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9 de mar de 2017

Professor que coordenava projeto crítico à ditadura militar é desligado da Escola Costa e Silva


Professores usaram camiseta em apoio a José Luis, que diz ter sido desligado por coordenar projeto de crítica à ditadura | Foto: Guilherme Santos/Sul21
Fernanda Canofre
“Fora mordaça, fica Zé”. Assim professores reunidos na assembleia geral do Cpers – o sindicato dos professores estaduais do Rio Grande do Sul – cantavam em apoio a José Luis Morais, nesta quarta-feira (08). “Zé”, como o professor de História é chamado pelos colegas, recebeu o anúncio de seu desligamento da Escola Estadual Presidente Costa e Silva, no dia 02 de março, depois de quase oito anos de atividades.
Em 2009, logo que entrou na escola, José Luis começou a coordenar, junto a outros professores de História, o projeto “De Costa para a Ditadura”. A ideia era questionar o nome do presidente escolhido para “homenagear” na escola, que não é a única de Porto Alegre a carregar este nome. Artur da Costa e Silva, segundo presidente da ditadura militar, foi quem promulgou o Ato Institucional 5, com poderes de fechar o Congresso Nacional e cassar adversários políticos. Sua era deu início ao período mais duro da repressão no país. Além da escola no bairro Medianeira, onde José Luis lecionava, há outra na Zona Norte da Capital.

Professor já teria debatido questão com representante da CRE no ano passado | Foto: Guilherme Santos/Sul21
A forma encontrada pelo grupo de professores para protestar foi ignorar o nome da escola. Nos cabeçalhos de provas e trabalhos colocavam apenas “Escola Estadual”, “Escola Estadual Ditador Costa e Silva”, ou mais recentemente “Escola Estadual Edson Luis”, nome escolhido pelos próprios alunos em homenagem ao estudante morto pela Polícia Militar do Rio de Janeiro durante o governo Costa e Silva, em março de 1968. Durante a ocupação da escola, no ano passado, uma faixa com o nome eleito pelos estudantes chegou a ser colocada em frente ao prédio.
Quando recebeu o anúncio de que estava sendo dispensado do quadro de professores da escola, segundo José Luis, a justificativa do diretor foi seu envolvimento com o projeto. “O diretor disse que estava disponibilizando minha contratação pelo fato do fazer pedagógico em cima da questão da ditadura militar. A crítica e todo o processo que se constrói, estavam criando problemas na escola, na visão dele”, conta o professor.
José Luis diz ainda que, em novembro do ano passado, depois de uma visita de representantes da 1ª Coordenadoria Regional de Educação à escola, já havia sentido que poderia ter problemas no ano letivo de 2017. Ao professor de História, a representante da CRE teria dito que “como professores, eles deveriam esquecer o passado porque quem vive de passado é museu”.
“Se eu tenho uma escola cujo nome é Costa e Silva, justamente aí que eu tenho que trabalhar esta questão (…) Ela falou que a escola não pode ter partidarização, que temos de olhar todos os lados. Claro que temos de olhar todos os lados, mas eu também preciso ter posicionamento e poder falar sobre o que está acontecendo”, defende o professor.
O desligamento de José Luis foi “facilitado” por ele não ser professor concursado na escola. Ele tinha um contrato de 20 horas por nomeação e mais 20 horas por convocação. Dois regimes que facilitam a dispensa.
Para os professores que seguem na escola e que pretendem continuar com o projeto, a CRE avisou que ele terá de ser homologado junto à Coordenadoria para então passar por aprovação. Nos cinco anos anteriores, isto nunca havia sido exigido, segundo os professores.
“[O projeto] é justamente para evitar que a gente viva momentos de mordaça, como foi na ditadura, como a gente está agora vendo de novo. Esse momento de democracia está bem fragilizado, é uma opção política da 1ª CRE dizer que é por causa disso, para enfrentar o projeto e nossa atividade pedagógica. Nos mandar esquecer o passado, é uma tentativa de nos constranger”, diz a professora de História, Silvia Ehlers, colega de José Luis na Costa e Silva.

Em ato simbólico, alunos mudam nome da Costa e Silva para Edson Luis, estudante morto pela ditadura em 1968 | Foto: Facebook/Ocupa Costa
Logo que soube de seu desligamento, José Luis escreveu um desabafo em seu perfil pessoal no Facebook sobre a situação. “Quando propomos o debate da questão da Ditadura no Brasil, buscamos não fazê-lo de forma mecânica, dentro de um jogo de perguntas e respostas. Problematizamos e buscamos a reflexão e antes de mais nada, respeitamos o conhecimento ao que nosso aluno tem direito, dentro de uma escola pública, laica e de qualidade. Quando propomos a mudança “de forma simbólica” do nome da escola, problematizamos a questão”.
A reportagem tentou entrar em contato com a 1ª Coordenadoria Regional de Educação, que disse estar ciente do assunto, mas não obteve retorno.

