11 de mar. de 2010

Bullying é tema de Simpósio na UERJ

 

 
 
 

      
                                           

 SIMPÓSIO
MOSAICO DA VIOLÊNCIA
 
Bullying e Violência Doméstica Contra Crianças e Adolescentes são temas de Simpósio na UERJ

                                                      
No Japão, casos de bullyng fizeram a princesa Aiko, 8 anos, desistir de assistir aulas por uma semana. Já no Brasil, pais abandonaram 5 crianças em casa para ir ao forró. Assunto recorrente na grande mídia, a violência doméstica contra crianças, adolescentes e mulheres têm sido o foco de estudos do Instituto de Psicologia da UERJ.

Com o objetivo de debater os resultados de suas pesquisas e trabalhos, será realizado na UERJ, nos dias 19 e 20 de março de 2010, sexta-feira, de 8h às 18h30, e sábado, de 8h30 às 17h00, o 3º Simpósio sobre o Mosaico da Violência, sob a coordenação da Profª. Drª. Maria do Carmo Cintra de Almeida Prado.

O programa do simpósio inclui a violência contra crianças e adolescentes, aspectos psicodinâmicos de agressores sexuais domésticos, bullying, falsas denúncias, entre outros temas.

Até 18/03, estudantes interessados no tema pagam R$35,00, e profissionais: R$70,00. No dia do evento, haverá acréscimo.

As inscrições podem ser feitas on line, no site do Centro de Produção da UERJ, www.cepuerj.uerj.br ou na Rua São Francisco Xavier, 524, 1º andar, bloco A, sala 1006, Maracanã, Rio de Janeiro até o dia 18 de março. Para mais informações, acesse a página do Centro de Produção ou envie um e-mail para cepuerj@uerj.br ou telefone para (21) 2334-0639.

                                                 
                                                   

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CENTRO DE PRODUÇÃO DA UERJ
Rua São Francisco Xavier, 524, 1º andar, bloco A, sala 1.006
Maracanã - Rio de Janeiro - RJ
Atendimento de 9h às 18h
Informações - Tel.: (21)
2334-0639
ou pelo site:
http://www.cepuerj.uerj.br





                 

 

  


 

 

 

Comentário de professor sobre matéria de Gilberto Dimenstein

greve professores sao paulo       Escrito em 9 mar 2010
 Da APEOESP - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo

O colunista Gilberto Dimenstein publicou hoje um texto descabido na Folha de São Paulo sobre a      greve dos professores estaduais de São Paulo, com o título "uma greve contra os pobres".
Os comentários de professores incrédulos com o colunista são a melhor parte da polêmica. Um comentário em particular é perfeito, escrito por Márcio Ferro:
Sou professor da rede estadual há oito anos e ocupo dois cargos como professor desde 2005. Este ano decidi que será o último no qual ocupo estes cargos. A partir do ano que vem mudarei de carreira e, infelizmente, largarei a profissão que um dia imaginei que desempenharia e que seria aquela que me realizaria como profissional e ser humano.
Estou cansado de ser tratado como um lixo pela política educacional (ou pela falta dela) do governo do estado de São Paulo. Sem um plano de carreira, sem condições de trabalho dignas, lidando semanalmente com mais de mil alunos (21 turmas x 50 alunos), recebendo um
salário ridículo, sem nenhum benefício, tendo que pagar para tomar conta dos carros da escola, comprar água, sem horário para refeição, sofrendo com a violência por parte da comunidade (já levei tiros em porta de escola e fui agredido e presenciei agressões aos meus colegas), sem um apoio pedagógico realmente eficaz, entre muitos outros fatores.
Mas o que mais me chateia são as opiniões do senhor, Sr. Gilberto Dimenstein. Estou cansado de ser tratado em seus comentários como um mercenário que só pensa em dinheiro, ou como um alguém que falta quase que diariamente ao trabalho por pura negligência. Não aguento mais! Suas colunas também foram determinantes para me levar a tomar a decisão de largar o magistério. Meus amigos (que não são professores) leem suas opiniões e acham que estou aumentando a situação, que estou mentindo, pois ao lerem sua coluna e verem a
propaganda do governo estadual, acreditam que a escola pública está uma maravilha.
Peço ao senhor que, ao publicar suas próximas colunas, pense, mas pense muito, em quantos professores o senhor está desmotivando. Informe-se, procure, estude e – acima de tudo – conheça a realidade das escolas estaduais das regiões periféricas. O senhor mesmo já percebeu que a atratividade da carreira do magistério é quase nula frente aos jovens concluintes do ensino médio. Trabalhe para valorizar a educação e não políticas educacionais pautadas pela economia e sem foco no ser humano.
Afirmo que estou em greve! Não só por salário, mas para que o filho do pobre – ao qual o senhor se refere em sua coluna – possa chegar ao fim do ensino médio com condições de igualdade para disputar com o filho do rico uma vaga no mercado de trabalho ou em uma universidade, sem precisar de cotas. Não aguento mais ver alunos sem saber ler e escrever egressos da escola pública. Formados. Porém sem esperanças e sendo motivo de piadas.

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