4 dicas para criar cursos imersivos

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20 de fev de 2014

SP - Bolsa Universidade - 14 mil vagas




Já estão abertas as inscrições para o programa Bolsa Universidade em 2014. São cerca de 14 mil vagas, e a participação dos bolsistas terá início no dia 8 de março.  Caso não possua cadastro, o universitário deve clicar na área “candidato” do sistema e em seguida “cadastro do candidato”. Caso já tenha se cadastrado, é preciso apenas fornecer número do CPF e a senha para efetuar a inscrição.
  • Faça aqui sua inscrição no Bolsa Universidade
O Bolsa Universidade é um convênio estabelecido entre o Governo do Estado de São Paulo e as Instituições de Ensino Superior, por meio da Secretaria. A Educação custeia 50% do valor da mensalidade do curso de graduação, até o limite de R$ 500,00 (quinhentos reais), e o restante é assumido pelas Instituições de Ensino Superior.
Como contrapartida, os bolsistas desenvolvem, aos finais de semana, em escolas estaduais ou municipais (dos municípios conveniados) do Estado de São Paulo, atividades compatíveis com a natureza de seu curso de graduação, e/ou de acordo com as suas habilidades pessoais. Exemplos: aula de violão (habilidade pessoal), curso de contabilidade básica (compatível com curso de graduação).
As comunidades podem, assim, participar de atividades das mais diversas naturezas, ampliando seus horizontes culturais.
Para os universitários, o desenvolvimento de projetos junto às comunidades participantes proporciona experiências que acrescentam valores importantes à sua formação acadêmica, como a solidariedade e a responsabilidade social.

Como se inscrever?

Estudante universitário, concluinte do Ensino Médio em qualquer rede de ensino no Brasil, pode se inscrever no programa, durante o período em que as inscrições estiverem abertas.
As atividades desenvolvidas nas escolas poderão ser organizadas nos quatro eixos de atuação do Programa Escola da Família: Esporte, Cultura, Saúde e Trabalho.
Para se candidatar é preciso:
  • estar regularmente matriculado em faculdade conveniada com o Programa Bolsa Universidade;
  • não receber outra bolsa, financiamento ou similar, vindos de recursos públicos;
  • ter disponibilidade para atuar como educador universitário no Programa Escola da Família, em escolas estaduais ou municipais do Estado de São Paulo, aos finais de semana;
  • não possuir nível superior completo.
Para conhecer as faculdades conveniadas e efetuar sua inscrição, acesse o sistema

Regulamentos

9 de set de 2013

Educação de Jovens e Adultos: uma "educação para além do capital"



Educação de Jovens e Adultos: uma "educação para além do capital"

Embora o Brasil passe por um processo de crescimento econômico, ainda convivemos com uma grande desigualdade social. Este quadro reflete nos índices do Pnad (2011)
 
Dulcinéia de Fátima Ferreira Pereira 

Há exatamente um ano atrás os jornais anunciaram que "A pesquisa Pnad 2011 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) apontou que 19,2 milhões de brasileiros, com mais de dez anos de idade, não têm instrução ou estudaram menos de um ano. Que entre as pessoas com 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo é de 8,6% - o que representa 12,9 milhões de brasileiros." (21/9/ 2012 na UOL.com.br) 

Embora o Brasil passe por um processo de crescimento econômico, ainda convivemos com uma grande desigualdade social. Este quadro reflete nos índices do Pnad (2011). 

Durante muitos anos a EJA ficou à margem dos debates relacionados à Educação Nacional. Após a criação do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), no governo Lula, pudemos acompanhar uma mudança na rota das políticas públicas para a Educação de Jovens e Adultos. 

Ao incluir a EJA no sistema de financiamento da educação, o Governo Federal reconhece a educação como um direito de todos, independente da idade. Esta opção contribuiu para a criação de vários programas vinculados à Secadi (Secretraria de Educação Continuada Alfabetização, Diversidade e Inclusão) como: Programa Brasil Alfabetizado, Proeja, Projovem Urbano, Educação nas prisões. 