18 de set de 2013

Mexe a cadeira – na sala de aula: Vinny quer deixar de ser cantor para ser professor de filosofia




Mexe a cadeira – na sala de aula: Vinny quer deixar de ser cantor para ser professor de filosofia 
Por Cláudia Garcia (Y!)

Eu sei, eu sei. A tentação que você pode ter em cair na risada e soltar todo o veneno disponível é grande.

Mas a verdade é que Vinny, o cantor da eterna e grudenta “Heloísa, Mexe a Cadeira”, e de outras como “Uh! Tiazinha” e “Te encontrar de novo” se formou em Filosofia e agora está embarcando em um mestrado na Argentina. E mais: ele pretende largar os palcos para assumir tablado, giz e lousa.

Francamente, como colega de profissão, digo que é um ato de coragem escolher estar na Educação. Ainda mais quando, a qualquer momento, um aluno ou pai pode se dar conta de que a aula é com um músico que não goza do status de Cult.

Poupe seu arsenal de “É o fim do mundo o Vinny em uma sala de aula”. Pelo que tudo indica, ele segue firme academicamente – um mestrado fora do país não é exatamente qualquer pangaré que consegue. Além disso, entra uma outra questão polêmica em pauta: ele quer ser professor, ou pelo menos tentar. Isso signifca, por exemplo, que ele está na frente de muita gente que eu vejo entrando em cursos de Licenciatura – inclusive na Unicamp, onde estudo – que afirma com um ar pedante e pretensioso “Eu não vou dar aula. Só em Universidade.” Perdoem-me o desdém, mas quem entra em um curso de Licenciatura sem querer dar aula tem mesmo que ficar fora da sala de aula, tanto pelo desdém desmedido quanto pela fala de interpretação do nome do curso.

Nisso, eu defendo Vinny: nada garante que ele possa ser mau professor. Isso não garante que ele será bom, mas, enquanto isso, nada de jogar pedras, ainda mais se for só por causa daquelas músicas que são do estilo “Finjo-que-odeio-mas-sei-a-letra-e-danço-que-nem-louco-quando-toca”. Dizer que isso tudo é um absurdo por causa das músicas que ele fez é preconceito puro e simples. A vontade dele de dar aula e de estudar se sobrepõe ao que ele possa ter feito de tão mau assim (se é que umas músicas meio duvidosas depõem tanto assim, eternamente, contra alguém).

Para enfatizar que o Vinny não merece ser tão escorraçado quanto é, uma das colaboradoras aqui do Literatortura, a Clariana Touza, vai compartilhar a experiência que ela teve com o Vinny, enquanto ele era plantonista do colégio em que ela estudava:

Em 2008/ 2009, eu cursava o básico no Ensino Médio em um colégio particular no subúrbio do Rio de Janeiro e certo dia minha turma entrou na classe para a aula de Filosofia/ Sociologia com o professor Marcelo, que disse que queria conversar conosco sobre o futuro estagiário que nos acompanharia por um tempo e afirmou que havia um problema em relação a isso.

Ele explicou de forma muita clara que se tratava de uma pessoa famosa e que naquela momento, era apenas um estudante de Filosofia e que devíamos tratá-lo como tal. Todos concordaram e dias depois, o Vinny entra no meio da nossa aula e vira o caos. O professor o apresenta e todos muito simpáticos, o tratam super bem, mas acabam levando para o lado Vinny, o dono do hit “Mexe a cadeira”. Ouviam-se baixinho alunos cantando “Mexe a cadeira” e meninas agitadas por ter um famoso em sala. Comportamento esperado, apesar do pedido do Marcelo.

Vinny, uma pessoa extremamente simples e simpática, parecia um pouco contrariado em ser tratado como Vinny, o cantor, e não como um mero estudante, mas apesar disso, cedeu aos pedidos de tirar fotos com toda a turma. Confesso que não sei o nome do Vinny e suponho que seja Vinicius, mas ninguém parecia de fato interessado em conhecê-lo melhor, já que o que importava era ele enquanto famoso. Ele falava pouco, era quieto, mas sempre conversava com as pessoas quando elas puxavam papo e ele parecia detestar aquela atenção toda direcionada a ele.

