10 de mar. de 2012

Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor

Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor

Piso salarial foi reajusto em 22,22%; há greve em Goiás e no Distrito Federal

9 de março de 2012





Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor
Ministro defende novo piso para atrair jovens para a carreira de professor
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira (8) na abertura da reunião ordinária do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), em Natal, que o cumprimento do novo piso salarial dos professores influencia na formação de novos profissionais. "Se não recuperarmos o valor do piso dos professores não teremos como atrair os jovens para a carreira. E todos sabemos que somos carentes de professores em todas as etapas da educação", disse.

O Ministério da Educação divulgou em 27 de fevereiro que o piso salarial nacional dos professores foi reajustado em 22,22% e seu valor passou a ser de R$ 1.451,00 como remuneração mínima do professor de nível médio e jornada de 40 horas semanais. A decisão é retroativa para 1º de janeiro deste ano.

Em Goiás e no Distrito Federal há movimentos de greve da categoria porque o piso não está sendo pago.

Durante o evento em Natal Mercadante lembrou que alguns secretários e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Carlini, eram parlamentares quando o piso e a forma do seu reajuste (proporcional ao custo aluno do Fundeb) foram aprovados no Congresso Nacional, em 2008. "Nós votamos na lei e não houve objeção. Ao contrário, houve um grande consenso."

O ministro ressaltou ainda que o dispositivo da lei que assegura um terço da jornada dos professores fora da sala aula também deve ser cumprido e lembrou que o Supremo Tribunal Federal votou pela constitucionalidade da lei ao examinar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta por cinco governadores. "Mas é preciso discutir essa questão dentro de um processo pedagógico. A hora atividade é para melhorar a educação, a aprendizagem e para o professor avaliar seus alunos, preparar as aulas, dedicar-se à sua formação", afirmou.

Mercadante concluiu sua intervenção fazendo um apelo aos secretários estaduais para que mobilizem suas bancadas parlamentares para aprovar com urgência o Plano Nacional de Educação para o período 2011-2020. "É fundamental aprová-lo este ano. Não podemos nos dar por satisfeitos. Precisamos aumentar os recursos para a educação", disse.
Fonte: Globo.com

Inep vai fazer oficinas para ampliar banco de questões do Enem Segundo Inep, ideia é permitir, no futuro, duas edições anuais do ENEM


Inep vai fazer oficinas para ampliar banco de questões do Enem

Segundo Inep, ideia é permitir, no futuro, duas edições anuais do Enem

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) planeja 
ampliar o volume do Banco Nacional de Itens (BNI) para poder, no futuro, fazer duas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por ano. Nesta sexta-feira (24), uma portaria publicada no "Diário Oficial da União" instituiu a realização de oficinas "de elaboração e revisão de itens para o BNI", que contarão com a participação de professores de universidades federais já credenciados pelo banco de colaboradores do Inep.

De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, a portaria é um complemento a um edital publicado em 2011 que credencia universidades federais a participarem do processo de elaboração de questões para exames do MEC.

Pelo edital, as instituições têm um ano para que seus professores, já capacitados pelo ministério, produzam as questões, que podem ou não ser usadas nas provas oficiais, já que cada questão é avaliada e aprovada por meio de um pré-teste.

A portaria desta sexta-feira, segundo o Inep, permitirá que esses mesmos professores possam ser convocados a qualquer momento para eventuais oficinas de "força-tarefa", caso o MEC identifique no BNI a necessidade de elaboração de mais itens de alguma disciplina ou área do conhecimento específica.

O BNI é o banco de dados que reúne as questões usadas em todos os exames realizados pelo MEC.

Segundo a assessoria de imprensa, além do Enem, o BNI alimenta as provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), da Provinha Brasil, do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), do Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), da Revalidação dos Diplomas Médicos (Revalida), da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente, do Certificado de Proficiência na Língua Brasileira de Sinais (Prolibras) e do Certificado de Proficiência em Língua Portuguesa (Celpe-Bras).

Pelo trabalho instituído pela portaria, os colaboradores eventualmente convocados para a "força-tarefa" receberão o valor fixado por decreto em 2007, e atualizado em 2011, para esse tipo de atividade: R$ 400 por dia pela participação nas oficinas, R$ 200 por item elaborado e aceito no BNI, R$ 100 por item revisado e aceito no BNI, R$ 100 por parecer emitido após revisão de itens e R$ 1.500 pela coordenação da oficina.

Segundo o site do Inep, 15 universidades e institutos federais foram credenciados em maio do ano passado por meio do edital. Em junho, os coordenadores foram treinados e indicaram os professores que, em julho, também passaram por uma capacitação sobre a elaboração de itens.
Fonte: Globo.com


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