No entanto, não podemos nos esquecer de que analfabetismo e baixa escolaridade estão associados à desigualdade social e econômica e que, portanto, somente as pessoas pobres precisam da EJA. A meu ver, neste caso, a justiça não se faz apenas com a garantia da oferta de vagas aos jovens e adultos, historicamente excluídos da escola. 

De onde vem o meu incomodo e questionamento sobre o investimento na EJA com fortes vínculos com o mercado? 

A educação é um território de formação humana no sentido mais amplo que isto quer dizer. Na medida em que se vincula a EJA a cursos profissionalizantes, mais uma vez produzimos a exclusão, pois atuamos a favor do capital. Impedimos que jovens e adultos tenham em seu processo de formação o contato com as diversas linguagens artísticas (literatura, teatro, artes plásticas, música), com a filosofia, as ciências sociais, com experiências no campo da convivência. 

A meu ver precisamos de uma educação do jovem e do adulto, que vá além da instrumentalização técnica como preparação de mão de obra barata para o mercado. Podemos criar uma educação que considere as dimensões da vida: sobrevivência, convivência e revivência. Que produza fissuras, rupturas na lógica instituída. Mészáros chamou de uma educação "para além do capital". 

Bauman, Santos, Adorno, Freire, dentre outros, seguem dizendo que a educação que faz sentido, é aquela que nos auxilia na mudança de rota, que acorda a inquietação e indignação nos jovens. Reafirmam a necessidade de recuperarmos o inconformismo, pois a dor e o sofrimento humano estão sendo naturalizados. Na lógica do capital, o esquecimento, o individualismo e o conformismo são essenciais. 

Paulo Freire, também já dizia que educação não poderia ser vista apenas como ferramenta para a transmissão de conhecimentos e reprodução das relações de poder, mas sim como um ato político de libertação e emancipação das pessoas. Ele sempre enxergou, na relação pedagógica, uma ação política, como um movimento de criação e recriação humana. 

Considerar o educando como sujeito ou como objeto do processo, faz uma grande diferença na vida das pessoas e na reinvenção do mundo. Investir em políticas públicas de EJA atrelada à "qualificação" profissional é, de certa forma, a repetição da história. O nosso desafio é pensar a EJA como uma "educação para além do capital", como um movimento de criação. 

O Governo Federal poderia ser um pouco mais ousado e expandir a proposta do Programa Mais Educação para a EJA. Assim, os educandos e educandas poderiam optar por se envolver em atividades optativas "agrupadas em macrocampos como acompanhamento pedagógico, meio ambiente, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, prevenção e promoção da saúde, educomunicação, educação científica e educação econômica." (Mais Educação, 2013) . 

Repensar a EJA nestes termos implica também em investir em propostas formação do professor/educador de jovens e adultos inspiradas nas práticas de educação popular para além da mera escolarização. 

Dulcinéia de Fátima Ferreira Pereira é licenciada em Pedagogia, mestre e doutora em Educação pela FE-Unicamp. professora-adjunta da UFSCar-Sorocaba - Departamento de Ciências Humanas e Educação (DCHE) - membro do Grupo de Pesquisa Educação Comunidade e Movimentos Sociais (Gecoms) e-mail: dulceferreira@ufscar.br

UFSC é a quarta melhor federal no Ranking Universitário Folha 2013

ufsc-logo

UFSC é a quarta melhor federal no Ranking Universitário Folha 2013

Categoria: Notícias do Campus
Criado em 09 Setembro 2013
O jornal Folha de S. Paulo divulgou o Ranking Universitário Folha (RUF) 2013. Foram 192 instituições avaliadas em todas as regiões do país. A avaliação foi composta por cinco indicadores que, juntos, somavam 100 pontos. A Universidade Federal de Santa Catarina recebeu as seguintes pontuações: Pesquisa: 37,4 (de um total de 40) – 8ª colocação geral
Ensino: 28,8 (de um total de 32) – 6ª colocação geral
Inovação: 3,68 (de um total de 4) – 9ª colocação geral
Internacionalização: 5,21(de um total de 6) – 8ª colocação geral
Mercado: (inserção no mercado de trabalho) 16,53 ( de um total de 18) – 16ª colocação geral

Nota final: 91,7 (de um total de 100) – 7ª colocação geral

As dez universidades por ordem de classificação foram: 
USP, 
UFRJ, 
UFMG, 
UFRGS, 
Unicamp, 
Unesp, 
UFSC, 
UnB, 
UFPR e 
UFPE.