Como estagiário, era interessado, prestava atenção a tudo o que era dito, fazia anotações, respondia e levantava questões; era um universitário bastante aplicado que tinha que lidar com o “peso” de ter sido cantor de hits e músicas, digamos, nem tão filosóficas assim.

O conheci um pouco melhor e tive contato com esse lado não famoso dele e me parecia ser um pouco frustrante para ele não conseguir quebrar esse elo, visto que as pessoas se prendem a esses detalhes.

Alguns alunos da minha classe, quase o ignoravam, assim como faziam com qualquer outro estagiário que passava por ali, mas os mais vedetes se deixam seduzir. Havia um esforço muito grande da parte do professor em romper essa barreira de ex- cantor e fazer com que ele fosse visto de forma mais séria por todos, e Vinny parecia ser muito grato a essa atitude dele, afinal ele estava ali porque estava interessado em dar aulas de Filosofia.

1 de ago de 2011

Vale a pena conferir - INSERÇÃO DE VALORES HUMANOS NOS CURRÍCULOS ESCOLARES


INSERÇÃO DE VALORES HUMANOS nos currículos escolares

Estamos vivendo um momento importante que pode ser o marco inicial para mudanças estruturais em nosso país, embora a médio e longo prazo.
O tempo passa, os anos se sucedem, reacendendo esperanças nos corações, mas tudo continua como antes, porque mudam-se os atores em cena, mas a mentalidade permanece a mesma já que os valores não mudaram, permeados como se encontram por desonestidade, violência, injustiça, corrupção desenfreada, falta de ética, de respeito, pelo "dar-se bem", etc., mantendo o país mergulhado nessa situação que, além de vergonhosa, gera muito sofrimento a milhões de pessoas.

Qual seria então, a solução?
Mudar a mentalidade vigente.

Isto pode ser feito começando-se a ensinar Valores Humanos, ou seja, honestidade, não violência, ética, justiça, verdade, solidariedade, afetividade, respeito, etc., às novas gerações, por serem as mais acessíveis e por poderem receber esses ensinamentos através dos professores, em sala de aula. Serão mudanças lentas, mas de forma sistemática e progressiva.

A oportunidade é agora, porque o Conselho Nacional de Educação – CNE está promovendo um louvável debate, em nível nacional, visando inserir a disciplina Direitos Humanos nos currículos escolares do ensino básico e superior.

Este é o momento, portanto, de ser pleiteada a inclusão do ensino de Valores Humanos, nesse debate.
O ensino de Direitos Humanos, mesmo sendo muito importante, não alcança a essência das necessidades educativas do ser humano. Informa, mas não forma o caráter.
Já, o aprendizado de Valores Humanos gera transformações interiores, criando alicerces mais sólidos a se refletirem nas atitudes. É recurso único para formar cidadãos que poderão vir a realizar uma sociedade mais pacífica, mais justa e mais feliz.
 O ensino de Valores Humanos em todas as escolas do país será uma ação a frutificar em médio e longo prazo, mas de forma sistemática e progressiva. Não dará mais despesas à nação, e é de fácil implementação pelas escolas, posto que já existem excelentes conteúdos, inteiramente gratuitos (via Internet) para o ensino desses valores em sala de aula.
Pensemos na importância das crianças e dos jovens estarem recebendo diuturnamente ensinamentos sobre Valores Humanos, aprendendo também a olhar o outro com um olhar de acolhimento, de paz, que são os fundamentos da não violência, e a admirar e a amar a natureza e a vida, em todas as suas expressões.
Nosso país está precisando urgentemente dessas MUDANÇAS na mentalidade vigente, se quisermos um futuro melhor para nós e para nossos descendentes.
Se concorda com o exposto, pedimos que colabore da forma como lhe for possível.
Pode fazê-lo da maneira mais simples, divulgando esta a seus contatos e enviando o texto para os jornais de sua cidade, difundindo a idéia.
Mas pode atuar de forma bem mais produtiva, levando-a a alguém que possa influir junto aos que têm poder de decisão nessa questão, ou seja: membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, do Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos, de Secretários Estaduais de Educação, políticos, etc..
Pode ainda levá-la a dirigentes de escolas, a secretarias de educação, etc., que poderão adotar o ensino desses valores em sala de aula, mesmo sem estarem ainda incluídos nos currículos oficiais.
Quanto maior o número de pessoas que divulguem este movimento, que falem com aqueles que podem decidir essa questão, que enviem e-mails a seus contatos... maiores serão as possibilidades de conseguirmos a inclusão do ensino de Valores Humanos nos currículos escolares.
A sua colaboração pode ser fundamental para que esta campanha possa vir a se transformar num grande movimento a desencadear um processo de mudanças estruturais em nosso país.

