4 dicas para criar cursos imersivos

30 de abr de 2011

Isto dá certo - Torne-se um aliado da escola do seu filho

Isto dá certo

Torne-se um aliado da escola do seu filho

por: Marina Pastore
No dia 28 de abril é celebrado o Dia Nacional da Educação. É um bom momento para refletirmos sobre o papel que cada um tem na formação dos futuros cidadãos do Brasil. Por isso, a equipe do Educar separou algumas dicas para que você seja um aliado da escola na educação do seu filho:
1) Incentive a leitura. Ler para seus filhos e deixar livros sempre à mão é importante para desenvolver o hábito da leitura, que facilitará o aprendizado na escola mais tarde. Veja neste link 10 dicas para incentivar seu filho a ler.
2) Acompanhe a lição de casa do seu filho. É importante reservar uma parte do seu dia para ver o que está sendo abordado na escola e como seu filho lida com o conteúdo, se tem dificuldades, se precisa de reforço em alguma matéria. Saiba mais sobre a importância da lição de casa nesta matéria.
3) Conheça a escola do seu filho. Sempre que possível, é bom conversar com os professores e coordenadores da escola, não apenas para saber mais sobre o desempenho de seu filho, mas também para entender o projeto pedagógico da escola e perceber se ele está de acordo com as suas ideias. Veja nesta matéria 15 dicas para ajudar a escolher a escola do seu filho.
4) Se seu filho tirar notas baixas, não o pressione. Um boletim vermelho nem sempre é resultado de falta de esforço: ele pode indicar dificuldades de aprendizagem ou outros problemas relacionados à escola. Para saber mais sobre como lidar com as notas baixas do seu filho, leia esta matéria.
5) Motive o gosto pelo estudo. Querer aprender e estar na escola são valores que devem ser passados pelos pais, exemplos das crianças, e pelas próprias instituições de ensino. Leia aqui mais sobre atividades que garantem o gosto pela aprendizagem a partir do ensino integral nas escolas.

22 de abr de 2011

Tiradentes - O Protomártir da Independência

Tiradentes, o protomártir da Independência

 

      

 

 

Cronologia

1746: Nasce em Pombal, distrito de S. José d'El Rei (hoje Tiradentes), Minas Gerais; os pais são Domingos da Silva Santos, nascido em Portugal, e Maria Antônia da Encarnação Xavier, nascida na Vila de São José d'El Rei (Brasil).

1755: Morre Maria Antônia; o viúvo e os órfãos mudam-se de vez para a Vila de São José.

1757: Órfão de pai.

1780: Arregimenta-se como soldado.

1781: É promovido a Alferes.

1786: A mando do Governador da capitania de Vila Rica, leva brilhantemente a cabo estudos demográficos, geográficos, geológicos, mineralógicos - quer de aplicação civil, quer militar.

1788: Envolve-se na Inconfidência contra a Coroa portuguesa.

1789: Como conspirador, é preso no Rio de Janeiro.

1792: É enforcado em praça pública e depois esquartejado.

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1789 - Rio de Janeiro.

A 1º de Maio aparece na cidade o coronel Joaquim Silvério. Logo trata de visitar - e com que freqüência – o conde de Resende. No dia 2, grande correria. Cubículos especiais são mandados construir nalgumas das piores prisões. A sua guarda pessoal passa a ser constituída exclusivamente por portugueses. Dois granadeiros são encarregados de vigilância extraordinária. Informações sobre as origens de todos os seus soldados são solicitadas com urgência – estes são portugueses, aqueles são
brasileiros...

 

Os granadeiros vigiam Joaquim José da Silva Xavier, conhecido por Tiradentes, por causa do ofício que aprendera com o padrinho. Agora é Alferes do Regimento pago por Vila Rica, Minas Gerais. Andava a procurar gente que o ajudasse a libertar o Brasil através duma conspiração abominável. Sabedor de tal crime, o governador de Minas havia encarregado o Coronel, amigo do suspeito, de seguir seus movimentos e comunicar seus achados diretamente ao Vice-Rei.

Tiradentes sonha. Ao ajudante de artilharia Nunes Cardoso, proclama:

 

Esta terra há ser um dia maior que a Nova Inglaterra! Mas, as suas riquezas só as poderemos alcançar no dia em que nos libertarmos do jugo dos portugueses para sermos os senhores da terra que é nossa.