As 30 carreiras com mais matriculados no país foram classificadas pelo Ensino e pela Avaliação de mercado. A UFSC teve 29 cursos de graduação avaliados, já que não oferece o curso de Marketing e Propaganda.

Os cursos de Jornalismo, Engenharia de Produção e Engenharia Mecânica obtiveram a primeira classificação geral em Ensino. Os cursos de Ciências da Computação, Economia, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica e Sistemas de Informação obtiveram segundo e terceiro lugar no item Avaliação de Mercado. 

28 de set de 2012

Mensa sana in corpore sano... - por uma educação abrangente, do corpo e da mente - Profª Semíramis F. Alencar Moreira


Mensa sana in corpore sano... - por uma educação abrangente, do corpo e da mente
Profª Semíramis F. Alencar Moreira


Nunca haverá mudança na educação se internamente não houver uma mudança. Valores e comportamentos poderão ser reformulados ; aprender a ser mais justos e honestos, aprendendo a ser mais humanos sentindo menos raiva, menos rancor e ser menos destrutivos.
As pessoas ao se reencontrarem consigo mesmas, ao transformarem seus comportamentos inadequados que as levam e aos outros, à infelicidade e ao desequilíbrio. Tornam-se mais felizes e mais saudáveis quando são menos egocêntricas, quando podem ajudar, compartilhar e doar e servir.
 Dificilmente ouve-se ou lê em noticiários, casos de amor verdadeiro e profundo que todas as pessoas são capazes de sentir, não só por famílias e amigos, mas para além deles, por qualquer pessoa.  O pensar é superenfatizado e assim, abafa-se o coração.
Se não houver esta tomada de consciência, não haverá mudança na postura humana em relação ao mundo e tampouco serão observados as expressões ou sentimentos. Não haverá contribuições para mudar o social.
Deve se enfatizada a dimensão espiritual na educação. Para que se esteja integrados de corpo e mente na educação é antes necessário que os envolvidos estejam em consonância com o coração e com valores sublimes de fé, esperança e caridade ao próximo, para que se influenciem os educandos nas práticas do bem em seu cotidiano.
Todavia, a educação só vai ser libertadora de fato quando esta for ministrada por indivíduos que também queiram estes ideais e que estejam em estágio de libertação e auto descobrimento.
A ecologia e o meio ambiente estão intimamente ligados aos indivíduos, pois é na natureza de sua região que o individuo buscará recordar de seus melhores momentos da infância: sonhos, alegrias e memórias de tempos que ficaram perdidas na memória são fundamentais para que se reencontre e logo, se recomponha.
  A educação para a paz é um espaço de encontro com a realidade interna de cada um a fim de equilibrar a competitividade, a ambição, a exploração do outro, a crítica ácida, a vingança e possibilitar-se a cooperação, promover o respeito aos direitos das pessoas, aos espaços individuais, a liberdade de expressão e ação.
Pensar na escola não somente como um espaço de reflexão e criação, mas como campo para o coração, para o aprendizado de um jeito novo de viver de se relacionar, é compatível com inúmeros movimentos renovadores que hoje se espalham pelo planeta. Para haver a solidariedade, que sejam leves, firmes e em paz.
O prazer e o amor surgem como resultado de uma integração entre corpo, mente, emoção e espírito. Para que a vitalidade flua, há a necessidade destas muralhas serem derrubadas, das percepções negativas e das crenças ilusórias que impedem a harmonia.
Assim os seres humanos são uma unidade psicossomática que participa, como parte, de um todo universal único. Desta forma, educar é facilitar o desabrochar da vida, do livre pensar, do criar e reconhecer a qualidade essencial que vibra por trás das máscaras que são estruturadas por medo.
Há uma intercomunicação incessante entre tudo no universo. É possível perceber essa realidade se houver abertura para tal.
