11 de fev. de 2012

‘Espero uma vida melhor’, diz preso que ganhou bolsa do ProUni em MG

'Espero uma vida melhor', diz preso que ganhou bolsa do 



ProUni em MG


Roberto Pereira está preso há cerca de três anos na Grande BH.
Ele foi aprovado no Enem em novembro de 2011.

Pedro TriginelliDo G1 MG
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Roberto na biblioteca do presídio (Foto: Pedro Triginelli / G1)Roberto na biblioteca do presídio
(Foto: Pedro Triginelli / G1)
Roberto da Silva Pereira tem 28 anos e foi preso duas vezes por assalto, tráfico e porte de arma, já fugiu de um presídio e está cumprindo pena em regime fechado na Penitenciária José Maria Alkimin, emRibeirão das Neves, na Grande BH, há cerca de três anos. Mas ele resolveu que era hora de mudar de vida e se destacou ao ganhar uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni) para cursar a faculdade de Ciências Econômicas. "Espero uma vida melhor. A prova não estava difícil. Muitas vezes o que atrapalha é a falta de atenção. Eu sempre gostei de estudar", disse.
Roberto fez a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em novembro de 2011 e foi aprovado. Ele explica que muitos presos não voltam ou começam a estudar porque falta incentivo das penitenciárias. "Quero trabalhar na área da construção civil quando sair daqui. Eu sou um grande incentivador das pessoas aqui dentro. Quero que elas voltem a estudar também", explicou o detento.
A pedagoga Karol Oliveira de Amorim Silva, de 30 anos, trabalha com os detentos na Penitenciária José Maria Alkimin. Segundo ela, quando eles são aprovados dá uma sensação de dever cumprido. "A maioria chega ao presídio no fim da pena e quer mudar de vida para sair. Nosso objetivo é traçar o caminho para ele voltar à sociedade. Muitos acabam se interessando pelos estudos", afirmou.
De acordo com a pedagoga, a penitenciária tem 330 vagas para alunos do ensino médio e fundamental. Neste ano, as aulas começam na segunda-feira (13), e 80% das vagas já estão preenchidas. Outros quatro detentos de Minas Gerais também foram aprovados no Enem e conseguiram a bolsa do ProUni. Roberto vai ter aulas na unidade prisional, por meio de computadores e com acompanhamento da pedagoga, já que ele está em regime fechado.
Uma das salas de aula da Penitenciária José Maria Alckimim (Foto: Pedro Triginelli / G1)Uma das salas de aula da Penitenciária José Maria
Alkimin (Foto: Pedro Triginelli / G1)
Roberto deve passar para o regime semiaberto no meio do ano. Ele informou que começou no crime por causa de uma dívida de R$ 5 mil de sua família. Agora, espera um futuro bem diferente para a família e para ele. "Hoje eu sei que só com o estudo para ter uma vida melhor", explicou.
Educação
De acordo com a secretaria, cerca de 5,5 mil presos estudam em Minas Gerais, sendo que, destes, 17 estão matriculados em faculdades e universidades. Com isso, os detentos têm redução de pena. Segundo a Seds, a cada 12 horas de aulas, é reduzido um dia da pena.

Outro sete presos mineiros também passaram no Enem, mas não tiveram pontos suficientes para receberem uma bolsa do ProUni. As provas do Enem Prisional foram aplicadas nos dias 28 e 29 de novembro de 2011 dentro das próprias unidades.

No primeiro dia de prova foram avaliados os conteúdos de Ciências Humanas e Ciências da Natureza. No segundo dia, o conteúdo foi de Linguagens, Códigos, Matemática e Redação. As provas eram diferentes daquelas do Enem regular, mas apresentavam o mesmo nível de dificuldade, de acordo com a secretaria.
 

10 de fev. de 2012

MEC vai comprar 600 mil tablets para escolas públicas de ensino médio

MEC vai comprar 600 mil tablets para escolas públicas de ensino médio

Projeto prevê ainda compra de lousas interativas e computadores.

3 de fevereiro de 2012


MEC vai comprar 600 mil tablets para escolas públicas de ensino médio
MEC vai comprar 600 mil tablets para escolas públicas de ensino médio

O Ministério da Educação vai comprar 600 mil tablets para ser usado por professores do ensino médio das escolas públicas do país. O investimento, que será de R$ 150 milhões a R$ 180 milhões, foi anunciado pelo novo ministro, Aloizio Mercadante, na quinta-feira (2). Segundo o ministro, o equipamento será doado às escolas no segundo semestre deste ano.

"Na educação, a inclusão digital começa pelo professor", disse Mercadante. "É evidente que atecnologia não é um objetivo em si, nada substitui a relação professor-aluno."

O governo vai comprar tablets de 7 ou 10 polegadas com bateria com duração de 6 horas, colorido, peso abaixo de 700 gramas, tela multitoque, câmera e microfone para trabalho multimídia, saída de vídeo, conteúdos pré-instalados, entre outras características. Segundo o ministério, o tablet de 7 polegadas custará R$ 300 a unidade, e o de 10 polegadas, R$ 470.

Além disso, o investimento inclui ainda a compra de lousas eletrônicas interativas e computador com acesso à internet. Os primeiros tablets, segundo o MEC, serão distribuídos para escolas federais, estaduais e municipais que já tenham internet banda larga.
Fonte: Globo.com


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