Atenciosamente,

Equipe do Projeto Sócio-Educativo Cinco Minutos de Valores Humanos para a Escola, disponibilizado gratuitamente pela Internet:
Tel. 85 3249-6812


4 de fev de 2009


Família moderna : desafios e prioridades

• Família e amor maternal na visão de Pestalozzi, Comenius, Rosseau e a visão espírita de família.

• Educação integral, educação para humanidade, educação dos sentidos e educação do Espírito

• Psicologia e família: mãe - o adulto significativo

• Pedagogia Espírita e Educação Familial - Uma proposta Educacional vista pela Pedagogia Espírita

Professora Cláudia Mota é graduada em letras pela UNESP, pós graduada em Pedagogia Espírita e professora da rede pública e privada há 15 anos, coordenadora adm. e sócia fundadora da ABPE; participa do programa Educação para todos na Rádio Boa Nova.

Aguardamos sua inscrição até 11/02/09. Por favor, ajude-nos a divulgar.



20 de out de 2008

Blogagem Coletiva - Cecília Meirelles - 07/11







Photobucket


Blogagem proposta pela Leonor Cordeiro do blog Na Dança das Palavras,pelo aniversário do nascimento da escritora Cecília Meireles. Ajude-nos a divulgar a poesia dessa grande cidadã brasileira que fez de sua vida um hino de amor à arte e à educação.

Como participar ?


1.Leve o selinho da blogagem para o seu blog.

2. Deixe aqui o nome do seu blog para que ele faça parte da lista dos blogs participantes.

3. No dia 7 de novembro escolha um poema da Cecília para uma postagem especial.


Quem foi Cecília Meirelles?
Texto retirado do site Releituras

Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides. Escreveria mais tarde:

"Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno.

(...) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade.

(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."

Conclui seus primeiros estudos — curso primário — em 1910, na Escola Estácio de Sá, ocasião em que recebe de Olavo Bilac, Inspetor Escolar do Rio de Janeiro, medalha de ouro por ter feito todo o curso com "distinção e louvor". Diplomando-se no Curso Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro, em 1917, passa a exercer o magistério primário em escolas oficiais do antigo Distrito Federal.

Dois anos depois, em 1919, publica seu primeiro livro de poesias, "Espectro". Seguiram-se "Nunca mais... e Poema dos Poemas", em 1923, e "Baladas para El-Rei, em 1925.

Casa-se, em 1922, com o pintor português Fernando Correia Dias, com quem tem três filhas: Maria Elvira, Maria Mathilde e Maria Fernanda, esta última artista teatral consagrada. Suas filhas lhe dão cinco netos.

Publica, em Lisboa - Portugal, o ensaio "O Espírito Vitorioso", uma apologia do Simbolismo.

Correia Dias suicida-se em 1935. Cecília casa-se, em 1940, com o professor e engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira Grilo.

De 1930 a 1931, mantém no Diário de Notícias uma página diária sobre problemas de educação.

Em 1934, organiza a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro, ao dirigir o Centro Infantil, que funcionou durante quatro anos no antigo Pavilhão Mourisco, no bairro de Botafogo.

Profere, em Lisboa e Coimbra - Portugal, conferências sobre Literatura Brasileira.

De 1935 a 1938, leciona Literatura Luso-Brasileira e de Técnica e Crítica Literária, na Universidade do Distrito Federal (hoje UFRJ).

Publica, em Lisboa - Portugal, o ensaio "Batuque, Samba e Macumba", com ilustrações de sua autoria.

Colabora ainda ativamente, de 1936 a 1938, no jornal A Manhã e na revista Observador Econômico.

A concessão do Prêmio de Poesia Olavo Bilac, pela Academia Brasileira de Letras, ao seu livro Viagem, em 1939, resultou de animados debates, que tornaram manifesta a alta qualidade de sua poesia.

Publica, em 1939/1940, em Lisboa - Portugal, em capítulos, "Olhinhos de Gato" na revista "Ocidente".

Em 1940, leciona Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas (USA).

Em 1942, torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro (RJ).

Aposenta-se em 1951 como diretora de escola, porém continua a trabalhar, como produtora e redatora de programas culturais, na Rádio Ministério da Educação, no Rio de Janeiro (RJ).

Em 1952, torna-se Oficial da Ordem de Mérito do Chile, honraria concedida pelo país vizinho.