Todas as ações, sentimentos e pensamentos, interferem no universo, pois movimentam o tecido energético em que os seres humanos estão imersos. A consciência humana pode se expandir para além dos limites conhecidos de percepção.
Esse tipo de mudança inicia-se sutilmente partindo do principio que o educador é um semeador, que semeia aquilo que produziu de si mesmo. Ele é o dinamizador das sementes contidas em cada educando. Tudo o que é vivenciado junto dos outros educadores se refletirá nos alunos. Tudo o que se vivencia em si mesmo, interferirá em quem está próximo ou distante e vice e versa.
É preciso, num primeiro plano, de se manter limpas as comunicações. Um exercício ininterrupto de atenção, administração do que se fala, do como se fala e da plena expressão do que se quer ser manifestado, deixando vir à consciência a verdade de cada um. É preciso coragem para aprofundar, para sair da superficialidade das relações e da comunicação.
O medo de que o outro rejeite por possíveis diferenças, por pensar, falar e agir diferentes, ou ainda se descobrir como o outro é, se souber o que se está sentindo e pensando.
O primeiro passo para a vivificação da dimensão humana é a espiritualização, tanto formalmente, em reuniões entre educadores e corpo de funcionários e junto aos alunos quanto informalmente. Esses movimentos de inteligência e valorização mental, emocional e física devem ser estimulados.
É importante frisar o preâmbulo do ato constitucional da UNESCO (órgão das nações unidas) que diz: "As guerras nascem no interior dos homens nos quais devem ser erguidos os baluartes da paz".
Assim sendo, educar é, antes de tudo, educar para paz. Paz interior que gerará a paz nas famílias, nas instituições entre os países. A terra, como planeta que acolhe, terá seu equilíbrio restabelecido a partir de cada um de seus habitantes. A ecologia, na realidade, tem dimensões muito mais profundas que o pensado atualmente. Todavia, a grande despoluição deverá acontecer, antes nos corações e mentes para que se possa parar de poluir a natureza.
A velha educação tem-se elegido para a construção de um mundo frio, lógico, mensurável, analítico, triste competitivo de decoreba e nenhuma criação.
As crianças, no limiar de um novo milênio, em que a regeneração será a palavra de ordem, ainda se vêm obrigadas a provas e testes que não somente as classificam em fracassados ou bem sucedidos como também estimulam esta competitividade e inferioridade.
As disciplinas devem ser passadas de formas mais agradáveis, integradas em si. Como uma teia de fios inter-relacionados e leves, tecido por mentes unificadas e mãos afetuosas.
O que se é vivido na infância, plasma uma imagem-síntese daquela fase da vida como um campo de energia que se infiltra e se mistura à constituição de todos os tecidos do organismo.
Se a infância vivida foi harmoniosa, plena de experiências agradáveis, respeitadas suas opiniões e espontaniedades, suas curiosidades, suas criações, brincadeiras, se aprendeu a ousar, dizer os seus pensamentos e ser acolhida em seus pontos de vista, esta pessoa certamente trouxe para a vida adulta a leveza, a possibilidade de ser feliz e de se integrar. Pessoas assim são seres potencialmente transformadores do social.
Alguns professores se divertem com o fracasso dos alunos, com sua própria tirania na sala de aula; outros, mesmo que se esforcem, não conseguem ser simpáticos, acessíveis ou compreensivos.
Todavia, deve ser observado que as mudanças de comportamento para com os alunos deverão partir não só dos professores, mas da sociedade como um todo e principalmente das famílias dos educandos. As mudanças deverão partir de dentro do seio familiar para fora, para a sociedade e a escola deverá zelar pela manutenção desta afetividade.
Portanto, é de suma importância que a perspicácia, a sabedoria de crianças e jovens sejam respeitadas. Nada lhes poderá ser ocultado, nenhum sentimento ferido, sob pena de perderem sua condição de espontaneidade e confiança.                         
                         

