as tecnologias ofertam para o progresso profissional do educador deverá ser constante. Atualmente, são reconhecidos diversos cursos de Lato sensu, stricto sensu, graduação e até mestrado on-line, de conteúdos coesos, práticos e bem elaborados. O profissional educador “sem-tempo” poderá participar em seus horários livres, podendo concluí-los em diversos prazos de acordo com a carga exigida.
Contudo, o profissional de educação deverá estar atento para que não se torne um mero compilador e aproveitador de trabalhos publicados por outros profissionais. Pervertendo a utilização das novas tecnologias aplicáveis à educação, atua de forma estéril que apenas disfarça o fracasso dos profissionais pouco qualificados, com ou sem diplomas.

Educar sem medo - Semíramis Alencar


Desde os primórdios da educação, quando na Grécia um tipo de escravo, o “Paidós”, era encarregado da condução das crianças aos preceptores, havia censuras, castigos corporais e sanções psicológicas visando coibir qualquer manifestação espontânea do aluno.
Apesar do modelo educacional grego na antiguidade ser essencialmente dialógico, isso não significava que a liberdade de expressão ou de idéias fosse permitida. À todo momento na história da educação são encontrados resquícios de uma tradição conteudística docente. Até os dias atuais esta prática é amplamente difundida, ainda que haja teorias de vanguarda cujo intuito seja formar um alunado livre e capaz de interagir socialmente.
Posteriormente, a cultura do “decorum” teve seu apogeu na educação jesuítica e também no ensino do Alcorão: berço do ensino tradicional, o mais importante era a memorização dos pontos dados em aula. A idéia de uma livre expressão desse aluno, poderia se tornar uma ameaça para os sistemas educacionais em questão. O aluno é o ser sem-luz (alumni) portanto, incapaz de refletir acerca de sua própria existência.
Apesar de todos os avanços tecnológicos, científicos e filosóficos, o olhar revolucionário para a educação ainda se encontra limitado por forte influência tradicionalista. Talvez isso se deva aos métodos adotados pelos cursos de formação de professores.
Estes cursos ainda se utilizam de compêndios didáticos que valorizam o “decorum”, a sabatina, o professor como centro da atenção do aluno e detentor do saber.
Embora sejam mencionadas as práticas libertadoras como as mais precisas e desejáveis, o modelo aceito e irrevogável ainda é o método tradicional devido à comodidade que a transfusão traz aos professores se compararmos a educação formal com uma prática mais próxima da maiêutica socrática, onde o professor é uma ponte para cada entrevistado se conhecer.


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