Realiza numerosas viagens aos Estados Unidos, à Europa, à Ásia e à África, fazendo conferências, em diferentes países, sobre Literatura, Educação e Folclore, em cujos estudos se especializou.

Torna-se sócia honorária do Instituto Vasco da Gama, em Goa, Índia, em 1953.

Em Délhi, Índia, no ano de 1953, é agraciada com o título de Doutora Honoris Causa da Universidade de Délhi.

Recebe o Prêmio de Tradução/Teatro, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, em 1962.

No ano seguinte, ganha o Prêmio Jabuti de Tradução de Obra Literária, pelo livro "Poemas de Israel", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

Seu nome é dado à Escola Municipal de Primeiro Grau, no bairro de Cangaíba, São Paulo (SP), em 1963.

Falece no Rio de Janeiro a 9 de novembro de 1964, sendo-lhe prestadas grandes homenagens públicas. Seu corpo é velado no Ministério da Educação e Cultura. Recebe, ainda em 1964, o Prêmio Jabuti de Poesia, pelo livro "Solombra", concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

Ainda em 1964, é inaugurada a Biblioteca Cecília Meireles em Valparaiso, Chile.

Em 1965, é agraciada com o Prêmio Machado de Assis, pelo conjunto de sua obra, concedido pela Academia Brasileira de Letras. O Governo do então Estado da Guanabara denomina Sala Cecília Meireles o grande salão de concertos e conferências do Largo da Lapa, na cidade do Rio de Janeiro. Em São Paulo (SP), torna-se nome de rua no Jardim Japão.

Em 1974, seu nome é dado a uma Escola Municipal de Educação Infantil, no Jardim Nove de Julho, bairro de São Mateus, em São Paulo (SP).

Uma cédula de cem cruzados novos, com a efígie de Cecília Meireles, é lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ), em 1989.

Em 1991, o nome da escritora é dado à Biblioteca Infanto-Juvenil no bairro Alto da Lapa, em São Paulo (SP).

O governo federal, por decreto, instituiu o ano de 2001 como "O Ano da Literatura Brasileira", em comemoração ao sesquicentenário de nascimento do escritor Silvio Romero e ao centenário de nascimento de Cecília Meireles, Murilo Mendes e José Lins do Rego.

Há uma rua com o seu nome em São Domingos de Benfica, uma freguesia da cidade de Lisboa. Na cidade de Ponta Delgada, capital do arquipélago dos Açores, há uma avenida com o nome da escritora, que era neta de açorianos.

Traduziu peças teatrais de Federico Garcia Lorca, Rabindranath Tagore, Rainer Rilke e Virginia Wolf.

Sua poesia, traduzida para o espanhol, francês, italiano, inglês, alemão, húngaro, hindu e urdu, e musicada por Alceu Bocchino, Luis Cosme, Letícia Figueiredo, Ênio Freitas, Camargo Guarnieri, Francisco Mingnone, Lamartine Babo, Bacharat, Norman Frazer, Ernest Widma e Fagner, foi assim julgada pelo crítico Paulo Rónai:

"Considero o lirismo de Cecília Meireles o mais elevado da moderna poesia de língua portuguesa. Nenhum outro poeta iguala o seu desprendimento, a sua fluidez, o seu poder transfigurador, a sua simplicidade e seu preciosismo, porque Cecília, só ela, se acerca da nossa poesia primitiva e do nosso lirismo espontâneo...A poesia de Cecília Meireles é uma das mais puras, belas e válidas manifestações da literatura contemporânea.


Bibliografia:

Tendo feito aos 9 anos sua primeira poesia, estreou em 1919 com o livro de poemas Espectros, escrito aos 16 e recebido com louvor por João Ribeiro.

Publicou a seguir:

Criança, meu amor, 1923
Nunca mais... e Poemas dos Poemas, 1923
Criança meu amor..., 1924
Baladas para El-Rei, 1925
O Espírito Vitorioso, 1929 (ensaio - Portugal)
Saudação à menina de Portugal, 1930
Batuque, Samba e Macumba, 1935 (ensaio - Portugal)
A Festa das Letras, 1937
Viagem, 1939
Vaga Música, 1942
Mar Absoluto, 1945
Rute e Alberto, 1945
Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1949 (biografia de Rui Barbosa para crianças)
Retrato Natural, 1949
Problemas de Literatura Infantil, 1950
Amor em Leonoreta, 1952
Doze Noturnos de Holanda & O Aeronauta, 1952
Romanceiro da Inconfidência, 1953
Batuque, 1953
Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955
Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955
Panorama Folclórico de Açores, 1955
Canções, 1956
Giroflê, Giroflá, 1956
Romance de Santa Cecília, 1957
A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957
A Rosa, 1957
Obra Poética,1958
Metal Rosicler, 1960
Poemas Escritos na Índia, 1961
Poemas de Israel, 1963
Antologia Poética, 1963
Solombra, 1963
Ou Isto ou Aquilo, 1964
Escolha o Seu Sonho, 1964
Crônica Trovada da Cidade de Sam Sebastiam no Quarto Centenário da sua Fundação Pelo Capitam-Mor Estácio de Saa, 1965
O Menino Atrasado, 1966
Poésie (versão para o francês de Gisele Slensinger Tydel), 1967
Antologia Poética, 1968
Poemas italianos, 1968
Poesias (Ou isto ou aquilo & inéditos), 1969
Flor de Poemas, 1972
Poesias completas, 1973
Elegias, 1974
Flores e Canções, 1979
Poesia Completa, 1994
Obra em Prosa - 6 Volumes - Rio de Janeiro, 1998
Canção da Tarde no Campo, 2001
Episódio humano, 2007

Teatro:

1947 - O jardim
1947 - Ás de ouros
Observação: "O vestido de plumas"; "As sombras do Rio"; "Espelho da ilusão"; "A dama de Iguchi" (texto inspirado no teatro Nô, arte tipicamente japonesa), e "O jogo das sombras" constam como sendo da biografada, mas não são conhecidas.

OUTROS MEIOS:

1947 - Estréia "Auto do Menino Atrasado", direção de Olga Obry e Martim Gonçalves. música de Luis Cosme; marionetes, fantoches e sombras feitos pelos alunos do curso de teatro de bonecos.

1956/1964 - Gravação de poemas por Margarida Lopes de Almeida, Jograis de São Paulo e pela autora (Rio de Janeiro - Brasil)

1965 - Gravação de poemas pelo professor Cassiano Nunes (New York - USA).

1972 - Lançamento do filme "Os inconfidentes", direção de Joaquim Pedro de Andrade, argumento baseado em trechos de "O Romanceiro da Inconfidência".


Dados obtidos em livros da autora e sobre ela, e no site do Itaú Cultural.
Fonte pesquisada: Releituras

15 de out de 2008

Quem disse que eu não me lembrei que hoje é dia do professor? uma data para se comemorar ou para se esquecer?


Hoje é dia dos professores... legal, parece que ninguém se lembra do quanto esse profissional foi e é importante para o crescimento do País e do próprio ser enquanto indivíduo.

Foi, pois cada um de nós teve a mão amiga a guiar-lhes nas primeiras letras e no incentivo, ainda que severo, à persistir no caminho do estudo e finalmente seguir uma profissão. É, pois acredito que o papel do professor vai além das salas de aulas - o professor (pelo menos deveria de ser) o primeiro a formar a opinião das pessoas. Entretanto, não é o que vem acontecendo.

Estamos vivendo um período no Brasil o qual nós mesmos submetemos nossa cultura e nossa profissão ao descaso e ao desrespeito. Nós mesmos não nos apoiamos, não nos ajudamos, preferimos lecionar uma matéria de qualquer jeito ao invés de planejarmos, dedicadamente novos passos, atendendo às necessidades dos mais variados tipos de alunos.

A desculpa é que nossos salários são baixos, o que é argumento para não se aperfeiçoar, para não sair do atraso. Entretanto, se são ofertados cursos de capacitação docente ou possibilidades de ampliar o currículo, orgulhosamente dizemos que já cursamos faculdade e que, "de lá prá cá, pouca coisa mudou".

Será que pouca coisa mudou mesmo? o que dizer das novas metodologias na educação, das tecnologias educacionais e mesmo o que dizer do comportamento de nossa sociedade, de nossas crianças e adolescentes? O que dizer dos novos conceitos de família? O que hoje um professor pode fazer para melhorar a sua qualidade de ensino se ele mesmo não se dedica a si mesmo? não se melhora preso ao estigma medieval da cópia e da repetição, ou seja, copia dos outros professores e repassa aos alunos? Seria esse o papel do professor?

E a sociedade? qual o valor que ela dá ao profissional de educação? recentemente, numa matéria da Revista Veja, vi o retrocesso que alguns jornalistas propõem ao compararem a teoria de Paulo Freire à um romantismo exacerbado, o qual, na visão desses, seria impossível pensar numa proposta educacional. O que dizer então, de alguns jornalistas que pregam em seus blogs o retorno a uma educação tradicional, com direito a castigos e austeridade pelo professor? teríamos mesmo motivos para comemorar ou para esquecer?