1.      Conclusão

Ser professor é, antes de tudo, ser um visionário. Mas em que ponto ele deve parar para não fazer do sacerdócio construtivo e sensível uma abnegação quase masoquista, que busca a iluminação por duras penas?
Se a sociedade carece de professores para continuar sua evolução, por que esta mesma não fornece a este profissional: instrumentos, condições de trabalho e rendimentos dignos?
É importante que haja o respeito e o carinho com o educando, todavia é necessário que seja refletido que o educador é também um pai de família, um consumidor, um profissional que precisa estar em constante atualização para o aprofundamento de novas técnicas de ensino. E isto custa caro para ele.
Como este profissional deverá estar engajado na proteção e na condução de seus alunos no saber disciplinar, devendo passar a noção de cidadania, preservação do meio ambiente, além da espiritualização/ humanização deles próprios, se não tem base e não tem exemplos de como fazê-lo? Como será possível propor à um indivíduo que ele tem que ser emocionalmente tranqüilo, se sua fome é maior que seu estímulo de lecionar? Como incentiva-lo a ser feliz se suas contas à pagar são maiores para ele do que os problemas da natureza ou de seus semelhantes?
Como chegar feliz e otimista na escola se seus alunos, ao invés de o respeitar como uma pessoa que estudou e que está ali para passar seus conhecimentos, trazem na mochila a soberba e a má criação dos tempos modernos? É uma reação em cadeia: onde os pais de aluno são desprezados no trabalho, desprezam e ensinam seus filhos a desprezarem o trabalho dos outros, assim suas vidas não serão tão fracassadas, pois eles estarão batendo primeiro. Mas, nessa reação, somente é observado o comportamento do educador, como se ele fosse o único responsável pelo desvio de conduta de toda uma sociedade, quando se defende ou manifesta sua insatisfação diariamente nas salas de aula, no trato com seus alunos.
..."Mas, renova-se a esperança /nova aurora a cada dia... / há de se cuidar do broto para que a vida nos dê cor, flor e frutos..." (m. nascimento-F. Brant) Para isso é necessário que se comece agora uma luta real com o propósito de humanizar a sociedade, começando pelos membros da própria família. Promovendo o entendimento entre pais, alunos, professores e a comunidade como um todo, visando uma melhoria do quadro educacional atual com base nas políticas públicas, escolhendo representantes para as câmaras municipais, estaduais e o Senado Federal.
Que a classe dos professores lute de maneira mais enfática, pois greves e reclamações não adiantam muito e, com as emendas e propostas feitas pelos próprios professores possam melhorar não só a educação, mas principalmente, suas condições de trabalho, de viver.
E assim seus filhos, netos ou bisnetos poderão dizer com orgulho, quando argüidos sobre o que vão ser quando crescer: "Vou ser professor!".


17 de mai de 2012

Competências e Habilidades do tutor a distância face a evasão de alunos dos cursos superiores em EaD - Profª Semíramis Alencar

Profª Semíramis F. Alencar Moreira

O papel do tutor a distância, no que concerne a motivação, poderia se caracterizar como o papel de um incentivador, aquele que estimula a aprendizagem através de estímulos tanto pessoais, tais como e-mails, avisos, indicações de recursos para a aprendizagem, quanto ofertas de ajuda, como a disponibilização de vídeos, artigos, imagens e sites que despertem no educando o desejo por aprender e persistir no curso.

Outro aspecto importante da motivação no curso de EaD é o caráter sensibilizador do papel do tutor a distância, o qual ele pode apresentar soluções para que o educando o conclua. Assim observa-se a complexidade dessa tarefa: 
"a tutoria é necessária para orientar, dirigir e supervisionar o ensino-aprendizagem" (Pinto 2008, p. 29). Talvez deveria-se reformular essa frase para "a tutoria é necessária para orientar, incentivar, dirigir, e supervisionar o processo de ensino-aprendizagem" pois o tutor, enquanto incentivador do curso, imbuído de inúmeras competências a serem desenvolvidas, pode ser o principal responsável pelo sucesso ou fracasso acadêmico em EAD daquele educando.

Devemos lembrar entretanto que estamos lidando com adultos e estes se motivam à partir de elementos essenciais a sua subsistência, seu sustento e oportunidades de crescimento profissional/social. Conforme o texto-base aponta, em Lindeman in Pinto (2008)
  "Considera que há cinco fatores básicos para uma educação significativa que são: motivação do adulto; orientação da aprendizagem centrada na vida; a experiência como fonte de aprendizado; adultos necessitam se autodirigir; a educação de adultos deve considerar as diferenças entre pessoas que a nosso ver se aplica a modalidade EaD." 