Nunes Cardoso empalidece. Roga-lhe que nunca mais se refira a tais assuntos…

 

Mas Tiradentes não desiste. Pede a várias pessoas que lhe traduzam livros políticos ingleses, também a Declaração da Independência americana. Alguns dos livros têm até referências elogiosas à República… Em Vila Rica, na casa de João Rodrigues de Macedo, chegara mesmo a exibir a lista, por ele levantada, dos habitantes da capitania e comentara: Têm Vossas Mercês aqui todo este povo açoitado por um só homem, e nós todos a chorarmos como negros – ai, ai... E de três em três anos vem um, e leva um milhão; e os criados levam outro tanto; e como hão de passar os pobres filhos da América? Se fosse outra nação já se tinha levantado!

 

Os amigos pedem-lhe que pare. Além disso, tens estado a ser seguido por dois granadeiros, informam-no. Tiradentes primeiro pensa liquidá-los. Depois opta por regressar mais depressa a Minas, quem sabe se na mira de precipitar o golpe... Pede um bacamarte emprestado e inicia os preparativos para a fuga. Mas, vigiado como anda logo se apercebe que é impossível fugir. Esconde-se.

 

Em anterior viagem, havia curado a chaga cancerosa no pé da filha duma viúva. Pede-lhe ajuda. O decoro manda que não alberguem homem em casa. Tiradentes, por sua recomendação, vai para casa do ourives Domingos Fernandes, guiado pelo Padre Inácio Nogueira, sobrinho da viúva. Aí entra no dia sete de Maio pelas dez da noite.

 

O desaparecimento de Tiradentes provoca pânico entre os adversários. Na manhã do dia oito pede ao Padre que visite o coronel Joaquim Silvério, que continua a julgar seu amigo. O delator, que periodicamente envia relatórios escritos ao Vice-Rei sobre as atividades do amigo, finge-se preocupado. Quer saber do paradeiro de Tiradentes para poder ajudá-lo... Mas o Padre é jesuíta, contorna a inquirição, afirma não morar na Corte. Silvério não desarma e, ao encontrar na rua, no dia seguinte, outro clérigo, pergunta pelo Padre Inácio.

- Tenho bom negócio a propor-lhe.

O outro cai na esparrela e eis o Padre Inácio arrastado para o palácio do Vice-Rei. Pessoa comum, não resiste às ameaças, inclusivamente de morte. A teia começa a ser tecida.

 

 

A prisão

Os vultos assomam às janelas. Os mais afoitos saem à rua, timidamente, olham de longe, falam baixinho. Uma centena de soldados comandados pelo Alferes Francisco Pereira Vidigal, impede o trânsito no quarteirão onde fica a casa do ourives Domingos Fernandes, contratador e marcador de prata.

 

O cerco aperta-se. A casa parece deserta. Um soldado informa que um homem se escondeu no sótão com uma arma na mão. Vidigal, incerto, acaba por mandar forçar a entrada. Irrompe no sótão, rodeado por dezenas de soldados. O homem olha-os de frente, mas não reage, não fala. Entrega-se.

- Que pretendia fazer com o bacamarte?

- Resistir, mas são tantos…

 
                      


A execução

 

No dia 21 de Abril de 1792 Tiradentes é enforcado no Largo do Lampadário, no Rio de Janeiro. Dos Inconfidentes, é o único executado, serve de exemplo. O seu corpo é esquartejado. Pedaços dele são espalhados pela estrada que vai para Vila Rica. Uma gaiola com a sua cabeça é alçada a um poste cravado no centro de Vila Rica. (POSTE DE IGNOMÍNIA - na Praça central de Ouro Preto - onde hoje existe uma estátua de bronze em sua homenagem )

De morte assim matada, Tiradentes morre solteiro. Deixa, porém dois filhos menores, Joaquina e João.

 

Apesar de terem declarado infame o nome do pai e o da família, João é adotado por um comerciante. Seguirá a carreira militar.

Joaquina vive com a mãe até a maioridade. Portanto, pobre, afastada do mundo e de todos, privada de auxílio pelo clima de terror.

 

Eugênia Maria de Jesus, a companheira de Tiradentes, dizem que é bonita, despretensiosa, clara, de olhos azuis. Mas a pobreza tudo mata.

