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9 de out de 2012

"O Cravo não brigou com a rosa" - A Insanidade da Onda do Politicamente Correto...

Concordo plenamente  - o preconceito está dentro da mente das pessoas, não nas expressões culturais.

  


          
"A Insanidade da onda do Politicamente Correto"
                 O CRAVO NÃO BRIGOU COM A ROSA                         Texto de Luiz Antônio Simas
Chegamos ao limite da insanidade da onda do politicamente correto.  Soube dia desses que as crianças, nas creches e escolas, não cantam mais *O cravo brigou com a rosa*. A explicação da professora do filho de um camarada foi comovente: a briga entre o cravo - o homem - e a rosa - a mulher - estimula a violência entre os casais. Na nova letra "o cravo encontrou a rosa/ debaixo de uma sacada/ o cravo ficou feliz / e a rosa ficou encantada".

Que diabos é isso? O próximo passo é enquadrar o cravo na Lei Maria da Penha.  Será que esses doidos sabem que *O cravo brigou com a rosa* faz parte de uma suíte de 16 peças que Villa Lobos criou a partir de temas recolhidos no folclore brasileiro?

É Villa Lobos, cacete!
Outra música infantil que mudou de letra foi Samba Lelê.
Na versão da minha infância o negócio era o seguinte:
Samba Lelê tá doente/ Tá com a cabeça quebrada/ Samba Lelê precisava/ É de umas boas palmadas.

A palmada na bunda está proibida. Incita a violência contra a menina Lelê. A tia do maternal agora ensina assim: Samba Lelê tá doente/ Com uma febre malvada/  Assim que a febre passar/ A Lelê vai estudar.

Se eu fosse a Lelê, com uma versão dessas, torcia pra febre não passar nunca. Os amigos sabem de quem é  Samba Lelê?
Villa Lobos de novo. Podiam até registrar a parceria.
Ficaria assim: Samba Lelê, de Heitor Villa Lobos e Tia Nilda do Jardim Escola Criança Feliz.

Comunico também que não se pode mais atirar o pau no gato, já que a música desperta nas crianças o desejo de maltratar os bichinhos. Quem entra na roda dança, nos dias atuais, não pode mais ter sete namorados para se casar com um. Sete namorados é coisa de menina fácil. Ninguém  mais é pobre ou rico de marré-de-si, para não despertar na garotada o sentido da desigualdade social entre os homens.

Dia desses alguém [não me lembro exatamente quem se saiu com essa e não procurei a referência no meu babalorixá virtual, Pai Google da Aruanda] foi espinafrado porque disse que ecologia era, nos anos setenta, coisa de viado. Qual é o problema da frase? Ecologia, de fato,  era vista como coisa de viado. Eu imagino se meu avô, com a alma de cangaceiro que possuía, soubesse, em mil novecentos e setenta e poucos, que algum filho estava militando na causa da preservação do mico leão dourado, em defesa das bromélias ou coisa que o valha. Bicha louca, diria o velho.

Vivemos tempos de não me toques que eu magôo. Quer dizer que ninguém mais pode usar a expressão coisa de viado ? Que me desculpem os paladinos da cartilha da correção, mas isso é uma tremenda babaquice. O politicamente correto é a sepultura do bom humor, da criatividade, da boa sacanagem. A expressão coisa de viado não é, nem a pau (sem duplo sentido), ofensa a bicha alguma.

Daqui a pouco só chamaremos o anão - o popular pintor de roda-pé ou leão de chácara de baile infantil - de deficiente vertical . O crioulo - vulgo picolé de asfalto ou bola sete (depende do peso) - só pode ser chamado de afrodescendente.
O branquelo - o famoso branco azedo ou Omo total - é um cidadão caucasiano desprovido de pigmentação mais evidente.
A mulher feia - aquela que nasceu pelo avesso, a soldado do quinto batalhão de artilharia pesada, também conhecida como o rascunho do mapa do inferno - é apenas a dona de um padrão divergente dos preceitos estéticos da contemporaneidade. O gordo - outrora conhecido como rolha de poço, chupeta do Vesúvio, Orca, baleia assassina e bujão - é o cidadão que está fora do peso ideal. O magricela não pode ser chamado de morto de fome, pau de virar tripa e Olívia Palito. O careca não é mais o aeroporto de mosquito, tobogã de piolho e pouca telha.

