31 de out. de 2018

Metodologias ativas: o fim do mundo?

Descubra as mudanças que as metodologias ativas trazem para a educação.

Será que em dois mil e dezoito anos d.C. vivemos o fim do mundo? Depende de que fim se fala! Não há mais conforto em certas formas de lidar com o ensino e a aprendizagem. Professores e estudantes parecem incomodados com o sistema educacional. Por que será?
Se lembrarmos da escola há cerca de trinta e poucos anos, em uma sala de aula do antigo segundo grau (hoje ensino médio) o professor, praticamente a única fonte de informações disponível, expunha seu conteúdo e, para que esse conhecimento fosse ainda mais absorvido, lançava mão de um trabalho para casa. “TRAGAM NA PRÓXIMA SEMANA UM TRABALHO EM FOLHA DE PAPEL ALMAÇO PAUTADA COM NO MÍNIMO QUATRO PÁGINAS SOBRE O ASSUNTO DA AULA DE HOJE. FAÇAM A CAPA COM PAPEL SEM PAUTA”. Esse brado era ouvido frequentemente naquela época! Alunos e alunas buscavam nas fontes de informação disponíveis, geralmente  revistas e jornais que tinham em casa,  enciclopédias ou, por fim, a biblioteca da cidade. No dia marcado, lá estavam várias e várias folhas de papel cheias de conhecimentos para o professor avaliar e comprovar a absorção mais efetiva do conhecimento.

Mudanças na educação

De lá para cá, algumas mudanças ocorreram e gostaria de destacar duas que parecem transformar as nossas relações de aprendizagem. A primeira é a forma de acesso à informação e acaba por influenciar diretamente a segunda, que é a forma de abordagem, o método.
Pois bem, nos últimos anos, nossa rede de informações ampliou-se assustadoramente e as revistas, os jornais, TVs, rádios e bibliotecas ganharam a companhia da grande rede mundial denominada WWW (World Wide Web), sistema em hipermídia que é a reunião de várias mídias interligadas por sistemas eletrônicos de comunicação e executadas na internet. A tradução literal de World Wide Web é “teia em todo o mundo" ou “teia do tamanho do mundo" e indica a potencialidade da internet, capaz de conectar o mundo como se fosse uma teia.
E agora? O sistema educacional vê-se emaranhado, envolvido e às vezes julga-se “preso” nessa teia de informação e conhecimento com características rizomáticas e que o coloca em “cheque”, logo ele, a raiz do conhecimento. Como assim? Como assim a escola, a universidade e o professor não serem mais as FONTES de informação dos alunos? Como lidar com essa transformação que não marcou hora e muito menos mandou aviso de chegada, que adentrou sem bater à porta e sem ao menos pedir licença? Seria o fim da transmissão da informação como única metodologia do sistema educacional?

Metodologias ativas e a nova função das escolas

Na era da sociedade em rede em que há abundância de informação com acesso muito facilitado, a escola e a universidade começam a perceber que suas funções sociais precisam ser reavaliadas. Se no passado recente eram tidas como um oásis no deserto, precisam agora lidar com um dilúvio de informações e ajudar os estudantes a nadar/surfar nas redes digitais de informação e comunicação.
Nesse contexto, somente transmitir informação deixa de ter sentido e passa a ser interessante aprender a lidar com ela a ponto de transformá-la em conhecimento. Com metodologias ativas, o foco deixa o conteúdo (a informação) e apega-se à aprendizagem e ao estudante. Transmitir ainda tem o seu valor, mas somente essa estratégia não dá mais conta da tecitura de conhecimentos constantes e mutantes.
Novas formas de ensinar emergem conjuntamente às novas formas de aprender. Com as metodologias ativas pode ser facilitado o compartilhamento de saberes e fazeres e o professor transmissor de informações passa também a construir e a tecer conhecimentos com sua atenção voltada para a aprendizagem e para o aprendiz.
Por isso, adquirir conhecimento e se capacitar na área lhe ajudará a perceber o porquê e o como aplicar metodologias ativas, que não são nenhum fim do mundo, mas, pelo contrário, vêm somar ainda mais a sua prática docente.
Autor:
SANDRO RIBEIRO
Educador físico
Doutorando em Educação. Mestre em Ensino de Ciências da Saúde e do Meio Ambiente (UNIFOA), Especialista em Design Instrucional para o EAD Virtual (UNIFEI), Especialista em Escolas de Horário Integral (UERJ), Especialista em Educação Motora (UNIFOA/UNICAMP). Google Certified Educator e Microsoft Inovator Educator.

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