Tiradentes será um herói e lenda, elas de nada saberão.

                        

A inconfidência

A insurreição está marcada para quando começar a derrama. É até desenhada uma bandeira, um triângulo e os dizeres em latim LIBERTAS QUAE SERA TAMEM (Liberdade ainda que tardia). Mas os Inconfidentes começam a ficar inquietos. O Governador parece mandar indiretas a Alvarenga. O Padre Carlos de Toledo apercebe-se que se alguma coisa correu mal só pode ser por denúncia.

- Mas de quem, homem de Deus?

- Só pode ter sido Joaquim Silvério, por alguma razão lhe chamam Joaquim Sallieri... (evocação do Sallieri que traíra Mozart).

E de fato, o Coronel Joaquim Silvério, crivado de dívidas perante a Coroa, trai os seus companheiros na Inconfidência e tudo vai delatar às autoridades portuguesas.

 

Para suprimir o sinal para a revolta, o Governador não executa a derrama. Um vulto vestido de mulher, cabeça coberta por grande chapéu vai de casa em casa. Todos os conspiradores são avisados que Tiradentes foi preso no Rio.

Um a um, são todos presos e enviados para o Rio, maltratados. Ficam por três anos presos, incomunicáveis. O desembargador e poeta Tomás António Gonzaga acabará desterrado em Moçambique. Em versos à sua musa Marília escrevera, premonições: "...mil inocentes / Nas cruzes pendentes, / Por falsos delitos, / Que os homens lhes dão."

 

O advogado e poeta Cláudio Manuel da Costa, sessenta anos, espera menos tempo. Aparece misteriosamente morto no cubículo infecto onde o encerraram e aviltantemente interrogaram. Suicídio, dizem...

Presos, uns resistem e outros não. Os três anos de sofrimento e a perspectiva da morte revelam personalidades inesperadas entre os Inconfidentes.

 

Maciel, o teórico do movimento, depõe várias vezes e em todas elas tenta passar por inocente e atribuir todas as culpas aos outros conjurados. Que o instigador de tudo fora Tiradentes...

O mesmo afirma em carta ao Governador o Tenente-Coronel Francisco de Paula. Comandante da tropa mais importante em terra brasileira, sua pena será decerto das mais severas.

Alvarenga, esse, inventa. Afirma que Tiradentes é estúpido, que as reuniões dos Inconfidentes eram cenas depravadas. Em latim, lança elogios ao Governador.

Como podem fazer parte da mesma história que Tiradentes?

"Está mais ou menos generalizada no Brasil a idéia de que a Inconfidência foi só um movimento de protesto contra a derrama que o governo português mandou fazer em 1789, a fim de recolher na capitania, dum modo violento, as quinhentas e vinte e oito arrobas de ouro de que se julgava credor. Isso não é verdade. A notícia de que a derrama se aproximava contribuiu, é claro, para agravar a situação e apressar o trabalho dos conspiradores, mas a idéia da conspiração - ou da revolução, pode-se mesmo dizer - vinha de mais longe e tinha razões mais complexas.

 

A Inconfidência não pretendia apenas libertar Minas e o Brasil do jugo da Metrópole. Queria - e isto é o que precisa ficar bem claro - formar aqui uma grande nação republicana, com suas indústrias e possuindo um corpo de leis moderníssimas, de acordo com os postulados revolucionários que agitavam a França e por influência inglesa e francesa tinham já sido vitoriosos nos Estados Unidos."

 

(Brasil Gerson, in "História Popular de Tiradentes")

 

FONTE: http://claudiomarinofdias.blogspot.com/2009/04/tiradentes-o-protomartir-da.html

21 de abr de 2011

Propaganda irlandesa anti bullying homofóbico.

Stand Up! - Don't Stand for Homophobic Bullying
Mobilize-se! Não pare para o bullying homofóbico.
Propaganda irlandesa anti bullying homofóbico.
A campanha promove a amizade entre os jovens, como forma de combater o bullying homofóbico.

Para obter mais informações sobre a campanha consulte: http://www.belongto.org/campaign.aspx

5 de abr de 2011

Texto de Apoio - O que é Cultura

Texto de apoio a aula 6 - Cultura e Organização Social

Cultura




Cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana

No senso comum, cultura adquire diversos significados: grande conhecimento de determinado assunto, arte, ciência, "fulano de tal tem cultura".