Por essa razão mesma, o tutor deverá orientar os educandos, não apenas com o olhar apaixonante de educador, mas com o olhar profissional, social voltado às competências e habilidades do mesmo para que este conquiste tanto o sucesso acadêmico quanto o profissional quando sair de dentro da universidade. E há de desenvolver essas potencialidades com cada um dos cursistas, de forma que estes não se sintam excluídos do processo ou mesmo (e ainda mais preocupante fato) excluídos de um grupo seleto onde são estimulados apenas alguns membros mais diletos, com chances de ascensão. Essa talvez o fator mais lamentável da evasão universitária à distância  
Posto que o ensino superior a distância promete um retorno aos princípios de excelência, igualdade de condições à todos os sujeitos da aprendizagem e participação plena de todos seus membros na construção de uma sociedade em melhores condições de vida, o tutor a distância terá de ver e interagir com olhar digital as impressões e dimensões de uma sociedade real.


Semíramis F. Alencar Moreira

14 de mai de 2012

ONU premia jovens empreendedores sociais

ONU premia jovens empreendedores sociais

11/05/12 //  //  

Empreendedores sociais, com idade entre 18 e 25 anos, que tenham ideias inovadoras ou que já estejam tocando algum trabalho de impacto social podem participar do Concurso Jovens Inovadores. O prêmio é realizado pela ITU Telecom World (União Internacional de Telecomunicações, em inglês), ligada à ONU (Organização das Nações Unidas).O tema do concurso é Inovação para Desenvolvimento da Juventude e as 12 melhores iniciativas serão premiadas com até R$ 20 mil.  Poderão ser enviados trabalhos que envolvam alguma das oito áreas definidas pela organização: segurança cibernética, educação, empoderamento das mulheres, sustentabilidade ambiental, assistência médica, direitos humanos, transparência e emprego para jovens. As inscrições são submetidas em inglês e devem ser feitas até o dia 1o de julho.

crédito Maksym Filipchuk / Fotolia.com
ONU premia jovens empreendedores

Além do prêmio em dinheiro, os vencedores vão participar da ITU Telecom World, principal evento de criação de redes e intercâmbio de conhecimento da área, que acontece de 14 a 18 de outubro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
Os vencedores também vão ter acesso a uma rede de tutores, com apoio contínuo por mais de um ano para que se seus projetos sejam bem sucedidos. Além disso, eles serão convidados a participar de uma comunidade de jovens inovadores e deverão fornecer atualizações regulares sobre o andamento de suas propostas.

26 de abr de 2012

MEC reconhece e autoriza 303 cursos de ensino superior

MEC reconhece e autoriza 303 cursos de ensino superior

Reconhecimento é obrigatório para que instituições possam emitir diploma

20 de abril de 2012


MEC reconhece e autoriza 303 cursos de ensino superior
MEC reconhece e autoriza 303 cursos de ensino superior
O Ministério da Educação autorizou e reconheceu 303 cursos recentes de ensino superior em graduação (bacharelado, licenciatura e ensino tecnológico) em 24 estados e no Distrito Federal. Os 228 cursosreconhecidos, que já haviam sido autorizados anteriormente, estão listados em cinco portarias publicadas na edição desta sexta-feira (20) do "Diário Oficial da União" e somam 34.866. Outras duas portarias autorizaram a abertura de 75 novos cursos com 12.240 novas vagas.



De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, o MEC primeiro autoriza que o curso seja aberto e, depois que pelo menos 50% da carga horária é oferecida, as instituições devem solicitar o reconhecimento do novo curso, requisito obrigatório para a emissão do diploma. Pelas regras do ministério, o reconhecimento é confirmado apenas após análise documental e visita à instituição, e é válido apenas para o número de vagas registradas nas portarias.


Vagas no Sudeste
Um terço das 47.106 vagas totais incluídas nas sete portarias está em São Paulo. Segundo os documentos publicados pelo MEC, 15.590 delas estão concentradas no estado. Minas Gerais teve reconhecidas 3.700 vagas em 29 cursos, seguido da Bahia, com 3.425 vagas em 20 cursos.


No total, quase metade das vagas estão no Sudeste. São 21.459, incluindo 1.670 no Rio de Janeiro, onde foram reconhecidos 12 cursos, e 499 nos 5 cursos de instituições do Espírito Santo que receberam o reconhecimento.