Nas aulas sobre o barroco mineiro, não poderei mais citar o Aleijadinho. Direi o seguinte: o escultor Antônio Francisco Lisboa tinha necessidades especiais... Não dá. O politicamente correto também gera a morte do apelido, essa tradição fabulosa do Brasil.

O recente Estatuto do Torcedor quer, com os olhos gordos na Copa e 2014, disciplinar as manifestações das torcidas de futebol. Ao invés de mandar o juiz pra putaqueopariu e o centroavante pereba tomar no..., cantaremos nas arquibancadas o "allegro" da Nona Sinfonia de Beethoven, entremeado pelo coro de "Jesus, alegria dos homens", do velho Bach.

Falei em velho Bach e me lembrei de outra. A velhice não existe mais. O sujeito cheio de pelancas, doente, acabado, o famoso pé na cova,  aquele que dobrou o Cabo da Boa Esperança, o cliente do seguro funeral, o popular tá mais pra lá do que pra cá,  já tem motivos para sorrir na beira da sepultura. A velhice agora é simplesmente a "melhor idade".

Se Deus quiser morreremos, todos, gozando da mais perfeita saúde.

Defuntos? Não. Seremos os inquilinos do condomínio Cidade do pé junto.

Abraços

Luiz Antônio Simas
(Mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e professor de História do ensino médio)

18 de mai de 2012

Tutoria a distância e motivação - a responsabilidade futura do tutor em EaD - Profª Semíramis F. Alencar Moreira



Ser tutor é ter uma grande responsabilidade e ao mesmo tempo uma humildade digna dos pais, os primeiros educadores. Há de se ter a paciência, o discernimento e o bom senso para orientar, coordenar e supervisionar sem parecer ser rude ou mesmo ríspido, sob pena de aumentarmos as taxas de evasão universitária. 
Sabemos que apenas o indivíduo pode motivar a si próprio. Todavia, essa motivação jamais ocorreria sem um estímulo externo. Nesse caso, cabe ao tutor oferecer estímulos e convidar os educandos a uma reflexão sobre sua práxis educativa, através de indicações de como este educando pode realizar determinada tarefa. É através dos constates "feedbacks" que o tutor vai criando identidade com sua classe e laços de confiança, união entre ele, os objetos de aprendizagem e seus tutelados. 

E encontramos essa docilidade, esse cuidado nas palavras mediadoras do tutor a distância, tarefa que requer responsabilidade tamanha pois temos o compromisso de nos fazer entender através das palavras, sem o contato visual cotidiano, de tantas "facies" e vozes facilmente reconhecidas depois de alguns contatos. Não, o trabalho do tutor requer uma boa dose de diplomacia, de querer bem, de exercício imaginário de um rosto, de uma expressão facial de tal modo que, ao tecermos um comentário ou fazermos uma objeção, possamos ser ao mesmo tempo objetivos e técnicos, sem abrir mão de nossa especificidade  humana.

Quando pensamos no papel do tutor, devemos pensar em quantos caminhos estaremos construindo para aquisição do conhecimento de tantos alunos. Quantos futuros profissionais se formarão através de nossa orientação. Ajudar o educando a organizar seu tempo de estudo, fortalecê-lo a participar de atividades, conhecer os ambientes e espaços oferecidos pela universidade, orientá-los na boa condução de suas atividades de maneira que estes obtenham êxito em suas metas acadêmicas e auxiliá-los em seu processo de aquisição e reelaboração do conhecimento podem até parecer tarefas óbvias ou mesmo meras atribuições de um tutor, mas sem dúvida é, por si só, uma das funções mais belas dentro da educação - a de fomentar no indivíduo o combustível para se manter viva a chama da curiosidade e do amor à educação.  


Semíramis F. Alencar Moreira

18 de jun de 2008

O doce planar do passarinho - As aventuras na meninice de um menino - Artigo meu publicado no Desabafo de Mãe


Queridos Leitores
Confiram este meu artigo que foi publicado no Portal Desabafo de Mãe

Até então ele era meu bebê e, por mais que eu estivesse por perto, ele cresceu. Ainda não é um adolescente, mas manifesta a pureza e as descobertas da fase mágica da meninice... Ler mais

Abraços fraternos,

Semíramis.

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