Aos olhos da Sociologia, cultura é tudo aquilo que resulta da criação humana. São ideias, artefatos, costumes, leis, crenças morais, conhecimento, adquirido a partir do convívio social.

Só o homem possui cultura.

Seja a sociedade simples ou complexa, todas possuem sua forma de expressar, pensar, agir e sentir, portanto, todas têm sua própria cultura, o seu modo de vida.

Não existe cultura superior ou inferior, melhor ou pior, mas sim culturas diferentes.

As funções da cultura são:

  • satisfazer as necessidades humanas;
  • limitar normativamente essas necessidades;
  • implica em alguma forma de violação da condição natural do homem. Por exemplo: paletó e gravata são incompatíveis com clima quente; privar-se de boa alimentação em prol da ostentação de um símbolo de prestígio, como um automóvel; pressão social para que tanto homens quanto mulheres atinjam o ideal de beleza física.

O que é belo numa sociedade poderá ser feio em outro contexto cultural.

Já o conceito de cultura de massa pode ser definido como padrões compartilhados pela maioria dos indivíduos, independente da renda, instrução, ocupação etc.

Cultura de massa é produto da indústria cultural, tipicamente de sociedades capitalistas; refere-se aspectos superficiais de lazer, gosto artístico e vestuário.

A indústria cultural está sempre "fabricando" modas e gostos, a cultura de massa só é viável em razão da invenção da comunicação em massa.

Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

4 de abr de 2011

Aula 6 - Cultura e Organização Social

 
Aula 6 - Cultura e Organização Social

Cultura é a herança que o grupo social transmite a seus membros através da aprendizagem e da convivência social.
Cada geração e cada indivíduo também contribuem para ampliar e modificar a cultura que recebem. É isso que explica o progresso, as mudanças que ocorrem nas sucessões das gerações.
A cultura abrange a maneira de viver (ser, pensar e sentir) de um povo. A forma de organização social de um povo também faz parte da cultura.

A cultura pode ser material ou não-material.

Cultura Material – objetos manufaturados, os artefatos: ferramentas, prédios, móveis, meios de transportes, estradas, pontes, cadernos, etc. Ou seja, todo e qualquer objeto resultante da transformação da natureza pelo homem.

Cultura Não-Material – a linguagem, as idéias, as músicas, poesias, rituais, os costumes e hábitos de um povo. Ou seja, todo o ideário que permeiam as tradições de cada povo.

No futebol – a cultura material do futebol são as traves, os uniformes, a bola, chuteiras, caneleiras, o escudo, gramado, luvas, joelheiras, apito. A cultura não-material é o hino do time, o grito da torcida, as regras de arbitragem, os jargões dos comentaristas esportivos.

O futebol deixando de existir, sua cultura deixa de ter o significado e antes: a bola, passa a ser um enfeite; o gramado, pasto para o gado; o uniforme, luvas e joelheiras, meras peças de vestuário; as traves, pedaços de madeira.

A Cultura como sistema de normas

A cultura mostra como deve ser o padrão de comportamento do indivíduo – um padrão de comportamento é uma norma, ou seja, uma expectativa ou uma determinação de como o indivíduo deve agir dentro de um grupo. Uma norma social ou cultura resulta da própria história do povo ou do grupo social que a adota.

  • O que é norma numa sociedade pode não ser na outra;


  • A norma só cabe em comportamentos possíveis e não-necessários. A norma pode estabelecer maneiras de comer e tipos de alimentos que possam ser ingeridos; modo conveniente de andar, vestir, relacionar-se.
  • As normas podem ser mais ou menos coercitivas, mais ou menos obrigatórias. Assim, podemos ter hábitos, tradições populares, instituições e leis.


  • Hábitos e Tradições

    As novas gerações absorvem costumes e hábitos das anteriores. Porém, costumes e hábitos podem ser modificados e sua não-observância pode não implicar sanções sociais mais sérias.

    Instituições – conjuntos organizados de normas, que obrigam mais do que simples hábitos e costumes, mas relacionamentos sociais que incorporam certos valores e procedimentos comuns e atendem a certas necessidades básicas da sociedade.
    As principais instituições são : Religião, governo, educação (escolas e universidades), ONG ou grupos menores como os grupos de trabalho, de agremiações de futebol, de escolas de samba, Folia de Reis, etc.

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