As instituições de ensino superior paulistas também são as que concentram mais cursosreconhecidos: 84. De acordo com as portarias, apenas 9 dos 303 cursos oferecem mais de 400 vagas. Oito deles ficam em cidades do estado de São Paulo. A exceção é a Faculdade Joaquim Nabuco, em Recife (PE), que está autorizada a oferecer 480 vagas no curso tecnológico de negócios imobiliários.


O curso com o maior número de vagas é o de bacharelado em enfermagem da Universidade de Mogi das Cruzes, também em São Paulo. Segundo o MEC, a instituição pode oferecer até 720 vagas no curso. A Universidade do Grande ABC tem 560 vagas no curso tecnológico de mecatrônica industrial.


A Universidade Presbiteriana Mackenzie também teve o seu curso de direito no campus de Campinas reconhecido, com um total de 480 Na Universidade Paulista (Unip), os cursos de engenharia de produção mecânica em Limeira, educação física em São José do Rio Pardo e o curso tecnológico de análise e desenvolvimento de sistemas em Campinas têm até 460 vagas.

Fonte: Globo.com

14 de fev de 2011

Educaedu desembarca no Brasil

Educaedu desembarca no BrasilO portal Educaedu, o maior e mais completo diretório global online de educação, decidiu investir forte no mercado brasileiro e acaba de inaugurar um novo escritório em São Paulo. O objetivo da sede na capital paulista é estar mais próximo de seus clientes e usuários.
Fundada em 2001, a empresa de origem espanhola, vem registrando grande crescimento nos últimos anos. Presente em 20 países e com versões em nove idiomas, o site reúne mais de 103 mil ofertas de cursos em diversas áreas e níveis de ensino.
Em 2010, Educaedu registrou mais de cinco milhões e 200 mil acessos somente no Brasil. Atualmente a versão brasileira do portal tem cadastrados mais de 14 mil cursos de pós-graduação, graduação e extensão universitária ministrados em mais de 950 instituições de ensino.
A sede brasileira soma-se a outros quatro países onde a empresa já possui escritórios: Argentina (Buenos Aires), Espanha (Madri e Bilbao), Colômbia (Bogotá), México (Cidade do México) além de representantes no Chile (Santiago).



Lenice Laflor
Assessoria de Imprensa
lenice@educaedu.com

8 de jan de 2011

O juízo moral na criança e ensino superior - uma analogia docente

O juízo moral na criança e ensino superior – uma analogia docente


Profª Semíramis Franciscato Alencar Moreira


O jogo de regras é para Jean Piaget uma condição fundamental para a atividade humana.
Os jogos coletivos de regras são paradigmáticos para a moralidade humana pois apresentam uma atividade interindividual necessariamente regulada por algumas normas que, embora herdadas por gerações anteriores, podem ser modificadas pelos membros de cada grupo de jogadores, o que os constitui de certa forma, “legisladores” de cada um deles.

Piaget diz que: “Toda moral consiste num sistema de regras e a essência de toda moralidade deve ser procurada no respeito que o indivíduo adquire por essas regras”.

Embora essas normas não tenham um caráter moral em si, o respeito é a moral (os parâmetros de justiça e honestidade). Assim, o respeito provém de mútuos acordos entre os participantes do jogo e não da aceitação de regras impostas por autoridades estranhas a este grupo.
Num jogo de bolinhas de gude, pode-se observar a prática e a consciência da regra em cada indivíduo. Piaget pede num primeiro momento, que um menino o ensinasse a jogar e se punha a jogar com ele. Depois o perguntou de onde vinham essas regras, quem as havia determinado, se as regras poderiam ser modificadas, etc.
A evolução da prática e da consciência da regra pode ser dividida em três etapas. A primeira é a fase da anomia, a ausência total de regras, entre os 5, 6 anos de idade as crianças não seguem regras coletivas. Interessam-se pelos jogos para satisfazerem seus interesses motores ou fantasias simbólicas, e não para participar de uma atividade coletiva. As crianças podem estar em grupo, realizando uma mesma tarefa, mas estão agindo individualmente.
A Segunda etapa é a heteronomia, que abrange indivíduos de 9, 10 anos. Nesta fase, o surge no indivíduo o desejo de participar das atividades coletivas e regradas. Estes indivíduos não concebem as regras como um contrato firmado entre os jogadores, mas como uma lei, imutável, concebida e mantida pela tradição. Não concebem a si próprios como legisladores.
A terceira e última etapa é a da autonomia. Com características opostas às da fase heterônoma, esta fase representa a concepção adulta do jogo. Na autonomia, ocorre a plena maturação das regras do jogo. A criança já se concebe como possível legislador, capaz de criar novas regras que serão submetidas à aceitação ou a rejeição dos outros. Deste modo, a autonomia na prática da regra aparece mais cedo do que a revelada pela consciência da mesma.
Para cada uma dessas etapas devemos considerar as idéias de Henri Wallon, no que concerne às três dimensões do desenvolvimento humano: a afetividade, a linguagem, o movimento para a construção da personalidade.