Que os jornalistas entre outros profissionais que falam sobre educação me desculpem, porém não consigo conceber um profissional que queira falar de educação sem ter a mínima noção do cotidiano das escolas e que nunca tenha lecionado nenhum ano, pois tal em como qualquer carreira, na teoria é tudo muito fácil, na prática nem tanto...

Constantemente os professores são taxados de incompetentes. Certa vez, num bate papo informal, me perguntaram a minha profissão e eu respondi - professora e pedagoga - um dos convidados, um engenheiro se não me engano, me mandou: viu? não quis estudar!!! perguntei para ele como ele chegou até o ensino superior e se ele é quem lecionava aos seus dois filhos... ele ficou sem ter o que responder. Acredito que este seja o novo estigma de nossa sociedade, ofender à aqueles que não têm a menor condição de se defender.

Um professor que hoje ganhe R$830,00, aproximadamente, precisa se deslocar em duas escolas, atendendo no mínimo à 7 turmas dos 7 anos da Educação Básica, em média com 30 alunos em cada turma, onde ele precisa preparar conteúdos, corrigir e elaborar provas, testes e trabalhos e estar atento à reuniões e incompreensões de Pais e membros da diretoria das escolas... isso sem contar quando o colégio é particular, o atrso no pagamento, as feiras de ciências, de cultura, de artes, semana disso, daquilo e daquilo outro... Um profissional de qualquer àrea deveria de ler pelo menos 10 livros de didática e teoria educacional para ter algum respaldo pedagógico antes de se propôr a escrever ou falar sobre educação. A educação é feita no dia a dia das escolas, das famílias e da sociedade para o dia a dia das mesmas.

Portanto, hoje é dia do professor até a meia noite. Se você ao ler este post lembrou-se daquele sujeito de olhar cansado, mãos bonitas, mas àsperas, voz eloqüente e pensamento objetivo, deseje-o um Feliz Dia do Professor , pois afinal de contas, ser professor é preparar o futuro de quem um dia será igual à mim ou igual à você!!

Abraços Fraternos

Semíramis Alencar

27 de mar de 2008

Afinal, somos apenas outro tijolo no muro...


Esta semana deixei fluir minha alma roqueira-reflexiva para lavrar algumas idéias pedagógicas sobre as formas de educação durante boa parte do século XX, antes (e mesmo bastante tempo depois) dos mais importantes estudos pedagógicos e psico-sociológicos já cientificamente comprovados.

Estava revendo o clássico filme The Wall de Alan Parker e Roger Waters (Pink Floyd). Lembro-me da primeira vez que o vi e, tal como na música tema, Another brick in the wall, lembro-me de alguns professores de minha vida escolar: como as relações entre professores e alunos podiam ser tão distantes? Eu e muitos colegas, tal como o protagonista Pink, também tivemos nossos poemas e redações ridicularizados na sala de aula (isso no Brasil dos anos 80 onde a recém descoberta teoria construtivista estava anos-luz das escolas públicas) não havia diálogo, mas gritos de "ô diabo!" ou a crescente incapacidade de ter a profissão (missão) professor como algo mais do que sobreviver.

O engraçado é que ainda hoje, com todas as teorias educacionais, inovadoras propostas pedagógicas e revolucionárias técnicas didáticas, encontro relatos desse tipo. Professores inconformados com sua função que encontram na escola apenas uma fonte insuficiente ou temporária de recursos financeiros, fazendo com que seus alunos sejam alvo de sua ira e frustração por não conseguirem atingir suas metas sonhadas.

Em pleno século XXI encontramos alunos amordaçados pelo medo de dizer o que pensam. Algemados na imobilidade condicionante de uma desconfortável carteira, sem atividades extra-classe ou mesmo de uma aula ao ar livre, recursos interessantes que poderiam proporcionar enriquecedores momentos de aprendizagem para ambos - professores e alunos - porém, me esqueci, estamos falando de professores que mal disfarçam seu desgosto por suas próprias vidas, presos às pesadas bigornas do cumprimento ipsis literis de seu currículo, no cansativo cuspe e giz que faz muita gente dormir sono pesado.

E para quem pensa que eles estão apenas nas salas da Educação Básica, se enganou. Alguns desses baluartes da educação estão respeitosamente sentados nas grandes mesas das universidades federais, estaduais e particulares, usando a armadura reluzente de seus títulos empoeirados de stricto e lato sensu, desrespeitando o livre pensamento e a capacidade de aprendizagem de seus graduandos. São senhores e senhoras sinistros, de linguagem complexa e erudita que, se bem analisada, não passa da simples constatação do óbvio.