Estes três fatores incidem drasticamente na formação interior do indivíduo e suas relações com os conjuntos de normas ditadas por diversos grupos. São constantes os casos de indivíduos ou grupos de indivíduos que se rebelam contra ordens pré-estabelecidas socialmente.
No estágio categorial do indivíduo por volta dos 6 anos, sob a concepção walloniana, o indivíduo volta sua atenção para o aprendizado e o conhecimento do mundo, este mesmo impulso se dá na adolescência, mas desta vez sob um impulso maior de uma gama de emotividade e questionamentos que provocam conflitos e o desejo de modificar as regras.

A professora Izabel Galvão, analisa este princípio: ‘’importante recurso para a construção da identidade (individual ou coletiva), as condutas de oposição podem ser interpretadas também como indício de uma necessidade de autonomia”.


O indivíduo recém saído da adolescência, com conflitos pessoais e psíquicos é o mesmo que integrará os cursos de graduação nas diversas instituições de ensino.
Na formação do educando de ensino superior, é observado a entrada dos iniciantes em qualquer graduação: curiosos, muitas vezes sem a menor noção da estrutura acadêmica que terão de compreender e aceitar. Se encontram em estado de anomia acadêmica. Ele não tem consciência das normas e tenta se adequar.
Este estado se transforma à partir do momento em que os graduandos procuram estabelecer contato com os alunos veteranos, compreendem, então, as regras do jogo, conforme seu grau de envolvimento com o grupo.

As relações coletivas são essenciais para o entrosamento do graduando com as regras da instituição de ensino e o grupo a que pertence. Assim, passa a aceitar e aplicar tais procedimentos devotadamente. A fase heterônoma do indivíduo.

Vygostky, ilustra bem este raciocínio ao se referir as atividades de grupo como fator relevante para o bom desempenho das funções mentais: “O homem é um agregado de relações sociais. As funções mentais são relações sociais internalizadas”.

Enquanto compreende e apreende as regras impostas pelo grupo e pela instituição , ele também elabora e submete suas próprias regras ao grupo. Esta autonomia, o indivíduo a conquista na fase final de sua graduação. Neste momento, o indivíduo se sente mais seguro para reorganizar seu pensamento e reelaborar e reeditar as regras anteriormente propostas.

O papel do docente superior seria o de mediador deste encontro, um facilitador das interações sociais, através de um ensino dialético, que despertasse o auto-questionamento e o questionamento do mundo que o cerca.
Fontes bibliográficas

· GALVÃO. Izabel. Henri Wallon: Uma Concepção Dialética do Desenvolvimento Infantil. Petrópolis, Vozes, 2001.
· PIAGET. Jean O Julgamento Moral na Criança. São Paulo, Ed. Mestre Jou, 1977.
· PIAGET. Jean Estudos Sociológicos. Rio de Janeiro, Ed.Forense, 1977
· TAILLE. OLIVEIRA. DANTAS. Yves de la, Marta Kohl, Heloysa. Piaget, Vygostky e Wallon: Teorias Psicogenéticas em Discussão. São Paulo, Summus editorial, 2003
· VYGOTSKY. Lev Semeniovich. Formação Social da Mente. São Paulo, Martins Fontes, 1998.

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