Ao verem um aluno trazer uma experiência ou um questionamento proveniente de uma observação própria, esses senhores do saber se põem a rechaçar a questão e o ato questionador do aluno. Se este apresenta um argumento plausível, emaranham-se em explicações complexas e verborrágicas, onde dão por encerradas qualquer sombra de razão à questão, vindo mais tarde promover suas teses e fabulosos artigos em cima deste ou daquele questionamento formulados por seus pupilos. Muito conveniente, não?

Claro que nem todos os professores, sejam eles de Educação Básica ou de Ensino Superior adotam essa conduta sarcástica. Muitos são verdadeiros representantes da educação libertadora que sonhamos, empenham-se ao máximo para trazerem às salas de aula, elementos enriquecedores, atuais, práticos e inovadores que tragam, à um só tempo, liberdade de exprimir as idéias de acordo com o seu próprio entendimento, por sua visão de mundo, em diálogos e trocas de informações com outros colegas. Esses educadores não revolucionam só o saber de sua disciplina em si, antes promovem a inovação e o interesse destes educandos no curso como um todo.

No entanto, minha análise parte do pressuposto de que os senhores do saber são os que melhores colocações têm nas diversas universidades e escolas, posto que com seus títulos e sua fluência verborrágica, conseguem iludir aos coordenadores e diretores dessas IE´s. Não, não quero crer que tudo esteja baseado no mesquinho jogo de interesses, onde só haja a contratação desses detentores do saber, em nome de uma pseudo-seriedade de suas instituíções.

Não. Prefiro acreditar que os educadores de fato estão saindo da educação por pura falta de oportunidades... quem ama ensinar, ensina por qualquer salário acima do mínimo (R$450, 00 não dá para nada, não é?) ou mesmo porque perderam a esperança no sistema educacional brasileiro.

Entretanto, a questão continua não sendo o salário (se pago) e sim a crescente falta de colocação dos bons professores no mercado. Tal como nossos alunos, estamos acuados, sendo silenciados e brutalmente condenados a implodir o muro de nossos próprios ideais.
Um abraço aos educadores do Brasil

Semíramis

14 de out de 2007

A Importância de brincar


Brincar é uma arte. É a arte que a criança desenvolve com sua imaginação. As pessoas se transformam quando criam. Assim, a transformação da criança ocorre em meio ao cotidiano quase sempre repleto de reprimendas e censuras que a convida a adolescer.
Sabendo que a criança não está preparada para lidar com a frustração, se desanimando rapidamente quando percebem uma dificuldade de aprendizagem, o brinquedo poderá ser de grande valia para a estimulação do processo de aprendizagem, se usado como apoio pedagógico.
No entanto, é imprescindível o apoio e a participação ativa de pais e professores que contribuirão para a melhora da criança.
A família deve participar da vida escolar da criança bem como do espaço físico da escola, onde eles se integrarão com professores e outros pais para melhor debater acerca das possibilidades de estímulos para seus filhos.
O professor, sempre que observar qualquer dificuldade deverá sempre observar e questionar o comportamento da criança.
Cabe ao professor ainda ter um objetivo definido para estimular a atividade com brinquedos. O brinquedo obriga a criança a pensar, o brincar pedagógico exige atenção e orientação do professor. Quanto mais a criança brincar, mais abrangente será sua aquisição de linguagens e conceitos.
Trabalhar a carência afetiva é importante para o crescimento da criança. Com os brinquedos podemos fazer com que ela apreenda os conhecimentos, de forma socializada e estando feliz, uma vez que ela está fazendo o que mais gosta.
O brincar é uma atividade vital para a criança, é a maneira pela qual ela descobre seu mundo, levanta hipóteses, pensa e reflete sobre ele em consonância com a vida dos semelhantes. Toda criança tem no brinquedo a realidade que ela não pode viver. O brinquedo traduz para a vida real a própria realidade infantil.
Por exemplo, Quando a criança brinca de casinha ela está projetando a vida em família de várias maneiras: como ela vê sua relação com a família; como ela gostaria que fosse sua relação com a família; situações que ela já presenciou; situações que ela criou à partir de leituras ou desenhos animados.
Enfim, seja lá o que a criança esteja brincando, ela sempre levantará hipóteses, refletirá sobre os comportamentos e as ações dos adultos nos quais ela estará se espelhando para a formação de sua personalidade e seu processo de socialização.

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